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| Daqui |
Digam-me lá, quão longe está isto do Nazismo?
Isto deve doer pa!
Esta malta com a mania do é orgânico anda a ultrapassar os limites da razoabilidade há muito tempo, mas isto é too much, desculpem lá.
E honestamente, parece-me nojento.
Tá aqui explicado: http://www.organicup.eu/
Like, seriously??
Espero que as imagens apareçam:
Kies uit de volgende opties
- € 14,99 voor 1 Organicup in maat A (waarde € 42)
- € 14,99 voor 1 Organicup in maat B (waarde € 42)
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Je kan kiezen uit twee maten: A en B.
A is voor vrouwen onder de 30 die geen kinderen hebben gekregen. B is voor vrouwen die op een natuurlijke manier zijn bevallen of boven de 30 zijn.
De OrganiCup is een gezond, zuinig en milieuvriendelijk alternatief voor maandverband of tampons. Je kan de cup tot wel 12 uur laten zitten en het ding hoeft dus maar twee tot vier keer per dag te worden geleegd. ’s Ochtends in en ’s avonds pas weer uit. Handig toch. Je voelt er verder niks van en kan er zelfs mee slapen. De cup is gemaakt van 100% siliconen en herbruikbaar. Zo bespaar je niet alleen geld (in tien jaar kan je zo’n € 558 aan tampons en maandverband besparen) maar draag je ook bij aan de bescherming van het milieu.
Do que é que eu mais gosto na Holanda
Podíamos falar do preço das flores que é tão baixo que me permite ter flores em casa todos os dias, ou da frontalidade que os caracteriza, podíamos falar de eficiência nalgum que outro processo burocrático ou da informatização de tudo o que os rodeia, mas eu quero mesmo falar é dos meus Chefes.
Tenho três Chefes, duas mulheres e um homem.
– A minha Chefe funcional, a Ingrid;
– A minha Chefe de recursos humanos, operacional, vá, que é a Monique;
– O Chefe das minhas duas Chefes e por inerência, o meu Chefe também, o Michiel (lê-se miggggil)
Ontem mandei um email a um Chefe doutro País pelo qual, com toda a certeza, teria sido crucificada em qualquer País. A minha antiga chefe Belga dizia-me muitas vezes que tinha que melhorar as minhas “communication skills”, aparentemente sou “uma besta” ou em eufemismo: não sou politicamente correcta.
Pois o meu Chefe recebeu o email, e não só o mandou pras hierarquias como acrescentou: a Sofia é uma das melhores profissionais da minha equipa e o que ela escreveu é um alerta que não podem descurar. Recebeu-o um Húngaro que é o Chefe funcional da minha Chefe funcional Ingrid.
O Húngaro mandou-o pro Chefe dele (Holandês) a dizer: acho isto inacreditável, parece uma teoria da conspiração. O Holandês respondeu ao meu Chefe Michiel dizendo: não aceito este tipo de emails e comportamentos na minha Equipa (da qual eu faço funcionalmente parte) e preciso de pessoas que digam “I can do it!”. A Ingrid mandou-me o email como FYI.
E eu, quando li aquela novela que lá ia, depois de 14 horas de trabalho no pêlo ontem e mais quatro horas hoje, a caminho das dez, não fui de modas e peguei no telefone e liguei pro Holandês que é Chefe do Húngaro que é Chefe da Ingrid e em dez minutos expliquei-lhe o conteúdo do email e também, que lhe estava era a salvar o pêlo.
Agora vêm as diferenças, e se preparem:
– Cenário 1 – o que se teria passado noutro País qualquer, principalmente em Portugal:
O meu Chefe directo teria sido trucidado pelo Chefe dele porque ele não tinha mão no recurso (a saber, Euzinha), chefe esse que me teria praticamente degolado pelo conteúdo do email sem sequer me consultar, aplicaria a chamada técnica de chefia de guerra: bate primeiro, pergunta depois.
O problema teria sido passado para segundo plano devido ao facto de eu não ter sido politicamente correcta e o meu email carecer possivelmente de objectividade pouco fundamentada (o que não é verdade, já agora vale a pena sublinhar, mas eu não lhes apresentei um estudo catedrático pra provar o que dizia no email).
Teria de fazer o dito estudo catedrático e posteriormente voltar a enviar novo email, livre de “subjectividade”, e revisto pelo meu chefe, não fosse eu escrever novamente algo politicamente incorrecto. O email seria enviado à minha Chefe, que depois o transformaria, e daí enviado pro Chefe dele, e por aí pra cima. Como o Chefe da minha Chefe e por aí pra cima recebem dezenas de emails, o meu email com o alerta teria levado dois meses a chegar “a Roma”, e o meu projecto ter-se-ia atrasado 4 meses, e os meus chefes massacrar-me-iam com o incumprimento do deadline durante esses 4 meses e os 2 futuros, e dir-me-iam coisas como: enquanto não acabares isso não podes voltar pra Portugal. Clarinho, limpinho, era assim sem tirar nem por. E a responsabilidade do problema passava a ser minha, porque eu devia era ter sido mais objectiva e ter mais communication skills.
Been there, done that. Don’t like it. O que eu faço nestas situações agora não é praqui chamado, mas digamos que eu tenho muita personalidade….adiante!
Cenário 2 – o que se passou hoje e mais concretamente, na Holanda com Holandeses:
O já acima mencionado, ou seja, reforço do meu email enviado para as chefias superiores com um voto de confiança, seguido de vários mal-entendidos. Sofia agarra no telefone e liga directamente pro chefe do Húngaro sem falar com os chefes dela. O Holandês pára tudo e sai duma reunião (isto é extremamente raro!) pra atender a chamada da Sofia, ouve-a com atenção durante 5 minutos, passa os próximos 5 minutos a definir um plano conjunto e programa-se a actividade que resolve o problema pra dali a 15 dias exactos. Dali a 15 dias há um plano, dali a 6 meses já não há a chamada “raiz do problema”. Sofia agradece, o chefe do outro agradece também, e desliga a chamada.
Passado 10 minutos e durante a tarde, Sofia fala pessoalmente com a Chefe Ingrid, com o chefe dela Húngaro, com o Chefe da chefe Michiel, e todos lhe dizem que fez tudo muito bem feito e que é por emails e telefonemas destes que gostam de a ter na equipa.
Sofia não quer acreditar no que lhe dizem, sua boca cai aberta até ao chão provocando uma pergunta do chefe Michiel que quase a atira pra uma síncope:
– Porque é que estás tão espantada por nenhum de nós achar que tu fizeste algo errado? Diz-me Sofia, porque agora estou deveras preocupado: tu achas que nós não te damos valor nesta empresa? (Do you feel unappreciated here?)
– What? I’ve never felt so appreciated in my life! This is why I LOVE working with you guys and I don’t mind doing it for the rest of my life! You even let me do it under my Portuguese sun, what more can I ask from you?!
Sofia recebe de volta um: I’m SO happy you are in my Team!! E um abracinho dos Chefes (juro!! physical touch!), e vem pra casa morta, torradinha destes miolos, mas com uma alegria e um sorriso de orelha a orelha que nem a p… da dor de cabeça que tenho, conseguem arrancar da sua tromba.
Liga à Chefe Monique, diz-lhe que está podre, pergunta se pode folgar amanhã. Do outro lado da linha ouve: Sofia, I completely trust your judgment, if you think its ok to have the day off, please do.
Corolário:
Se não és politicamente correcto, a Holanda é o País pra ti.
Se queres ter liberdade de iniciativa, a Holanda é o País pra ti.
Se atropelas as hierarquias e não tens paciência pra falar com dez chefes até chegares ao gajo que toma a decisão, a Holanda é o País pra ti.
Agora, se queres ter os melhores chefes do mundo, tens que trabalhar na IBM Holanda e eles têm que se chamar Ingrid, Michiel e Monique!
Mas aviso-te, se mos tentares gamar, eu arranco-te a cabeça ó filha da mãe!!
MY PRECIOUS!!!
MINE!!
MIIIIINE!!!
Eu adooooooooro estes Senhores. Muito, muito, muito!
Count down
Faltam 97 dias p’ra eu voltar pra Lisboa.
Cenas que vou passar a fazer quando voltar a viver em Portugal
1. Manicure semanal
O Segredo da Felicidade explicado aos miúdos
Isto é tão incomensuravelmente bom, e tão explicativo da minha felicidade que às vezes irrita os demais, que sinto que me estiveram a estudar.
No outro dia um amigo perguntou-me: tu nunca hesitas?
Não, eu não hesito. Reflito brevemente sobre as coisas e decido ainda mais rapidamente ainda se as quero ou não, se quero participar ou não, fazer parte ou não, se gosto ou não gosto.
Por exemplo, o meu primo ontem mandou-me um email a perguntar se eu sabia de alguém que quisesse comprar o carro dele, e passado duas horas de investigação mandei-lhe um email a dizer-lhe que ficava com o carro. Falamos ao telefone e ele perguntou umas 10 vezes se eu tinha a certeza. Ora se eu disse que quero o carro dele, é porque tenho a certeza, senão não dizia. Preto vs branco, quero vs não quero, gosto vs não gosto.
E depois se me arrependo? Mas tu não te arrependes, Sofia?
O que nesta TED conference o Senhor explica é que a felicidade advém da irreversibilidade.
Basicamente, as pessoas que estão sempre a pensar “e se eu fizesse assim?”, “e se fosse assado”? “e se for andando”? as pessoas que têm constantemente medo de tomar uma decisão ou uma posição, são mais infelizes, e isto seriam mais ou menos 66% da população. Os outros 33% são aqueles que, como eu, sabem que mesmo que a decisão esteja errada, a minha felicidade não depende dela porque há sempre a opcão que nos caiu no colo e que, se aprendermos a lidar com ela, pode ser também uma boa opção, chegarmos mesmo a gostar dela. E somos felizes quer consigamos o que queremos, que não consigamos. Vejam a conferência que vale mesmo muito a pena e digam-me o que acham:
PS: isto pra mim faz muito mais sentido que eu pensar agora que as minhas alegrias e estado constante de benção se devem ao facto de eu pensar sempre positivo.
Estão abertos lugares no EPO – Instituto Europeu das Patentes em Haia
Only 5 more days before applications to attend the EPO’s March 2014 Selection Event are due. This is your opportunity to find out more about the European Patent Office via presentations, learn about what working for the EPO entails and meet our staff.
epo.org Examiner jobs – Jobs and Vacancies. The EPO is continually seeking engineers and scientists to examine patent applications and oppositions in a variety of technical fields as well as employees in other areas.
It doesn’t get much better than this moments
Não sei se já alguma vez tiveram essa doce sensação de “it doesn’t get much better than this”, aqueles momentos em que de repente, do nada, por motivo nenhum em particular, nos sentimos incrivelmente bem e realizados.
Lembro-me claramente de um momento assim, há uns atrás na minha casa de Haia, um dia qualquer que se tornou especial só porque me senti contente, apaixonada pela vida, pelos meus amigos, pela minha família.
Este fim de semana tive cá duas amigas pra jantar no sábado. Duas pessoas que vi poucas vezes mas de quem gosto muito, porque as admiro por serem mulheres fortes, desenrascadas, cheias de planos, vontades, garra, com dúvidas e concretizações, apaixonadas pelo ser humano e por uma vida cheia de mudanças, sempre prontas pra arriscar, que insistem em ser felizes mesmo quando a vida lhes dá limões azedos. Mulheres educadas, interessantes, e perdoem-me a expressão, “mulheres de tomates”, independentes e viajadas. Elas não se conheciam, mas vão viver pra mesma cidade e achei que era bom apresentá-las para que pudessem, quem sabe, ser amigas também. Talvez gostassem uma da outra como eu gosto delas. Preparei a casa e o jantar, as meninas vieram de longe e trouxeram o vinho, e das nove da noite às cinco da manhã, foi até que a voz nos doesse e o vinho nos inebriasse.
Não sei como é que não ficamos sem voz e como é que permanecemos sentadas tantas horas à mesa, afinal tenho sofás bem confortáveis. Mas à boa Portuguesa, o melhor é mesmo sentada em frente ao prato, e assim se passou uma noite de sábado tremendamente agradável. E tal como previa, as meninas também gostaram de se conhecer e ficarão com certeza amigas.
Deste jantar saíram viagens planeadas em conjunto e muita partilha de peripécias e gargalhadas. E o que para mim representa ainda mais, a entre-ajuda despontou de coração aberto, como se quer numa terra que não é a nossa.
Se seríamos amigas em Portugal? Talvez, e não digo com certeza porque a amizade quando se está emigrado não é feita ou construída da mesma forma que quando se vive no rectângulo.
Quando já vivemos num sítio há muito tempo e já temos amigos e família por perto, é raro que tenhamos vontade de conhecer gente nova e temos muito quem nos ajude num momento de aflição. Quando se vive fora, principalmente quando se acaba de chegar, as pessoas têm necessidade de conhecer outros e uma mão estendida que a nós nos parece fácil e imediata, passa a ter uma importância e um significado ultra-dimensional.
Aquela pessoa que conhecemos nos anos da Mariazinha em Aveiro e com quem tivemos uma conversa gira, continua a ser a amiga da Mariazinha e possivelmente nunca mais a vemos porque até somos do Porto e não vivendo na mesma cidade, encontrarmo-nos será difícil e raro, e assim nos passa ao lado mais uma pessoa. Se pelo menos fosse um tipo(a) jeitoso(a), ainda se trocava uns sms e tal, podia dar numa paixoneta, agora mais amigo(a)s? Isso já dá muito trabalho e pouco retorno.
Mas essa mesma pessoa, se conhecida numa festa na casa da Sofia num sábado em que não se passava nada e a solidão era o outro cenário, passa a ser não só digna da mesma atenção em termos de conversa, como digna do nosso bem mais precioso: de TEMPO. Marca-se actividades em conjunto, um jantar, uma viagem, descobrem-se amigos comuns, paixões comuns, um almoço (meus ricos Rogério e Leena que me convidam pras feijoadas de domingo) aqui, um soprar de velas de aniversário acolá, ajudamo-nos uns aos outros a mudar de casa, a pintar casas (os 9 magníficos que estão no meu coração forever!), a arranjar inquilinos uns pros outros, dá-se a mão e dá-se o coração e a amizade.
E este sábado foi mais um dia destes, em que a bondade foi o mote e a energia boa e positiva o que mais fluiu dentro das minhas paredes e no Domingo quando acordei estava mega bem disposta.
Atenção que esta alegria já vinha desde sexta, onde graças a um destes amigos forjados fora de casa, consegui alugar um dos quartos da minha casa de Lisboa. Neste momento tenho lá 3 graças, todas elas resultado desta gente boa que conheço como emigrante que sou.
Tomamos o pequeno-almoço/almoço, aproveitamos a tarde de sol e tomamos um chá num dos meus cafés favoritos de Amesterdão, deixei as meninas no tram por volta das cinco, e empreendi viagem com os meus 3 biscoitos pra casa dos meus vizinhos. De quatro, três vizinhos fizeram anos no espaço de uma semana. Em casa dos P2 estavam mais 4 amigos, na mesa havia patas de sapateira, bolo e champanhe pra celebrar. Sentei-me à mesa com um sorriso radiante, do outro lado da mesa uma grande amiga: é domingo, é hora do lanche, e estou com a família à mesa. A vida é uma benção Thessa Maria, it doesn’t get better than this!!
A minha amiga mandou uma gargalhada, e eu, a sentir-me num anúncio publicitário de Thanks Giving, dei um abraço e um beijo a mais um amigo que apareceu do lado direito pra me cumprimentar. Nestas alturas sente-se o coração cheio, que transborda, a barriga confortada e o ar parece uma manta de aconchego. Há quem lhe chame o que todos buscam incessantemente: felicidade. Eu sinto-me tremendamente abençoada.




