Não há fome que não dê em fartura


Esta gente é toda louca. Ou andam todos a coçar a micose, ou decidem fazer tudo duma vez e trabalhar “around the clock”.
Ontem comecei a trabalhar às 8:30 da manhã, parei 15 minutos para almoçar, das 16:00 às 18:00 estive ao telefone (literalmente aos berros) com 2 holandeses (sendo que um deles é talvez a mais besta que conheci, a pessoa mais desagradável, bruto, racista e fdp que encontrei nesta terra) e continuei até às 20:30. Uma hora de break de jantar e siga pra bingo até às 23:00.
Dez minutos de ronha com o Gaijo no sofá, e dormir que nem um calhau. Acordar às 6:30 da manhã, banho, enfiar um café pela goela abaixo, preparar a apresentação, duas horas de call ao telefone, e são agora 11:30. Tou tão podre…
E no DOMINGO vou ter de bulir, nem quero acreditar! Acho que hoje vou-me emborrachar até à morte! Ou isso…ou caio redonda no sofá e só me levanto quando houver sol, ou seja, daqui a uma semana.
Quarta vou pra Portugal.

Os Belgas


Conheço pouco dos Belgas. Assim de repente, além dos chocolates, o que me vêm à cabeça são duas definições: complicadinhos e stressadinhos.

Queixam-se o tempo todo, choram-se o tempo todo, lavam pouco o cabelo e o resto do corpo também. Deve ser da chuva. Comem e bebem bem melhor que os holandeses. São pouco bonitos, não muito simpáticos, tristonhos. Só riem quando falam francês.

Os Holandeses e os Franceses têm anedotas sobre os Belgas como nós temos dos Alentejanos. (No offense aos nossos queridos Alentejanos, atenção)

A minha chefe é Belga. No outro dia deixou cair Red Bull em cima do portátil. Pegou nele e foi pra casa de banho limpá-lo com água. O disco foi c’o carago.
É preciso fazer mais desenhos?

Há dias assim…


…em que de repente parece que tudo se compõe, que tudo faz sentido, que nos sentimos bem conosco próprios, com o mundo e com a vida em geral.
Eu praticamente não falo de trabalho, mas hoje vou abrir uma pequena excepção porque acho que é importante.
Quando vim parar à Holanda fi-lo com um objectivo definido: aprender e crescer o mais que pudesse. Ao fim de um ano sinto que cresci menos do que esperava, como tal decidi ter uma conversa franca com a minha Manager.
A “rapariga” é boa pessoa, considero-a boa Manager, um bocadito atrapalhada às vezes porque no meio de tanto trabalho e de 35 pessoas a reportar directamente a ela fica um pouco à toa, mas considero que dado o caos normal, que ela se safa muito bem. Como disse a uma amiga um dia, ela veste Armani da cabeça aos pés e só calça Prada, mas não lava o cabelo. Mesmo assim, é boa People Manager, porque nos ouve e nos quer ajudar a crescer.
Depois da nossa conversa estabelecemos um objectivo pra mim, objectivo esse que me agrada bastante porque me desafia como profissional e me faz sair da “confort zone” em que estou instalada há dois anos. Se por motivos de Mercado não for possível atingi-lo, como para mudar de profissão tenho de falar a língua local e o holandês não é de todo pêra doce, então eu volto p’ra Portugal como o apoio institucional dela como deve ser, e vou-me dedicar a outra profissão, coisa que também será do meu agrado, já que o que eu gosto mesmo é de trabalhar e aprender. Fazer como a Fenix e renascer das cinzas é uma das minhas predilecções.
O facto de o objectivo a que eu me propûs e que ela aceitou com grado, poder não ser atingido, não significa a minha paragem, muito pelo contrário. Amanhã começo a liderar um projecto ao nível do BeNeLux que muito me agrada, e a minha Certificação vai ser paga pela empresa.
Ou seja, a partir de amanhã o caminho que vou percorrer vai ser muito preenchido, e se Deus quiser, muito completo.
Estou MUITO, mas MUITO satisfeita. Esta foi a melhor conversa que podia ter tido e senti uma clareza e receptividade enorme do outro lado. Muito positiva, muito consciente, muito profissional.
É por ser assim bem tratada que eu serei IBMer até morrer, mesmo se o acaso um dia me fizer sair desta empresa (o que eu não acho muito viável nem lógico, mas nunca se sabe), o meu coração vai ser Azul e serei sempre ferrenha da IBM, pela IBM e na IBM.

No mesmo dia aceitei fazer um Campo de Férias da Candeia. Vou voltar a poder fazer uma das coisas que mais preenche o meu coração e a minha vida. Com Amigos. Com jovens e a alegria que é deles e que se torna minha durante 10 dias.

Aceitei ainda fazer parte do Projecto Prédios que Falam (http://prediosquefalam.marar.eu/), e apoiar a iniciativa dum Grupo que considero forte, e com quem partilho ideais, valores e ideias.
O Projecto Partilhate está no bom caminho, e esperamos as vossas histórias e que participem!

Hoje comprometi-me. Aceitei desafios. Decidi ser ainda mais feliz.
A isto chama-se: agarrar o “touro pelos cornos”.
É assim que eu sou.
É assim que eu gosto de ser.
É desta Sofia que eu me orgulho.

Precisamos da TUA história


Partilha’te from Partilha'te on Vimeo.
www.partilhate.com

Não, agora não é hora de olharem pro lado ou mudarem de página.

Agora é hora de falar a sério.
Vamos falar de Partilhar sentimentos.
Hoje tive um dia especialmente puxado.
Passei o dia no Hospital.
Acompanhei um amigo que acabou por ficar internado, de momento para observação, mas que suspeito que terá de ficar uns bons tempos.
Ele está longe da família, longe dos amigos tal como eu.
Estava muito nervoso. Ele tinha noção que não estava bem.
Particularidade deste meu amigo: é gay.
Sofreu durante anos p’ra se assumir. Sofreu pelo simples facto de ser homossexual.
Não é justo. Não é correcto.
Continua a sofrer pelas consequências de o ser.
Não é justo. Não é correcto.
Todos nós temos amigos ou sofremos na pele por vários motivos. Começa-se desde pequenos porque os Pais se divorciaram, ou porque se tem algum tipo de doença crónica e de cura difícil, ou porque, passando à vida adulta, se teve um (ou vários) amores falhados, familiares que faleceram, desemprego, divórcio, filhos, you name it.
Todos nós vamos lá e ajudamos porque conseguimos (achamos nós) compreender e ajudar.
Algum de vós sabe o sofrimento porque passa alguém que tem de assumir perante ele próprio e perante os Pais, os amigos, a família e a sociedade que pertencem a um registo diferente daquele que é considerado “normal”?
Acompanharam alguém nesse processo?
Foram os primeiros a saber?
Têm amigos que pensam que podem ser homossexuais?
Contaram-vos?
E como é que reagiram?
O que é que sentem?

CONTEM-NOS! PARTILHEM! ESCREVAM UMA HISTÓRIA!!!

No Projecto Partilhate precisamos de 200 histórias. Já só nos faltam 139.
A tua história, por mais simples ou banal que seja, pode ser suficiente para que alguém pense “eu não estou sozinho no mundo”.

Se és homossexual, se tens um amigo, um filho, um pai, um tio, um colega de trabalho que sejam homossexuais, o teu contributo é muito necessário.

Partilha a tua história. Podes fazê-lo através de email (estorias@partilhate.com) ou brevemente através do site http://www.partilhate.com.

Um página chega, um parágrafo também.

Agora vou voltar ao lado do meu amigo.
E tu? Tás ao lado do teu?

Sofia

Normas de etiqueta holandesas

Para quem quiser um resumo interessante e rápido mas eficiente: http://en.wikipedia.org/wiki/Dutch_customs_and_etiquette

Instruções como:

Body language

* Compared to most cultures, the Dutch are reserved in public and do not often touch each other or display anger or extreme exuberance.
* The Dutch value privacy and seldom interact with strangers, no matter where they are from. However this should not discourage foreigners in their actions. Dutch people are curious and when addressed will often try to converse or be of assistance.
* The Dutch expect eye contact while speaking with someone. Looking away or staring at the ground is considered impolite and may be perceived as lying.
* The Dutch tend to be reserved in using hand gestures. However, having your hands in pockets or arms crossed might be interpreted as of disinterest.
* The crazy sign is made by tapping the centre of your forehead with your index finger. This gesture is considered rude.
o To make things more complex, the sign indicating someone is smart or intelligent is made by tapping the area around temporal bone (just above the ear) with the index finger.
+ To make things even more complex, the crazy sign can also made by twisting your index finger around the temporal bone.
* Winking at strangers will generally be perceived as a sexual advance and is unlikely to be appreciated.
* Very few people use their middle finger for pointing something out (like on a map). This is not considered rude, but it does draw attention.
* When yawning, the mouth should be covered with a flat hand or fist.

Dating

Ora está aí uma coisa que nunca tinha feito na vida. Date!
Acho que me vou apurar nesta onda, até porque consegue ser muito animado, pelo menos afugenta o tédio.
Ora vejamos, sem sequer ter tocado no “mecinho”, já tenho marcado (depois do jantarinho de ontem) 3 dates (hehehehe):

1) Ida ao Teatro
2) Ida a um jogo de futebol da Selecção Orange
3) Pillow Fight seguida de jantar e copos

Acho que tou a curtir tanto esta cena que vou deixar o gaijo em banho maria o máximo de tempo possível… É que nem tenho que fazer nada porque é ele que vai arranjar os bilhetes pros dois primeiros (com um bocado de sorte a conta fica por conta dele já que ontem ficou por minha conta…!Okok, o cartão de crédito não funcionava….) e a pesquisa fica por conta dele o que também dá um jeitaço quando o outro tem bom gosto.

Let’s Date minha gente, apostem na coisa que vale a pena!