What Ever Happened to Baby Jane

Não tenho muitas palavras pra explicar porque é que devem ver um dos melhores filmes de sempre, e que, na minha humilde opinião, considero como o melhor filme que já vi, ou um dos melhores, top 10 no mínimo.
Sempre ouvi falar da Bette Davis como um exemplo de classe e elegância de voz rouca, para mim era uma Actriz tocada pelo glamour dos anos 40 de Hollywood.
Até que comecei esta saga de filmes clássicos e fui ler um bocadinho sobre ela. Além de ter aprendido que ela e a Joan Crawford, ambas protagonistas do Baby Jane, se odiavam de pedra e cal, de morte, ao ponto de esticarem o pezinho pra outra tropeçar quando fosse buscar o Óscar, aprendi que ela fez uma carreira dura, com muitos sobressaltos e que encarou mal a velhice, como todos aqueles cuja vida e carreira depende da beleza, mas honestamente, não percebo porquê. É que depois do Baby Jane, a Bette Davis passou a ser, pra mim, uma das melhores actrizes de todos os tempos.
Não é que a Joan Crawford fique atrás de certeza, mas tenho que ir ver os filmes dela que ainda não vi. Vai ser com certeza um mano-a-mano lixado.

O que é garantido é que estas duas Senhoras fazem o papel duma vida neste filme, e são tão, mas tão tremendamente boas, que vos garanto que as imagens que vão ver não vos vão sair do pensamento durante muitos anos. Esta sonhei com a Bette Davis como Baby Jane, pela minha saúde que aquilo foi imagem colada à retina do meu olho durante a noite inteirinha.

Louca, completamente louca.

E olhem só, não tem efeitos especiais!! Já viram, ah? Que feito? Um filme brilhante todo feito à base de duas actrizes. Pa, quem diria, ah?
Bem, vou estacionar ali o sarcasmo pra ver se deixo de ter vontade de me esbofetear seriamente por nunca ter visto estes filmes antes.
A próxima gente que me disser que filmes a preto e branco são uma seca, tem duas opções:
– ou entra pela minha televisão a dentro com a minha ajuda;
– ou desaparece da minha listinha de pessoas que vale a pena conhecer, that simple.
Manelinho, põe-te fino! Não sei se já tinha dito, mas o Manelinho voltou a viver cá em casa em Dezembro do ano passado. Já fez das dele, mas ainda não foram das antigas, está melhorzinho. Mas se voltar ao registo, voltam os posts. Dizia eu então, que o Manelinho achou que eu estava tolinha porque ia ver filmes a preto e branco, cruzes! Eu devo ter feito um olhar à la Baby Jane, que o rapaz enfiou o rabinho entre as pernas e foi ver futebol pros Lusitanos e desamparou-me a loja num ápice! Quase o esgano!
É que eu nunca disse que não gostava, eu só não sabia quais ver!
Vi um ou outro espaçados na televisão a minha vida inteira, sempre me perguntando porque é que os americanos viam tanto filme dos anos 40 deles e a nós só nos chegavam os “sozinho em casa” de Hollywood. Sempre me pelei por um Leão da Estrela, por um Aldeia da Roupa Branca, por um Severa ….  please, tanta coisa boa que há por ver e conhecer senhores.
Abençoada ideia esta de pedir ao Shaun uma lista! Magnífica ideia de inverno.
Vejam o What ever happened to baby Jane, façam esse favor a vocês mesmos.
Muito muito muito, pronto, infinitamente bom!

Hoje estou tão “cheia”, “preenchida”? Acho que preenchida é a melhor palavra, que não vou ver outro grande filme. Volto à saga amanhã. Hoje vou mesmo “morder as beiras” ao Tocaia Grande, já só me faltam 100 páginas pra acabar, mas a letra é muito miudinha….e Jorge Amado é tão bom.
Olhem, quase tão bom como o Baby Jane!

Não se ofendam

Porque é que ser Mãe passou a ser fashion? Porque é que ser fashion agora tem tudo a ver com ser Mãe?

O que é que se passa, já não há mães imperfeitas na blogosfera ou no mundo em geral? Agora tem tudo fotos no instagram da filha ou do filho perfeitos, da casa arrumada, da casa mega bem decorada, das roupas da criança e da comida toda biológica?
Se calhar e é bem capaz, a blogosfera envelheceu comigo e está na hora do baby boom. Mas desculpem-me a franqueza, que enjoo. O que é que se passa, agora já não se discute com o marido, com o Pai e a Sogra? Agora já não falta emprego e pão pra pôr na mesa?
Agora só há betos na internet, todos de calção com folhos e mini mala chanel?
Agora só se come banana com granola em taças e mesas de madeira?
Eu sei que há a moda e os hipsters e o lálálá land em que vive muita gente, mas a sério, expliquem-me, vocês querem mesmo ser assim todos iguais e perfeitos? Faz-me lembrar quando eu tinha 15 anos e os meus amigos do liceu tinham todos uma scooter à porta da escola, todos com as suas sancho calcadas e as el charro vestidas, todos a tentar ganhar a nota máxima de estilo e coolness possível. Os blogs de agora lembram-me isso, a busca da perfeição, como se ser mãe fosse ser perfeita e não o que nos torna mais humanas.

Coisa boa que já cá canta!

Dois filmes com o Humphrey Bogart que eu nunca tinha visto, oh alma inculta e adormecida, que andava a perder estas maravilhas e não sabia. Clássicos como:

“The African Queen”

É engraçadíssimo reparar nas inconsistências cinematográficas da altura, como por exemplo:
– Eles não comem o filme inteiro, só na primeira refeição para efeitos de cena. Passam o filme todo a cigarros, gin, cházinho e água benta.
– Há uma altura em que aparece uma bandeira feita à mão, vá-se lá saber com que tintas, aquele barco é “canito”, mas cabe lá tudo aparentemente e está tremendamente bem escondido e seco, mesmo depois de passarem cascatas.
– A cena qual MacGyver (eu acho mesmo que o MacGyver foi criado depois do realizador ter visto o African Queen – ai ele consegue construir um leme assim do nada? Então o meu herói pode fazer bombas com pastilha elástica!) em que ele faz uma forja com a ajuda duma fogueira banal e faz um leme novo.

Aparte estas coisas, que são o que são porque obviamente na altura não contavam com o batalhão de informadores cibernáuticos e cheios de wikipédias, nem com quinhentas melgas picuinhas, ah e tal, porque este filme é uma banhada porque as sanguessugas não saem com sal assim!, dizia eu, que aparte estas coisas, este filme é uma representação fantástica do Humphrey Bogart e da Katherine Hepburn (que senhora!). Mesmo que não pinem o filme todo e o mais nú que vemos do Bogart seja as costinhas, há que dizem que foram ganhos Oscáres por este filme, com todo o mérito.
Vejam, é entretenimento puro e está tão bem feito pra época que até é crime eu estar aqui a dizer estas barbaridades. E o Bogart mereceu mesmo o Óscar, encarnou o marujo e o bronco na perfeição. Se tivesse coçado os tomates e cuspido pro chão, tinha saído da tela e era uma personagem real!

NEXT

Ontem limpei o “The Maltese Falcon“, num registo de policial e detective, e tenho a confessar que o argumento é tão bom, mas tão bom, que eu vou ter que voltar a rever os últimos 20 minutos de filme porque não consegui perceber muito muito bem tudo o que se passou e se revela, com certeza, no final. Mais do que a representação neste caso, embora o Bogart esteja novamente muito bem, é mesmo o enredo. Qual Tia Agatha, estive até ao fim pra entender quem matou quem, quem roubou quem, quem é verdadeiro e quem é falso.  Recomendadíssimo também, com certeza.

E hoje vou ver “What Ever happened to Baby Jane“. E assim se passam dias sem vos responder ao comentários ou escrever posts decentes, mas perdoem-me sim, que estes filmes é a única coisa de jeito que tenho feito diariamente, o resto é só trabalho, uma seca.

Opinões, precisam-se

Um amigo meu fez um vídeo para por em prática um curso de realizador que fez.
A pedido dele, venho publicar o vídeo e pedir sugestões aos leitores aqui do estaminé.
De 1 a 10, que valor lhe dão?
Pede-se completa honestidade, publicarei todos os comentários sobre o vídeo.
Sugestões sobre futuros vídeos também se agradecem.
Munto grata por ajudarem a malta a evoluir!

Sofia

Rais parta os Americanos que não há cú de paciência pra eles!

American mental masturbation. Jeeeeeeez, why do journalists have to make it all “a road to sucess” or the “5 steps to achieve lalala land” or “study proves you can manage your time more efficiently if”..
The article below says something as simple as:
– There are people who like to help others and others who like being helped and not moving a finger.
– People feel good when they do good to others, and amazing as it might seam, that are actually people who don’t expect to pay back. And that’s not positivism theory, its just having a f**king heart.
– If you don’t make time for yourself and keep on helping others all the time, then you can get your job done and have food on the table.
Now, what’s rock science about this?
Just pay it forward, how freaken hard can that be?!

http://99u.com/articles/17187/pay-it-forward-why-generosity-is-the-key-to-success

Vou ficar uma vaca

Mas apetece-me imenso comer bolos, deve ser do tempo….
Ontem fiz um de chocolate pra oferecer. E como a oferta foi feita aos “bizinhos” que estão doentes, não estando eu propriamente muito fina, pelo contrário, decidi que o melhor era fazer um pra mim.
Como não posso comer leite condensado como o bolo de ontem, fiz um de iogurte, maçã, canela, e mandei-lhe com umas colheres de cacau lá pra dentro e ficou assim uma espécie de bolo de chocolate e maçã.

Como está bem bom, e não me quero esquecer da receita, faço este post pra poder cá voltar mais tarde:

Receita do Bolo de iogurte com maçã e chocolate:

Ingredientes:

  • 1 copo de iogurte natural
  • 3 ovos
  • 2 copos ( mesma medida do iogurte) de açúcar
  • 2 copos ( mesma medida do iogurte) de farinha de trigo
  • 1 copo (mesma medida do iogurte) de óleo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 4 maçãs
  • 1 colher de chá de canela em pó 

 Preparação

  1. Bata no liquidificador, o iogurte, os ovos e o açúcar
  2. Depois acrescente a farinha de trigo, o óleo, a canela em pó e o fermento, corte as maças em fatias
  3. Em uma forma untada com manteiga e polvilhada com açúcar coloque a massa e distribua as maçãs, enfiando uma a uma na massa
  4. Coloque em forno previamente aquecido, 180º graus por 40 minutos ou até que saia o palito seco

 Isto está em zuca porque tirei daqui: http://www.tudogostoso.com.br/receita/3452-bolo-de-maca-e-iogurte.html

 
A única coisa que eu fiz foi adicionar o cacau (umas 3 colheres de sopa).
 
Bem bom! Também está bonito, depois ponho a foto que agora está na hora de ir ver o Sunset Boulevard. 

All about Eve

Eu sei que isto é ser simplista e usar um cliché, mas antigamente é que se faziam grandes filmes, oh pa!

Inspirada pela chuva, mau tempo e gripe e pelas músicas da Smooth FM, pedi ao Shaun para me mandar uma lista de nomes de filmes dos anos 50, clássicos do cinema americano e ele mandou-me o link do The American Film Institute (AFI) Top 100 movies of all time:

Alguns já vi, mas há muitos por ver e cheira-me que este mês vai ser um fartote. Isto foi tudo culpa dele, que me passou o “Now, Voyager” e o “Rebecca” que devorei na viagem de regresso de Nova Yorque no ano passado. São filmes que marcam pela mensagem, que nos prendem pelo enredo, que nos fascinam pelas roupas, época e cenários.
E por argumentos que têm frases como esta no “All about Eve” que me deixaram a pensar:
Margo Channing: Funny business, a woman’s career – the things you drop on your way up the ladder so you can move faster. You forget you’ll need them again when you get back to being a woman. That’s one career all females have in common, whether we like it or not: being a woman. Sooner or later, we’ve got to work at it, no matter how many other careers we’ve had or wanted. And in the last analysis, nothing’s any good unless you can look up just before dinner or turn around in bed, and there he is. Without that, you’re not a woman. You’re something with a French provincial office or a book full of clippings, but you’re not a woman. Slow curtain, the end.

E agora vou dormir que o zyrtec dá-me uma paulada nos cornos que não vos digo, nem vos conto. Mas vou tão consolada!

PS: hoje fiz um bolo de chocolate pela primeira vez na vida. Acho que não me correu muito mal, mas o que conta é que a aniversariante (que não sou eu) ficou radiante, e eu contente por ter acertado no presente! 

Chuva? O mais que pode acontecer é ficar molhada.

A minha nova chefe decidiu vir de bicicleta pro trabalho 3 vezes por semana.
Isto é banal dizem vocês.
Pois….
Só que a moça faz 36 kms de bicicleta pra vir trabalhar, e não é ida e volta.
Três vezes por semana, ou vem, ou vai de bicicleta, tendo organizado um esquema de boleias e de dias em que vem de carro e volta de bicicleta ou vice-versa.
Diz que já que não tem tempo para ir ao ginásio, que decidiu começar a vir de bicicleta para fazer exercício.
Isto depois de eu dizer que não gosto particularmente de andar de bicicleta, mesmo nos Países Baixos.
Só não caí de cú porque estava sentada.
Mas conseguiu que eu ficasse sem fala, o que em mim é raríssimo!
Quando recuperei perguntei-lhe como é que fazia no inverno?
Vem na mesma.
E se estiver a chover?
“O máximo que me pode acontecer é ficar molhada, quando chego ao escritório tomo sempre banho e troco de roupa, não vejo o problema.”
Os meus olhos abriram até ao infinito, até porque por coincidência já fui de carro até Alphen aan den Rijn e posso-vos dizer: ah valente mulher!!
E para que possam ficar espantados como eu, fica aqui o trajecto da moça. Digam lá se não é de quem tem uma força de vontade monstra?
Eu acho que isto diz imenso sobre os Holandeses.
Não há condições climatéricas que os impeçam de colocar o projecto deles sobre rodas. Seja ele qual for. Pra isto só tenho uma palavra:
RESPECT!

Queixo caído, é apelido!

Na minha hora de almoço escolho sempre uma das conferências no Ted.com para me acompanhar durante a refeição.
Hoje escolhi seleccionar a opção “jaw dropping”, que eu nem nunca tinha visto que existia, mas da qual fiquei já fã incondicional, e dei com esta conferência brilhante sobre o que se pode fazer para reverter as alterações climatéricas, e ainda por cima mostram resultados de facto.
Queixo caído, é apelido. Isto é brilhante, e um MUST SEE.
Não percam, não deixem de ver, Allan Savory: How to fight desertification and reverse climate change