Pela Rita F. na Rua da Abadia:
Eu só quero um Homem que me faça rir quando estou furiosa e que, pelas alminhas, não use camisolas pelos ombros. Obrigada Rita, concordo plenamente contigo.
Pela Rita F. na Rua da Abadia:
Eu só quero um Homem que me faça rir quando estou furiosa e que, pelas alminhas, não use camisolas pelos ombros. Obrigada Rita, concordo plenamente contigo.
Há 4 anos atrás fui-me abaixo.
Depois de ter ouvido a Mafalda falar da Susana não fiquei com vontade de a conhecer, fiquei com vontade de bater na Mafalda. Eu não andava lá muito bem, but we all have been there, right?
Era demasiada boa disposição, a forma como ela explicava o efeito que uma Susana Cor-de-Rosa (WTF! Quem é que se chama Cor de Rosa??) tinha tido nela era uma cena marada. Too good to be truth. Achava aquilo tudo muito estranho.
O certo é que, apesar dos problemas (e eram bem pesados, não é daqueles estilo acabei com o namorado e estou depré. Não, eram coisas bem fortes de família, que eu própria não sei se teria tido estômago para lidar com) ela andava… feliz.
A palavra certa é esta: feliz. Irritantemente feliz. Aquilo fazia-me espécie.
Numa dada terça-feira, depois de uma dada notícia, fiquei em casa.
Chorei o dia inteiro.
Na quarta continuei sem ir trabalhar.
Ao meio-dia de quarta, com os olhos que nem batatas, fui ao quarto da minha outra colega de casa buscar uma camisola e encontrei um panfleto com um Workshop da Susana que ia ter lugar naquele fim de semana.
Eu estava tão na merda, mas tão em baixo, e queria tanto recuperar-me que peguei no panfleto, falei com a dita Susana, e na sexta apareci no seminário. Não sabia ao que ia. Só sabia que queria perceber porque raio é que a Mafalda andava tão contente?! Como? Porquê? Dão pílulas? Xanax sem receita? WHAT?
O fim de semana foi intenso. Foi giro, mas acima de tudo cansativo.
A Susana não tinha respostas, tinha perguntas. Deixou muitas perguntas no ar pra eu pensar. E eu pensei. E acabei cansada. Fui pra casa e dormi 12 horas seguidas.
Na segunda comecei o meu novo trajecto.
A Susana não tinha respostas directas como eu pensava. Ela não me disse como ultrapassar a minha crise. ELA ENSINOU-ME A ANDAR.
Foi com a ajuda dela que me dediquei a recuperar o melhor de mim.
Se hoje sou a pessoa que sou, se estou onde estou, a mim o devo. Mas a ela devo-lhe a oportunidade de RE-aprender a caminhar.
Propôs-me fazer um Workshop na Holanda, e eu agarrei com as duas mãos esta chance de dar a conhecer a Susana aos meus amigos e conhecidos e a todos aqueles que se perguntam: MAS PORQUE RAIO ÉS TÃO FELIZ?!
Worshop Vida à Tua Medida, na palma da vossa mão.
A quem se destina:
A TI que queres crescer enquanto pessoa;
A TI que queres dar um novo rumo à tua vida;
A TI que queres modificar a percepção da realidade e sentires segurança, confiança e motivação para concretizares as tuas metas;
A TI que queres encontrar gratidão e conexão com as pessoas que amas.
A TI que queres ser tu próprio e encontrar felicidade no dia-a-dia;
A TI que pura e simplesmente tens curiosidade e queres saber mais;
SIM
Este Workshop faz Sentido.
É útil e Prático.
O Workshop realiza-se
Dia 8 e 9 de Maio, de 2010, Den Haag
HandsatWork Center, Laan van Meerdervoort 45
2517 AD Den Haag www.handsatwork.nl
Horário:
Dia 8 sábado: das 9.30h-13.30h e das 14.30h-19h
Dia 9 domingo das 9.30h-13.30h e das 14.30h-18.30
Há intervalos para lanches.
O Investimento é de 130€ por pessoa
É preciso estar inscrito até quarta-feira, 7 de Abril e ter pago 130€.
Para mais informações visite:
www.susanacorderosa.com
O workshop decorre em Português.
Há uns bons 8 ou 9 anos atrás comprei um Grand Danois. O cãozinho só estava pronto a vir pra casa dali a 2 meses, por isso durante esse tempo publicitei a minha escolha aos meus amigos e fui gozada até à morte. Mandaram-me tiras de comics do cão a passear-me, falaram-me dos horários mortíferos de passeio matinal e nocturno, das destruições perpetradas pelo meu futuro bichinho (ão) de estimação, do tamanho dos dejectos do bicho que eu ia ter que apanhar do chão, enfim.
Eu não liguei a ninguém, teimosa como sou, trouxe o animal comigo pra casa. Ao fim de exactamente 5 dias tinha 6 vizinhos queixosos dos décibeis usados pelo cão pra uivar, ladrar, chorar, de tal forma que a minha Senhoria na altura me telefonou a pedir pra tirar o cão lá de casa. Sinceramente, ao fim de tantos anos, admito: foi um alívio. Ela estava mais triste que eu. Admiti que não estava preparada, por isso um dia voltaria a ter outro.
Por isso continuei afincada na ideia de ter um quatro patas pra me animar e pra eu mimar. Dali a uns anos entrou-me um cão pro carro enquanto eu falava ao telemóvel de porta aberta, instalou-se no banco traseiro e só saiu quando eu consegui levá-lo ao veterinário e descobri que: estava doente (exigia 200 euros mensais em medicamentos), que eu era alérgica a cães de pêlo curto, e que tinha donos, graças a Deus.
Como aprendi há muito a não ignorar os sinais que o Universo nos manda, quando voltei à ideia de comprar um cão optei por um Maltese porque é hipo-alergénico (tem pêlo comprido) e porque não ladra.
O certo é que me valeu a minha boa estrela e sorte e acabei por adoptar um bichinho que me assenta que nem uma luva.
As peripécias com o Mozart nestas duas semanas vieram confirmar que os meus amigos tinham todos razão. Por alguma coisa são meus amigos: eles conhecem-me.
Sabem que não sou pessoa de rotinas, que não sou dada a deixar de fazer o que mais adoro que é viajar, que não gosto de me levantar cedo, e que sou pequena e maníaca das limpezas (mas com preguiça a mais pra me levar ao zelo de limpar a casa todos os dias como a minha Mãe tão orgulhosamente gostaria). Que um cão com menos 10 kilos apenas que eu, mesmo muito bem educado como é o caso do Mozart, acaba sempre por me passear a mim em vez de eu a ele. Que sou despistadíssima e que acabaria sempre por deixar coisas ao seu alcance como foi o caso das luvas. Sabem que me chateia ter que planear o meu dia inteiro ao ponto de não poder fazer nada espontâneo porque tenho o cão à espera pra comer em casa.
A Petzi acorda às 11 da manhã, tem a capacidade de fazer as necessidades no sítio indicado como se fosse um gato, pode entrar em todos os restaurantes (fora em Portugal e no Mac Donalds), tem de ser lavada e penteada mas é como se fosse uma boneca, viaja comigo no avião e aguenta-se a mais de 5 kilómetros a pé de cada vez que vamos viajar as duas.
Os meus amigos, que sabem que adoro animais e descobriram que sou capaz de abdicar de muito por amor à minha cadelinha e que morro de saudades dela de cada vez que nos separamos.
E eu, depois de quase duas semanas com um cão a sério, acedo que eles tinham todos razão, e que por muito que eu adore o Mozart, nunca serei capaz de ter um Grand Danois. Sim, porque eu entendo os sinais do Universo.
E agora vou “coleccionar” Malteses. Esses são a minha luva.
PS: Amigos Ceres e Homer, este post não é sinónimo que eu não esteja disposta a voltar a tomar conta do Mozart SEMPRE que vocês precisarem! Eu não consigo é ter um Mozart só pra mim! 😉
Na minha casa nunca se diz: amanhã é dia.
A palavra de ordem é: JÁ.
Tanto Pai como Mãe têm pavio curto e paciência nula.
Tanto eu como o meu irmão fomos educados pra sermos:
– Independentes
– Autónomos
– Justos
– Alegres
– Despachados
– Desenrascados
Na minha casa tudo se faz no próprio dia e na própria hora. Não há amanhã. Há AGORA.
As decisões são rápidas. Nunca me deram tempo pra pensar duas vezes. Se hesitasse perdia o comboio. Por isso é que não tenho paciência pra indecisões que afectem as minhas actividades.
Na minha casa não há tempo p’ra descansar. Há tarefas. Só desde que o meu Pai se reformou é que passou a haver tempos “mortos” preenchidos de sonecas depois do almoço.
Todos nós somos capazes de fazer o que quer que seja no mínimo e mais curto espaço de tempo. Planeamos pouco. Executamos muito.
Todos somos executores. Todos somos mandões. Todos achamos que temos razão. Todos lutamos pelo nosso espaço dentro dum seio de 4 pessoas com personalidades muito fortes. Não deixamos que invadam o nosso espaço. Não gostamos de invasões. Todos somos críticos. Todos somos risonhos. Todos temos a mania que temos piada. Todos gostamos de ajudar. Todos somos MUITO sociáveis. A porta da nossa casa SEMPRE esteve aberta a toda a gente. A minha Mãe tem jeito pra Terceira Idade e eu pra canalha (miúdos, putos). O meu irmão e o meu Pai têm jeito pra toda a gente. Todos gostamos de fazer os outros felizes. Todos gostamos de coisas pragmáticas e práticas.
Todos nos admiramos uns aos outros, na minha casa.
Não gosto de silêncios. Levei tempo a entender porquê, mas eis a explicação de porque é que eu falo tanto e há alturas em que pura e simplesmente parece que não sei estar calada.
Na minha casa falamos todos muito, eu, o meu Pai, o meu irmão e a minha Mãe. À mesa queremos falar todos ao mesmo tempo. Estes são os momentos altos em família. São o best off na minha casa, aquelas alturas em que todos falamos e rimos ao mesmo tempo.
A minha Mãe é a melhor das Senhoras, mas tem um feitio complicado. E amua. E quando está chateada com alguma coisa não diz o que é que se passa, pura e simplesmente começa a provocar os 3 até conseguir dizer barbaridades suficientes que não rara vez não ficam sem resposta, ficando ela magoada, e amuada.
Quando assim é, há silêncio. Regra geral só se ouve as televisões e nenhum fala.
Silêncio pra mim é sinónimo de que alguém está chateado. Que alguém tem algo a dizer que não disse. É sinónimo de desconforto.
Eu sei que falo até que na cabeça das pessoas parece só ribombar o som da minha voz, e que por tal, chego a ser cansativa. Mas acreditem que nada soa pior que um silêncio meu. Só há 4 alturas em que me calo: quando estou mesmo muito concentrada num trabalho, quando leio um bom livro, quando vejo uma das minhas séries favoritas ou um bom filme, todas estas coisas são boas, excepto quando estou mesmo muito furiosa e chateada. Aí calo-me. Fecho-me. Retiro-me. Porque eu não disparo à toa.
Eu não gosto de silêncios. Silêncio pra mim quer dizer que ou eu magoei alguém, ou alguém me magoou. E não me peçam que fale quando estou em silêncio.
É por uma boa causa.
Não pude no entanto deixar de pensar que com tanta Anatomia de Grey a malta deve andar toda a imaginar que nos hospitais americanos é só bonzões e boazonas, e que ir até ao Providence St. Vincent Medical Center deve ser uma grande desilusão quando se arranjou uma doencinha (ficticia e levezinha, tá, que com o resto não se brinca!)só pra ir ver se conseguem agarrar um médico jeitoso! Ou que saiba dançar…! 😀
Reparem que há uma parte do vídeo em que estão todos a dançar pro mesmo lado e lá no meio dos muitos está uma Senhora a ir completamente contra a maré!
Agora a sério, atenção ao Cancro da Mamã. A iniciativa destes Senhores e Senhoras é de louvar. Conseguiu que a mensagem chegasse ao mundo todo. Passem a outro e não ao mesmo.
Hoje sonhei que me depositavam na conta 1360 euros. Não sei donde veio o valor, mas adorei! Vou ali fechar os olhinhos e continuar a sonhar que é pra ver se quando voltar à página do banco me deram mesmo os 1360 euros!!!!
Há muitos anos atrás, mais propriamente há uns 6 anos, numa sessão de Doação de Sangue nas instalações da IBM, o Instituto Nacional de Sangue perguntou-me se eu queria ser Dadora de Medúla Óssea. Assenti com gosto, saber que poderia um dia salvar uma vida agradou-me, principalmente quando é tão difícil encontrar alguém compatível.
Anteontem ligaram-me do CEDACE (Registro Português de Dadores de Medúla Óssea) pra me dizer que sou compatível com alguém que precisa e que gostariam de saber se eu ia ficar muito tempo na Holanda ou se voltava pra Portugal dali a uns dias e se estava realmente interessada em ajudar.
Fiquei tristíssima ao dizer que não voltava amanhã, mas que se pudessem esperar um mês, que sim, que ia a Portugal fazer testes e tudo. Mas não podia ser.
Fiquei triste a sério. Eu imagino que enfiarem-me uma agulha nas costas não deve ser um processo agradável, mas chiça, podia salvar uma vida e nada me daria mais prazer.
Como tal achei que, já que tenho tanta gente a ler as tretas que eu escrevo, que deveria publicar algo que ajudasse realmente os outros e dar-vos os links e as informações necessárias, para, caso desejem, se tornarem também vocês dadores de medúla óssea. Eu agora passei para a base de dados Europeia.
Qual a probabilidade de encontrar um dador compatível?
Considerando todas estas abordagens, aproximadamente 80 por cento de todos os doentes têm, pelo menos, um potencial dador compatível. Esta percentagem subiu significativamente (em 1991 era 41 por cento) depois do esforço que foi feito mundialmente no recrutamento de dadores. Só que nem todos os doentes para os quais foi identificado um dador idêntico chegam à fase do transplante.
Pode um dador desistir do processo após saber que é compatível com um doente?
Como voluntário o dador não tem nenhuma obrigação legal. Um potencial dador com compatibilidade com um doente que necessite de transplante de medula pode, por diversas razões, retirar-se do processo. As decisões individuais serão sempre respeitadas.
É perfeitamente natural que apareçam duvidas, hesitações ou mesmo recusas quando um dador é contactado. Mas depois de ponderados os prós e contras, o dador deverá tomar uma decisão e saber que, se for alterada tardiamente, poderá ser fatal para o doente.
Quem paga o processo da doação?
Todos os procedimentos médicos que envolvem a doação são cobertos pelo subsistema de saúde do doente, bem como as viagens e outros custos não médicos. Os únicos custos que poderão vir a ser imputados ao dador são os referentes ao tempo que necessita despender no processo de doação.
Só se pode dar medula uma vez?
Não, a medula é um tecido que se regenera rapidamente, pelo que é possível fazer mais do que uma dádiva.
It is impossible to live without failing at something, unless you live so cautiously that you might as well not lived at all, in which case, you failed by default.
J.K. Rowling Speaks at Harvard Commencement from Harvard Magazine on Vimeo.
J.K. Rowling Speaks at Harvard Commencement from Harvard Magazine on Vimeo.
Os Americanos são seres muito estranhos neste tipo de temática…realmente há coisas que nunca vou ser capaz de entender…
O tipo falava como o Austin Power?!?!?! wtf!
Enfim, do you settle when your 40?
(Isto é o que dá as minhas amigas lerem os meus posts e depois me mandarem cenas fixes destas pro mail que é pra eu continuar a ter buéréré de ideias de coisas porreiras pra postar!)