O Kings Day

Este fulano é inglês, tem um sentido de humor genial – as usual – e ainda por cima escreve bem que se farta.
Aparentemente saca miúdas a potes pelas holandas e depois escreve as dicas possíveis a todos aqueles que vivem cá ou que nos visitam nas Lowlands, para que todos possam ter direito a uma parte do quinhão, que ele não é invejoso!

Fez esta descrição do King’s Day  que achei deliciosa e super verídica, é um must read: King’s Day fairytale.

Enjoy!

Não estou gorda, não é uma pila, é mesmo o meu cinto, tá?

O Projecto Transformers precisa de gente

O Projecto Transformers é um programa de voluntariado jovem que mobiliza mentores de vários desportos, artes e atividades para orientar outros jovens (marginalizados) a encontrar uma forma de se exprimirem e intervirem positivamente na comunidade.
O Projecto Transformers está desde outubro de 2013 em Coimbra (depois de ser implementado em Lisboa e no Porto) e apoia mais de 100 jovens do distrito (500 a nível nacional), através de atividades como música, teatro, dança, artes plásticas, graffiti, skate, basquetebol, downhill, judo, entre muitas outras.
Se quiseres fazer parte deste projecto ou saber mais informações envia e-mail para: coimbra@projectotransformers.org.
Se conheceres alguém que aches que gostaria, reencaminha-lhe pf este e-mail/post

O nosso site: www.projectotransformers.org
Página de facebook: https://www.facebook.com/projectotransformers
Grupo de facebook: https://www.facebook.com/groups/Transformers.Coimbra/

Te acuerdas de esa flor?

Pues no, la verdad es que no. Pero qué más dá? Si es importante para ti al cabo de 15 años, es importante para mi!

Qué más da que todos tengamos los mismos recuerdos? Lo qué importa es qué los tengamos.
Cada uno se acuerda de como nos hemos marcado, como si fuéramos tan sencillamente vacas de un mismo tiempo y un mismo dueño.
Se han pasado 15 diablos años, toda una vida de amistades, nuevas y viejas, de matrimonios, de hijos, de divorcios, de muertes y vidas transcurridas y qué sé yo de ti?!
Pues conozco tu carácter íntimamente, lo qué hay de bueno y lo de qué hay de malo, pues aunque no me creas, sigues siendo el mismo. 
Sigo pudiendo reconocer tu risa de felicidad, tus momentos de tristeza,  reconocer lo cuanto has evolucionado y madurado, más aún, puedo leer tu alma.
Como me lo sé? 
Porque cuando comí en tu casa vi el cariño qué ponías en esa comida única.
Porque cuando íbamos al Tio Molónio los domingos y nos reuníamos como una familia, algo me transmitías, aunque fuera la soledad.
Porque cuando nos enamorábamos éramos esencia pura, igual qué cuando amparé tus lágrimas cuando te desilusionabas.
Porque las emociones estaban constantemente a la flor de la piel, y me las sé de memoria.
Me las sé todas? Tio, pero se han pasado 15 diablos años!!! Por supuesto qué NO!
Pero sé las suficientes para entenderte y leerte cuando pasas el umbral de mi puerta y me abrazas.
Como si en el entonces, fué ayer.

E já agora que comecei, ficam os pontos todos nos is.

O que é que eu penso quando me estão a falar sobre como é ser-se Mãe ou Pai:

– Homens: 95% das vezes penso na minha sorte em não ter copulado com o elemento e ser agora a pomposa mulher e mãe das suas criaturas. Deixo esses 5% que restam para aqueles muito raros que me inspiram um: este tipo é um Pai bestial!
Por isso, quando me perguntarem se não quero ser Mãe, OUTRA VEZ, lembrem-se disto: eu vou estar a olhar pra vocês e a pensar: no fucking way, nem que me pagassem. Não tenho outro pensamento a cruzar-me a mente, juro.

– Mulheres: 95% das vezes vou estar a pensar neste texto do João Miguel Tavares no Pais de Quatro:
“e a mãe continua a trabalhar muito mais dentro de portas, continuando a ser a grande “sacrificada” (um dos adjectivos favoritos das mães de família).

Ainda que eu não negue a existência desse desequilíbrio, faço questão de chamar a atenção para um aspecto do problema que tende demasiadas vezes a ser esquecido na discussão: o poder. O poder das mulheres dentro de casa. O poder que elas detêm sobre todos os aspectos da vida doméstica: sobre onde vamos quando saímos, sobre o que os miúdos vestem, sobre o que fazemos no fim-de-semana, sobre que empregada devemos contratar, sobre que móveis devemos comprar, sobre onde vamos passar as férias, sobre tudo e um par de botas.”

E nisto que foi dito por uma moça nos comentários, assumindo que a responsabilidade “do sacrifício” é dela. Este bocadinho é duma humildade e auto-conhecimento que poucas, muuuuuuito poucas mulheres têm:

“sou eu que trato de tudo. Que decido o que comemos, que digo se as crianças precisam lavar a cabeça, que organizo a roupa que vão vestir, que compro a roupa que vão vestir, que trato dos pagamentos das escolas, que sei as datas dos saraus, das reuniões de pais, das vacinas, que telefono à pediatra quando estão doentes, que decido se vale a pena ligar à pediatra quando estão doentes, que organizo as tarefas domésticas para a empregada fazer, que faço todas as outras que ela não faz. E lamento-me, muito, não só pelo imenso trabalho que tenho, mas pela enorme responsabilidade que carrego (a preocupação cansa mais que estender três máquinas de roupa).

Mas há, no meu ponto de vista, duas questões diferentes. É um facto que estou chegada ao ponto em que sinto que só eu é que sei fazer as coisas e tomar as melhores decisões, e que isso tira a vontade a qualquer um de “se chegar à frente”. É para ver a febre às três da manhã? É melhor ser eu. É para ir ao supermercado? É melhor ser eu. É para estender a roupa? É melhor ser eu. É para ir falar com o professor? É melhor ser eu. 

Mas também é um facto que com a chegada dos filhos, eu tive que me “chegar à frente”. Há uma série de coisas que não podem falhar a partir do momento em que há crianças (há sopa feita? há leite? o bibe está lavado? os sapatos ainda servem? ), e apercebi-me logo após o nascimento da primeira, que se eu não deitasse mãos à obra, algum dia a criança ia ficar sem comida/roupa/remédios, e que os mínimos da organização, arrumação, limpeza, não estariam garantidos (sim, sim, os mínimos que eu estabeleço, certamente muito diferentes dos que seriam estabelecidos pelo pai).

Depois é sempre a subir. Cada vez chamamos mais tarefas à nossa responsabilidade, cada vez mais a outra parte se demite (o que convenhamos, dá um jeitaço).
 A questão que eu coloco…Haverá retorno?”

Pois é, haverá retorno?
Como a maioria das mulheres que conheço não têm sequer consciência da seriedade do problema e da enrascada em que se meteram, fica aqui este pedacinho de texto pra refletirem.

E do qual se devem lembrar quando me estiverem a fazer a p… da pergunta imbecil pela quinquagésima vez enquanto me dizem que estão muito ocupadas a serem mães pra aturarem aqui a imatura, ou seja, eu.

Pronto, agora experimentem lá perguntar-me outra vez se quero ser mãe que já sabem com o que me vai na alma e aquilo que não vos digo pra poupar mais uma discussão. Ou aquilo que já vos disse mas que vocês preferiram não querer perceber ou mal interpretar.

Recado dado.

É uma questão de vocação

EU NÃO QUERO SER MÃE.

Não tenho vocação pra tal, assim como não tenho vocação pra ser chefe de ninguém.
São duas coisas que não me assistem.
Por isso :
Deixem de me perguntar se não me vou arrepender.
Deixem de me dizer, como se estivesse a cometer um pecado capital ao dizê-lo, que não diga isso.
Deixem de me chamar egoísta por não querer ter filhos.
Deixem de me chamar arrogante por ter certezas absolutas.
Deixem de me chamar amarga porque pensam que não tenho filhos por não ter encontrado um companheiro.
Deixem de me falar das maravilhas da gravidez, porque nunca na vida me vão convencer que ficar do tamanho duma vaca redonda e dar leite é a última coca-cola do deserto.
Deixem de me convidar pra festas de crianças, eu posso gostar muito dos vossos filhos, mas continuar a não suportar um conjunto de choros e pequenas proezas dos infantes.
Deixem de me dizer que quando for mãe é que vou perceber.

Não me vou arrepender.
Não é pecado, é um sentimento pessoal.
Não sou de todo egoísta, tomara eu conhecer pessoas tão altruístas como eu.
Não é arrogante ter certeza de que não se tem vocação pra algo.
Não sou amarga, sou muito amada, e sempre fui, há coisas que acontecem e outras que não, e há coisas que podem vir a acontecer e outras que pura e simplesmente não estão escritas no nosso destino: deal with it.
Não acho que ficar enjoada que nem uma pescada, cheia de dores nas costas, contracções e pernas inchadas, mamas do tamanho dos Himalaias seja bom.
Não me divirto em festas de crianças nem hoje, nem nunca.
E definitivamente, não vou ser mãe, por isso eu nunca vou precisar de saber.

Ter 37 anos, estar a chegar aos 40 e não ter filhos, não me desespera, não me apoquenta, não me aflige, não me chateia, não é algo que me tire sequer um minuto de sono ou me traga qualquer ponta de ansiedade. Não me vai fazer mais adulta, melhor ser humano, ou sequer mais mulher.
Por isso parem com a puta da conversa da maternidade, que já não há cú que aguente. Não quero, não tenho vocação nem intenção sequer remoooota de parir e por mais um ser neste mundo, não é a minha praia.

Day 2 das visitas mais esperadas dos últimos anos!

Há muito que queria experimentar esta tasca japonesa, um sítio onde vos posso jurar, que só há asiáticos, principalmente Nipónicos e Sul Coreanos. Ao sábado e ao Domingo só servem entre o meio-dia e as 15, e só servem Ramen (google it!), uma espécie de sopa com imensos condimentos, que eu já tinha experimentado na Malásia e que adooooro!

Ainda por cima é barato!
ao pé da RAI:


Wielingenstraat 16 1078KK Amsterdam


Saí de lá a sentir que a Mama’s
Food tinha-me entrado até ao âmago e de felicidade estampada no rosto e barriguinha bem satisfeita! Recomendo vivamente a quem cá viva ou visite Amesterdão.

Depois demos início à saga: sofabank KIVIK adquirido em segunda-mão, completamente novo, por 100 paus!
Fomos buscá-lo ao sul do País, até Roosendal. Feliz que nem um cuco por ver que o sofá estava novo, decido mostrar a Holanda rural à João e procurar os campos de tulipas. Não sei que raio de volta fui eu dar, que passamos por Rotterdam, Leiden, Den Haag e finalmente lá encontrei a saída pra Lisse e chegamos aos campos em flor, espectáculo do qual não me vou cansar jamais dan la vie!
Está aberta a época das tulipas neste blog!! E palavras da João, só a visita aos campos de tulipas, já valeram a viagem! E embora me tenho trocado toda e tenha sido um valente desafio encontrar as sacaninhas, concordo plenamente com ela, percorrer os campos de flores faz uma viagem inteira valer a pena!

15 anos depois dum eramus magnífico, cá estamos a duas juntas de viagem e é muito muito bom!!


Day 3 -salva pelo anti-histaminico

Juntamo-nos via facetime com o Nils, o nosso melhor amigo de Erasmus, o Alemão que chorava mais que qualquer gaja no cinema quando fomos ver o La Vita é Bela.

Aquele de quem eu e a João nos despedimos a chorar durante uma semana inteira, o único momento na vida de que me lembro de ter acordado com duas batatas inchadas em vez de olhos, de tanta saudade antecipada.
Fizemos-lhe uma surpresa e ligamos-lhe hoje via facetime. Primeira pergunta que nos faz depois de quase ter um ataque ao ver-nos juntas: creí que te ibas a casar Sofia y a darnos una escusa para irnos de vacaciones!!
YO?! Casarme? Pero estás ido?
O eso, o Maria te visitaba! 
Pero si ni siquiera tienes facebook, cotilla!! Como sabias qué estaba aqui?!
Mi querida mujer me informa!
Cotiiiiilla!!
Exactamente como há 15 anos atrás, com a diferenca de que agora ele tem 3 filhos e menos borbulhas na cara.
Eu e a João continuamos iguais!! Ahaha
Superou as tulipas numa base de 20 a zero!

Day one da saga das visitas Temporada Primavera 2014

Só chegou um pardal dos dois que eram esperados. Aliás, uma pardala!

Assim que almocamos, espetei-lhe logo com o trajecto Vondelpark-Ceinturbaan, 3 ou 4 kms só pra abrir a pestana, nada de especial. 
Tenho medo de ter matado a pardala de exaustão logo no primeiro dia.
Não sei o que me dói mais, se as pernas, se a voz de tanto palrar! 
E fui a um café de arte deco muito bonito, mas muito sujo também, a alcatifa metia nojo. Só por isso, não tem mencao honrosa!
Tou morta, fui!
PS: comprei umas coleiras novas pros terroristas e o codigo de cores agora é:
Juicy-laranja
Bitoque-azul
Petzi-vermelho
Depois ponho uma foto dos estarolas!

Já só faltam 50 dias

Jonathan Jeremiah – Happiness

I’m going home where my people live

Need a little bit of happiness, yeah

……

I need a little bit of happiness yeah

I need a little bit of happiness yeah

I need a little bit of happiness yeah

I need a little bit of happiness yeah

………

Tá quase quase quaaaaaase lá!

Mas entretanto, os amigos e o sabor de casa vêm até mim!

No fim de semana passado esfarrapei-me toda em Bruxelas com 3 dos meus melhores amigos, foi como ir a casa e vir assim num pé e vir no outro. Não consigo explicar muito bem o que se sente ao poder chegar a outro País, outra cidade, e falar sem tabús e sem meias medidas e não ver olhares estranhos avaliadores, saber que se cair está lá alguém pra me levantar e vice-versa, que não estou sozinha, que há quem me abrace se me sinto em baixo, que há quem fique feliz comigo e por mim, e isto sem estar em casa, sem estar quer em Amesterdão, quer em Lisboa. Numa cidade de que não gosto particularmente confesso, mas na qual vivem pessoas que ocupam o meu coração. Vim de BXL com o coração tão cheio que estive dois dias a recuperar do impacto. Do impacto e da ressaca, que elas agora já não batem como antigamente, a recuperação é muito mais lenta….mas valeu a pena cada quilómetro rodado.

Este sábado chega a primeira leva de grandes amigos que vou ter por perto este mês: um vem de Itália e a outra de Lisboa, e já não estamos os três juntos desde….wow, 2000! Há 14 anos!

E vai ser tãoooo bom!

Pro Kings Day chega a Joana, a Shaina, o mê priminho Luís, o Johnny terrorista e o Marmas, mais um dos respectivos que ainda não conheço. Acho que esta frase é esclarecedora sobre qual o meu sentimento sobre os acontecimentos no Kings Day de 2014: estou com MEDO!

Irrepetível esta junção que se vai dar, vai ser muito MUITO fixe!! Vai ser rir até ficar sem maxilares! E sentir-me novamente numa aldeia, não porque esteja em casa, mas porque as casas onde o meu coração mora vão-se juntar todas qual moradias geminadas e fazer uma aldeia onde cada um é a minha casa e a minha casa é a deles.

E como se a minha vida futura não fosse tão brutal que até chateia, a vida presente é igualmente fantabulástica. (Boa Mike! Boa Melga! desculpem, não resisti, mas é que acabei de perceber que pareço uma publicidade da TV Shop!)

Ontem recebi de prenda um pijama tipo babygrow, daqueles que afugenta qualquer gajo que me vir com ele, ao qual só falta um pom pom no rabo para parecer um coelhinho de Páscoa. É cor-de-rosa choque.

Como explicar? hum…. estou apaixonada! Isto é maaaaaaaaaravilhoso! É polar, é super confortável, é como andar enrolada numa mantinha, mas sem frestas. A sério, indescritivelmente nice!

Também recebi de prenda, God knows why, uma pen drive em formato de Lego, cheiinha com 10 filmes que tinha na mira, muahahahah

E não faço anos!

E os emails da margarida e da Zôzô que me encheram o dia de alegria, tudo bom. Tudo.

Eu sei que eu sou tão bem disposta que até chateia, mas a sério, bolas, eu lá tenho motivos pra estar triste? Com amigos destes, muita saudinha (minha e dos meus) e umas pitadas de sol, acho um insulto eu estar algo abaixo de extasiante. Tenho dito.