Then She found me


Um filme dirigido por uma das minhas actrizes favoritas, Helen Hunt.
O elenco é um prato cheio de bons actores: Helen Hunt, Bette Midler, Colin Firth, Matthew Broderick.
Helen Hunt é uma professora primária a quem tudo acontece de uma vez: casa-se, divorcia-se, morre-lhe a Mãe, tem 39 anos e está desesperada por ter um filho. De repente a Mãe que a deu p’ra adopção aparece sem ser convidada.
Sim, parece banal, nada de transcendental, talvez esteja aí a beleza do filme.
Deixo um trailer e alguns excertos dos críticos que é pra ter a certeza que não entrego spoilers.

“A chick flick this is, but it’s a masterful one and I highly recommend it. Gestating for ten years, she took the plunge as co-producer, co-writer, played the lead character and made her directorial feature debut of this tale of broken trusts and betrayals.”

“Hunt gets outstanding performances from Colin Firth and Bette Midler whose own characters have their own baggage that Hunt’s character is forced to deal with. That in itself is what makes “Then She Found Me” so refreshing. We human beings are so imperfectly perfect and the issues the players here play with are quite believable.”

“As an actress, she is as good as she was in “As Good As It Gets”.”

Retirado daqui.

HOJE faz UM ANO


Hoje, dia 25 de Abril, faz um ano que aterrei em Amsterdão para começar uma nova aventura.
Não vou fazer balanços por hora, mas assim de repente posso dizer que:

1) Tenho a minha Petzi que amo de coração e é fruto da minha vinda p’ra esta terra.

2)Tenho novos e muito bons Amigos (não vou nomear quem porque seria injusto, mas quero deixar uma menção honrosa à minha Nini, à Undutchable e ao Frankie por todas as provas de amizade mais que dadas ao longo deste ano).

3) Tenho uma casa muito gira, num sítio lindíssimo, e pelo qual me apaixonei, confesso.

4) Viajei bastante e só no último ano estive na Croácia, em Berlim, em Colónia, Dusseldorf, Antuérpia, Bruxelas, no meu Portugalinho várias vezes. Não tá mau p’ra um aninho, não acham?

5) Arranjei um namorado, contra todas as expectativas que eu tinha, holandês. E é um amor, trata-me nas palminhas como eu mereço, fora o facto de que é giro à brava!!

6) Continuo na mesma empresa porque sou “IBM blue” de corpo e alma. Azulinha, como se diz em tugolês.

Em suma: sou feliz, estou contente com a mudança, e GOSTO de mudança. Não sei quanto tempo vou cá ficar, a expectativa sempre foi de 2 a 3 anos, por isso é natural que pro ano, pese todas estas coisas boas, volte ao meu querido País, mas com a certeza absoluta que aproveitei AO TUTANO tudo que esta terra e estas pessoas que se cruzaram comigo têm pra me dar.

Precisamos da TUA história


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Não, agora não é hora de olharem pro lado ou mudarem de página.

Agora é hora de falar a sério.
Vamos falar de Partilhar sentimentos.
Hoje tive um dia especialmente puxado.
Passei o dia no Hospital.
Acompanhei um amigo que acabou por ficar internado, de momento para observação, mas que suspeito que terá de ficar uns bons tempos.
Ele está longe da família, longe dos amigos tal como eu.
Estava muito nervoso. Ele tinha noção que não estava bem.
Particularidade deste meu amigo: é gay.
Sofreu durante anos p’ra se assumir. Sofreu pelo simples facto de ser homossexual.
Não é justo. Não é correcto.
Continua a sofrer pelas consequências de o ser.
Não é justo. Não é correcto.
Todos nós temos amigos ou sofremos na pele por vários motivos. Começa-se desde pequenos porque os Pais se divorciaram, ou porque se tem algum tipo de doença crónica e de cura difícil, ou porque, passando à vida adulta, se teve um (ou vários) amores falhados, familiares que faleceram, desemprego, divórcio, filhos, you name it.
Todos nós vamos lá e ajudamos porque conseguimos (achamos nós) compreender e ajudar.
Algum de vós sabe o sofrimento porque passa alguém que tem de assumir perante ele próprio e perante os Pais, os amigos, a família e a sociedade que pertencem a um registo diferente daquele que é considerado “normal”?
Acompanharam alguém nesse processo?
Foram os primeiros a saber?
Têm amigos que pensam que podem ser homossexuais?
Contaram-vos?
E como é que reagiram?
O que é que sentem?

CONTEM-NOS! PARTILHEM! ESCREVAM UMA HISTÓRIA!!!

No Projecto Partilhate precisamos de 200 histórias. Já só nos faltam 139.
A tua história, por mais simples ou banal que seja, pode ser suficiente para que alguém pense “eu não estou sozinho no mundo”.

Se és homossexual, se tens um amigo, um filho, um pai, um tio, um colega de trabalho que sejam homossexuais, o teu contributo é muito necessário.

Partilha a tua história. Podes fazê-lo através de email (estorias@partilhate.com) ou brevemente através do site http://www.partilhate.com.

Um página chega, um parágrafo também.

Agora vou voltar ao lado do meu amigo.
E tu? Tás ao lado do teu?

Sofia

Quando se está fora…


Imagem retirada daqui.

…parece que os amigos explodem em vez de reduzir.
Há quem tenha receio das distâncias, do que isso possa fazer a uma amizade. Já tive várias conversas sobre este assunto com vários amigos meus. Uns dizem que a amizade é cultivada todos os dias, com encontros periódicos semanais ou até diários, outros dizem que conseguem manter amigos e grandes amigos à distância.
As duas facções nunca chegam a um acordo.
Eu tenho uma experiência curiosa.
Tenho dois amigos, o Nuno e o Hugo, que são ferrenhos da primeira. Encontram-se no mínimo todas as semanas, normalmente até todos os dias para conversar, falar sobre temas diversos, a vida pessoal deles, praticam desporto juntos, enfim, tornaram-se quase irmãos. Ora quando conheci estes dois “espécimes” fui confrontada com esta necessidade de me verem constantemente para que eu pudesse “entrar” no círculo estrito das suas amizades.
Eu sou uma rapariga que gosta de conhecer pessoas e tenho, efectivamente, muitos Amigos. Para mim é às vezes difícil gerir tantas amizades e conseguir um tempo razoável pra todos. Não sei bem como é que fiz a coisa, mas o certo é que, apesar de não me verem todos os dias, entrei no círculo. As conversas são excelentes, o carinho é enorme, e a convivência é fácil. No ano passado em Julho vieram-me visitar com mais um amigo deles. Tive 3 marmanjos em minha casa, sendo que tive que me ausentar a meio da visita deles pra ir de viagem pra Croácia, deixei-lhes a minha casa e as chaves, um beijo enorme e abalei.
Pois estes dois Senhores têm sido uma enorme surpresa! Não só me deram entrada VIP no círculo, como, apesar de estar eu no “cú do mundo”, me mandam emails e presentes pelo correio, com uma ternura que me comove sempre, mesmo quando me perguntam se tenho amigas boas, mas mesmo boas pra lhes apresentar.
O certo é, que apesar da convicção ferrenha deles de que uma amizade só é possível através de constância de presença, me adoptaram e permitiram que eu fosse quem sou e como sou, e me tornaram amiga deles. Gosto muito de vocês meus Parasitas!


Imagem retirada daqui.

A segunda parte da minha experiência é a aproximação extraordinária de algumas pessoas que estão em Portugal. Alguns vieram-me visitar mais que uma vez, outros estão no vir, mas todos eles têm tido conversas sérias e profundas comigo via web. A minha opinião é que acabam por desabafar e partilhar comigo coisas pessoais como antes não faziam porque todos eles têm em comum a sua grande timidez e reserva.
Não faz sentido? Faz. Eu explico. No fundo o que acontece é que muitos de nós somos muito mais abertos a falar a um écran, sem ter de olhar olhos nos olhos. Ora se conseguem ter do outro lado alguém que efectivamente conhecem, e com quem até gostam de falar, com a enorme vantagem de não lhes aparecer à frente na hora ou dia seguinte, porque não desabafar com essa pessoa? Ela até dá uns conselhos porreiros, não têm de a encarar dali a breves momentos, ela poupa-lhes os olhares que podem denunciar a outrém que esteja ao lado o que se passa com eles, dá-lhes liberdade para só se terem que “expor” quando eles assim o desejam, querem melhor pra quem é tímido e reservado?
O mais giro e delicioso disto tudo é que eu acabo por, ao estar longe, ter tido (e continuar a ter) o enorme privilégio de os conhecer um bocadinho melhor e a amizade vai crescendo dentro da confidência, e o respeito pelo outro também. E vale a pena. É bom. Sabe bem. GOSTO.
No dia em que regressar tenho noção de que a reacção será uma de duas: ou a amizade é mesmo amizade das fortes e permanece, ou então atenua porque afinal agora estou lá pra terem de me olhar nos olhos. Seja como for, não me importo. Os momentos que me proporcionam de carinho, de ternura, de alegria, de entrega, de disponibilidade, valem tudo.
Depois há ainda aqueles que não sabem mesmo lidar com a distância e que como deixamos de estar junto da vista, passamos a estar longe do coração. Não faz mal. Eu gosto deles à mesma. Porque fizeram parte da minha vida e na altura em que tanto eu como eles estivemos presentes, passamos bons e maus momentos, e isso preenche.
Depois há os amigos novos, aqueles que vou fazendo por terras de socas e moinhos.


Imagem retirada daqui.

As pessoas enriquecem-nos a cada momento, fiz já algumas amizades fortes e que “pase lo qué pase” se vão manter pela vida fora porque isto de termos vivido todos longe da família e dos amigos não é fácil e une-nos muito.
Eu acredito que o nosso coração é enorme, que a capacidade do ser humano de amar é enorme (e amizade é também uma forma de amor), e que estes 4 tipos de amigos valem a pena e todos eles fazem parte da pessoa que fui, da pessoa que sou, e da pessoa que serei. Mão-na-Mão.


Imagem retirada daqui.

Rir é o melhor remédio versão 14.000 – O justo e o correcto

DOS JUECES DEL SUPREMO SE ENCUENTRAN DE FRENTE A LA SALIDA DEL HOTEL PALACE, CURIOSAMENTE CADA UNO DE ELLOS IBA CON LA MUJER DEL OTRO.

EN ESTO QUE UNO LE DICE:
-Debido a la situacion tan peculiar en la que nos encontramos, yo creo que lo CORRECTO es que cada uno se vaya con su mujer, en su coche y a su casa ¿ no cree

EL OTRO LE CONTESTA:
-Estoy de acuerdo con usted en que eso sería lo CORRECTO, pero no creo que fuera lo JUSTO, porque usted está saliendo del hotel y yo estoy entrando.

Filmes do Tejo exibe filmes no IndieLisboa’09

“ARENA” (CURTA-METRAGEM)

1. Sinopse

Mauro vive em prisão domiciliária.
As tatuagens ajudam-no a queimar o tempo.
Três putos do bairro aproximam-se da sua janela.
Lá fora, o sol bate com a força do meio-dia.

2. Datas de Exibição no IndieLisboa’09 e Ficha Técnica do filme

26 de Abril | 19:00 | Sala 1 – Cinema S. Jorge
27 de Abril | 21:30 | Sala 3 – Cinema S. Jorge
1 de Maio | 16:15 | Sala 3 – Cinema S. Jorge

Ficção, Portugal, 2009, 15′, 35mm
Argumento: João Salaviza
Fotografia: Vasco Viana
Som: Inês Clemente
Montagem: João Salaviza
Com: Carloto Cotta, Rodrigo Madeira
Produtor: François d’Artemare, Maria João Mayer
Produção: Filmes do Tejo

3. Nota do Realizador

Mais do que captar as transformações de um lugar, interessa-me a tensão dos momentos em que nada se altera. O protagonista de “Arena” está confinado a um espaço e a um tempo limitados. Ao filmar o Mauro em prisão domiciliária confrontei-me com a condição de um homem que não tem para onde ir. Segui esta ideia, desde o guião até à montagem. O princípio de que os planos não se antecipam às deambulações do protagonista, nem lhe sugere caminhos que ele, simplesmente, não pode ver.
É justo para alguém que vive com grades nas janelas de casa, e que está secretamente à espera que as coisas mudem por si.
Lisboa, 27 de Março de 2009
João Salaviza

Filmes do Tejo exibe filmes no IndieLisboa’09

“ÁGUAS MIL” (LONGA-METRAGEM)

1. Sinopse
Pedro (interpretado por Gonçalo Waddington) é um jovem encenador cheio de dúvidas sobre a peça de teatro político que tem nas mãos e a atravessar uma crise pessoal. Para além do questionamento do radicalismo revolucionário que essa peça coloca e que interpela directamente o seu próprio passado familiar, Pedro mostra-se também confuso com as novas responsabilidades e expectativas decorrentes da gravidez da namorada (Joana Seixas). A encenação parece indefinidamente bloqueada até que Pedro faz uma descoberta em casa da avó, que poderá explicar o desaparecimento do seu pai logo após a Revolução dos Cravos. Na caravana em que a família o costumava levar para férias em miúdo, Pedro encontra dois revólveres e vários documentos que lançam uma nova luz sobre tudo o que lhe tinham dito sobre a misteriosa figura do pai. Parte à procura de respostas, deixando todas as responsabilidades imediatas para trás. O filme de Ivo M. Ferreira, que assina aqui a sua segunda longa-metragem, é uma interpelante e rara revisitação ficcional de algumas memórias pós-revolucionárias portuguesas.

2. Datas de Exibição no IndieLisboa’09 e Ficha Técnica do filme

25 Abril, 21:45, Cinema São Jorge, Sala 1
29 Abril, 21:45, Cinema City Classic Alvalade, Sala 3

Ficção, Portugal, 2009, 85′, 35mm
Argumento: Ivo M. Ferreira
Fotografia: Pedro Cardeira, Susana Gomes
Música: António Pedro
Som: Vasco Pimentel
Montagem: Rodolfo Wedelles, Sandro Aguilar
Com: Adelaide João, Cândido Ferreira, Gonçalo Waddington, Hugo Tourita, Joana Seixas, Juan Jesus Valverde, Lídia Franco
Produtor: Maria João Mayer
Produção: Filmes do Tejo II

3. Nota do Realizador

Houve, em todas as épocas, homens e mulheres que abdicaram das suas vidas pessoais para se dedicarem à política, para construírem um mundo melhor e mais justo. Tive o privilégio de me cruzar com um ou dois destes seres especiais, por quem sinto um imenso respeito e um grande fascínio.
Sinto, por vezes, boa inveja dos revolucionários da época do fascismo porque eles tinham um inimigo bem claro para combater.
No marasmo em que vivemos, o inimigo é ténue. O maior de todos parece residir dentro de nós. Da minha parte, tento sempre encontrar a melhor forma de o combater.
Durante dezenas de anos, para combater o fascismo, foram necessárias diversas formas de luta e, também, a luta armada. Após o 25 de Abril, quando se procuravam novos caminhos, vários grupos armados foram constituídos com vista a preservar o que alguns militantes de esquerda acreditavam ser o espírito original da revolução. Hoje,
parece-me absurdo, a mim que detesto violência, mas não condeno de modo algum estes processos em absoluto e, por isso, trato-os com respeito. Foram actos de coragem. Talvez até um dia, voltem a fazer sentido.

ÁGUAS MIL é a voz dos “filhos da revolução” exigindo à geração dos pais que contem o que se passou na História recente de Portugal, quando o País e o Mundo
transbordavam de ideias que caíram antes de se erguerem.

4. Biografia do Realizador

Nascido em Portugal em pleno rescaldo da revolução de 1974 e no seio de uma família de artistas politicamente activa, Ivo Marques Ferreira esteve desde sempre em contacto com o teatro e o cinema.
Iniciando a sua formação técnica e artística em Lisboa, trabalhando como fotógrafo, actor, produtor, encenador e “light designer”, Ivo segue para uma breve passagem na London International Film School, e na Universidade de Budapeste e chega finalmente à China, destino que marcará para sempre a sua vida pessoal e profissional: monta uma pequena produtora em Macau e realiza o seu primeiro filme (e recebe os primeiros prémios). De volta a Portugal, a convite da Exposição Universal de 1998, realiza uma também premiada curta-metragem e pouco tempo depois, dirige a sua primeira longa-metragem. Em 2006 recebe uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para um curso de Escrita de Argumento leccionado pela L.I.F.S., o que o levou a lançar-se na escrita, e realização, daquele que é até agora o seu projecto mais pessoal: “Águas Mil”.
Recentemente, acabou de ser pai e concluiu o documentário “Go with the Wind”, que o levou novamente à China, desta vez para abordar o tema da emigração.

Há muito tempo que não ganhava um prémio!

A Mariinha que é uma querida atribuí-me este prémio:

Regras:

1 – Reencaminhar este prémio a 10 blogues;
2 – Exiba a imagem do prémio;
3 – Poste o link do blog que o premiou;
4 – Indique 10 blogs para fazerem parte do “Este blog é tão bom que até arrepia”;
5 – Avise os indicados;
6 – Publique as regras;

E vão-me rifar por eu quebrar as regras, mas eu acho que todos os blogs que tenho na minha listinha de preferidos do lado direito são mais que arrepiantes e não gostaria de escolher apenas 10.
Por isso considerem-se todos “Blogs tão bons que até arrepia” e avisados de tal!
Obrigada Mariinha!