E depois de 3 semanitas de muito mimo e muito descanso, sô Dona Petzi Maria e Sofia voltam a terras holandesas onde hoje chove comó…… muito 🙂
A minha cadelinha voltou apaixonada, anda toda tristonha pelos cantos porque ficou sem o seu companheiro pra brincar. A tristeza da pobre é tão grande que não faz mais que dormir pra ver se o tempo passa mais depressa. Eu nem me dou ao luxo de ficar chateada com este tempo quando olho pra ela.
Quando finalmente tiver um tempinho volto pra colocar umas fotos das praias da nossa maravilhosa Costa Vicentina, eu prometo!
Mientras tanto fica a foto de família 😉
A Petzi também vai ao cabeleireiro!
Só pra dizer…
que por cá o bom tempo continua! Desde o dia 1 de Abril que temos solinho, com uma semana de tempo mais chunga e tal, mas há duas semanas que o sol brilha e temos os benditos 20 a 24 graus!
Desta vez é a minha vez de vos dizer: vai buscar!!!
Domingo – 29 de Março; Segunda 30 de Março – Braga
Só, mas só para não variar, a minha Mãe fez 3 pratos, a saber: rojões à Minhota, coelho estufado e feijoada.
Umas coisinhas light! Iamos morrendo da farta.
O resto do Domingo foi de família, com visita à casa do meu irmão que se encontra a ser remodelada há CALENDAS! Mas que está a ficar de fazer inveja a qualquer um.
Depois das despedidas e deles terem zarpado novamente pra Lisboa, mais uma cafezada pós jantar, mas desta feita com o Eduardo no Colinatrum Café em Maximinos. As vistas sobre a cidade são igualmente fantásticas, e pronto…mais uma das pessoas que eu tanto gosto de ver quando volto.
O certo é que no meio desta lufa-lufa de café aqui, café ali, salvo algumas falhas graves (da minha parte) como o meu afilhadito e a Iolanda, acho que os melhores (do norte, salvo a minha Broa que é moura) estiveram perto, ofereceram-me o tempo deles e mostraram que as amizades perduram ao longo dos anos, e que, se às vezes parecem abrandar, mas quando nos revemos a força volta e… sabe bem. Sabe muito bem saber que querem estar comigo e que continuamente alteram os planos todos deles só pra passar duas horinhas aqui com a Je.
Segundo foi o dia de cuidar de MIM. Desde manicure, a madeixas, novo corte de cabelo, depilação, muuuuito mais compras (duas carteiras, dois pares de sapatos, 2 camisas, 7 camisolitas, um par de calças e até um bikini!), foi a vez da cafezada de fim de tarde com a minha Bé. Mais conversa em dia, umas boas gargalhadas, confidências e um enorme sorriso quando cheguei a casa pra fazer a mala de volta, a minha Mãe tinha feito bacalhau no forno com puré.
A todos MIL obrigadas, foram umas férias bestiais! Em Maio volto 😉
Quando cheguei a Amsterdam recebeu-me um sol radioso e maravilhosos 20 graus.
O céu estava traçado a laranja:
Só pra dizer…
…que tou de volta e trouxe o bom tempo comigo. Hoje estão 20 graus e eu estou sentada na espreguiçadeira da minha varanda a trabalhar e a apanhar sol de … biquini!
Depois ponho cá as fotos do meu fim de semana prolongado em Portugal.
Normas de etiqueta holandesas
Para quem quiser um resumo interessante e rápido mas eficiente: http://en.wikipedia.org/wiki/Dutch_customs_and_etiquette
Instruções como:
Body language
* Compared to most cultures, the Dutch are reserved in public and do not often touch each other or display anger or extreme exuberance.
* The Dutch value privacy and seldom interact with strangers, no matter where they are from. However this should not discourage foreigners in their actions. Dutch people are curious and when addressed will often try to converse or be of assistance.
* The Dutch expect eye contact while speaking with someone. Looking away or staring at the ground is considered impolite and may be perceived as lying.
* The Dutch tend to be reserved in using hand gestures. However, having your hands in pockets or arms crossed might be interpreted as of disinterest.
* The crazy sign is made by tapping the centre of your forehead with your index finger. This gesture is considered rude.
o To make things more complex, the sign indicating someone is smart or intelligent is made by tapping the area around temporal bone (just above the ear) with the index finger.
+ To make things even more complex, the crazy sign can also made by twisting your index finger around the temporal bone.
* Winking at strangers will generally be perceived as a sexual advance and is unlikely to be appreciated.
* Very few people use their middle finger for pointing something out (like on a map). This is not considered rude, but it does draw attention.
* When yawning, the mouth should be covered with a flat hand or fist.
Pneu furado III
E lá fui eu com o Senhor no reboque, esperei uma hora que me trocassem o pneu, tive que ir a outro stand pra me arrancarem a porcaria do símbolo que diz Tdci (outra aventura que não me apetece contar agora), e é assim que se perde uma manhã inteira por causa de modernices actuais dos carros.
Já agora, pra que não pensem que sou azelha de todo, os carros novos hoje em dia (pelo menos cá) já não têm pneus suplentes e não consigo comprar os ditos em lado nenhum, só há mesmo a porcaria da bomba de líquido inflamável branco e que só serve caso eu tenha estilo um preguinho no pneu. (alguém me diz QUAL É A PROBABILIDADE DO PREGO?!)
Mas estes fabricantes comem todos gelados com a testa?!
Pronto, já não estou presa outra vez, tenho que deixar o mau humor e a rezinguice de lado porque apesar de tudo eu sou uma grande sortuda por ter carro neste País de bicicletas. Ando sempre quentinha, protegida da chuva, vou visitar amigos a todos os lados, enfim, passeio-me e divirto-me a rodos.
E com isto se vai embora a nuvem cinzentinha que andava a pairar sobre a minha cabeça desde domingo.
(mentaliza-te Sofia, mentaliza-te Sofia, não é hora de partir trombas a holandeses lerdos, mentaliza-te, mentaliza-te, mentaliza-te, mentaliza-te…………..)
O pneu furado II
E eis que hoje de manhã telefono novamente pra assistência automóvel. Chega outro Senhor Reparador. Quando cheguei lá fora já o homem tinha tirado o pneu pra fora e ainda tive o relance de pensamento: o homem tem o pneu pra trocar!
Nahh. – Olá Menina, o seu pneu tem um grande buraco. (obrigadinha, isso já eu sabia!) Por isso vamos ali à Ford comprar um pneu e você tem de pagar porque a culpa foi sua.
– Ah? Mas quanto custa um pneu?
– (depois do telefonema a inquirir o preço) Custa 182 euros.
– QUÊ? Mas o seguro não paga?
– Ai não sei, é melhor telefonar
Liguei novamente, passo o telefone ao holandês que fala em língua de trapos com o outro. O telemóvel passa pra mim novamente e ouço: a companhia de leasing paga o pneu porque a Senhora tem um carro alugado. Fale com o meu colega que ele vai-lhe dizer como proceder.
Inocentemente pensei que o homem ia à Ford comprar o pneu e voltava…
– Olhe Menina, agora vou chamar o reboque, eles vêm cá buscar o carro e você vai com o meu colega até à Ford pra lhe trocarem o pneu.
Nem quero acreditar!!! Agora vou ter de esperar uma hora pela merda do reboque, perder a manhã a acompanhar os senhores pra me mudarem o pneu, e lá pro meio dia devo ter o carro pronto.
Isto é assim em Portugal também?? Tou que nem posso!!!!
O pneu furado
Ontem fui até ao Vondelpark pra um piquenique atendendo a que fazia solinho, muito embora tivesse um frio de rachar. Mas a companhia era bestial e como tinha combinado com a A. tomar café em Amsterdão pra nos conhecermos, ora venha daí ó moça e junte-se a nós. O certo é que a conversa estava tão fixe e o dia tão bonito que só houve razões pra continuar a beber umas bejecas em Leidsplein. Como a fome apertava e eu tinha deixado um dos cães sozinhos em casa (e precisava de deixar a Petzi em casa pra continuarmos a borga elsewhere), convidei-a pra pesticar cá em casa o queijinho da Serra que subsistia e eis se não quando, quase a chegar a minha casa…fura-se o pneu!
Saímos do carro qual mulheres desembaraçadas pra mudar o dito, e em vez do pneu suplente encontramos uma bodega dum líquido que só deve servir pra reparar pneus de bicicletas. Pneu suplente: escafedeu-se! Tá fora de moda, já não se usa. Fenix.
Lá usamos o dito segundo as instruções e … NADA. Conduzi a 20 km/h até casa os 3 kms que faltavam e convidei a A. pra cá ficar, uma vez que leva-la à estação à meia noite não garantia que ela conseguisse apanhar um comboio pra Leiden. Foi uma porreira e olha, perdido por 1, perdido por mil, bora jantar, despeja-se a garrafinha de vinho e tentamos a sorte num bar aqui ao lado onde achamos que tinham entrado uns gajos engraçados. Encontramos uma festa privada duma holandesa que fazia 40 anos, que lá nos deixou beber uma bejeca, mas ficou naturalmente pouco à vontade por ter duas estranhas por lá. A paisagem do bar era de ir às lágrimas, completamente 80’s (não fosse o nome do bar: Dancing Bar) e recheadinha de personagens retiradas do Darty Dancing. Gajos=ZERO.
Bom, tentamos o centro? Sem carro levamos uma boa meia hora e quando lá chegarmos além de geladas ainda batemos com o nariz na porta. Por isso giramos nos calcanhares e voltamos pra minha casa onde a varanda e duas excelentes mantinhas nos receberam.
Hoje de manhã ligo pra assistência pra me trocarem o pneu e eis se não quando o meu espanto… uma hora depois do telefonema aparece-me um holandês que olha pro pneu e me diz: – Ó menina, olhe que eu hoje não posso fazer nada porque não tenho cá um pneu pra substituir esse e pronto, aguente-se e amanhã ligue pro meu colega.
– Mas o seu colega amanhã já trás o pneu com ele porque o Senhor vai colocar os dados no relatório, certo?
– Não, não, ele vem cá amanhã, vai ver como eu, e vai ter de ir à procura dum pneu pra lhe vir aqui substituir.
– Mas, mas… então se o Senhor der os dados hoje, ele amanhã já sabe o que fazer, não é?
– Não, não, ele mesmo com os dados vai cá vir ver e só depois é que vai buscar outro pneu.
Eu nem queria acreditar!!! Isto é muito holandês e absolutamente desesperante!!! Assim não posso levar a A. a casa e agora?
Sensação de isolamento completo. Vivo MESMO no cú do mundo.
Não há autocarros nem trams à minha porta. Pra chegar à cidadezita de Breukelen levo meia hora a pé e mais meia hora pra estação, ou seja, uma hora pra apanhar um comboio. Não tenho bicla (mental note: comprar urgentemente a dita!).
O Taxi levou hora e meia a cá chegar porque só há dois taxistas e um estava de folga porque era Domingo!
A A. foi uma verdadeira bacana, lá teve de ir de taxi até à cidade, arrotar 15 euros (um verdadeiro ROUBO porque fica a 4km de minha casa), mas com certeza ficou com pouca vontade de voltar à bucólica terra do nada onde vivo. &#$%”#$”#$#”$
Amanhã lá vou eu ligar outra vez à assistência e rezar pra que cheguem cá depressa.
Nestas alturas sinto que vivo mesmo, mas mesmo…no Alaska!
Valeu o facto de eu e a A. nos termos dado lindamente, de ter encontrado mais alguém com o mesmo ritmo e pedal que eu (e que bem que soube!), de intuir que facilmente fará parte da lista de Amigos nota 200 que tenho conhecido e que Leiden será uma cidade que visitarei com muito mais frequência.
Sequência
Quando estive doente no final de Fevereiro a minha cadela foi a minha companhia de “encerro” e enquanto eu via filmes, dormia ou lia (tudo isto acompanhada de uma tosse cavalar e febre), ela…dormia!
Lembrei-me dum amigo (o Faustino) que agora tem uma publicação semanal no Expresso: Pantufa Negra. Quando acabou o curso estava desempregado e começou a tirar fotos à gata só porque estava aborrecido e achava piada à panóplia de posturas que a bicha era capaz de ter. Um dia começou-lhe a parecer que falavam e pôs uns balões por cima com umas piadas e… acabou por se tornar numa banda desenhada bastante apreciada.
Fosse eu uma craque de fotoshop e iam ver os balõezinhos a sair da Petzi. Dou um bombom a quem escrever a melhor estória desta sequência:














