Can FUN change your behaviour?

Exemplos espectaculares de como tornando as coisas banais do dia-a-dia mais divertidas, se consegue mudar o comportamento das pessoas:

Como tornar o arrumar dum quarto em algo divertido:

Subir escadas ou usar as rolantes?

E o lixo?

Quantas garrafas ias buscar a casa só pra poderes brincar?

Adorava que houvesse mais destas ideias. Vão a www.funtheory.com

O complexo Peter Pan


Antes de mais uma definição da Wiki: Peter Pan syndrome is a pop-psychology term used to describe an adult who is socially immature. The term has been used informally by both laypeople and some psychology professionals in popular psychology since the 1983 publication of The Peter Pan Syndrome: Men Who Have Never Grown Up, by Dr. Dan Kiley. (Kiley also wrote a companion book, The Wendy Dilemma, published in 1984.) It is not listed in the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, and is not recognized by the American Psychiatric Association as a specific mental disorder.

A partir daqui podemos entrar em várias discussões, sobre se é ou não uma doença ou sobre o que é que se considera socialmente imaturo.
Para mim o sindroma do Peter Pan é característico não de imaturos, mas de irresponsáveis.
Uma coisa é sabermo-nos divertir independente da idade que temos, sabermos como continuar a ter o espírito de descoberta e inocência próprio das crianças, saber como continuar a saber comunicar e entender uma criança, fazer coisas que são consideradas “impróprias para a nossa idade” sem qualquer sentimento de embaraço perante os olhares de todos os que nos rodeiam.
Para mim um “adulto” ou “aquele que cresceu” não é o que comprou um carro, comprou ou arrendou uma casa, casou, teve filhos e vive na base das hipotecas e do cartão de crédito, nem aquele que tem uma conta poupança “p’ro caso de acontecer alguma coisinha”.
P’ra mim um adulto é aquele que sabe assumir as consequências dos seus actos e que não conta constantemente com a sua boa estrela e simpatia/caridade/amizade/paciência de todos os que o rodeiam para estarem sempre prontos a ajudar ou dar apoio aos seus actos que insistem em justificar com a frase “mas eu não quero crescer!”
Eu sou aquela que todos os anos e em cada oportunidade vai fazer Candeia e com um grupo de Amigos criar situações em que as “nossos participantes” se “esquecem” do mundo em que vivem para terem a oportunidade de fugir do dia-a-dia e se recordarem de que podem ser crianças. Eu pinto a cara, fantasio-me com perucas e visto-me da forma mais inusitada possível só para poder parecer que naquele dia estamos na Pré-História. E grunho e grito, e salto, e pulo, e saco dum sorriso constante e duma des-conversa que faça com que o dia seja mais alegre e mais divertido.
Isso faz de mim melhor pessoa, capaz de dar e receber amor e amizade, capaz de voltar a ser criança e recordar.
O complexo de Peter Pan, para mim, é algo de que não sofro pese todas as personagens que visto.
Ser responsável é fazer uma viagem e saber a que horas chega o avião e como vou chegar do Porto a Lisboa sem ter de telefonar a seca e meca p’ra me irem buscar às cinco da manhã. Ser responsável é saber que a Amiga aqui vai fazer uma viagem de carro de 3 horas e que, muito embora estejam de férias, alguém deve permanecer quase tão sóbrio como ela para poder partilhar a condução do carro. Talvez porque fosse meia-noite e eu no dia seguinte fosse a única a ter de acordar para trabalhar, não sei, digo eu, a que não compreende a frase do Peter Pan: “eu não quero crescer”.
Ser responsável é fazer uma viagem e dar uma olhadela breve ao que posso fazer no País de visita e não contar que o anfitrião me leve qual criancinha pela mão a todos os sítios onde eu poderia ir. Entender que a pessoa que me recebe o faz de coração e com toda a boa vontade, mas que está no País onde trabalha e que TEM de trabalhar no dia seguinte.
Ser responsável é entender que são precisas horas de sono para no dia seguinte se poder fazer o seu próprio trabalho de forma competente, porque é para isso que nos pagam.
Ser adulto é assumir compromissos, é saber que há outros que contam connosco e que há mundo para lá do nosso umbigo.
Ser adulto é saber respeitar os outros, Pais, amigos, conhecidos. Respeitar a opinião dos outros e acima de tudo, ter consideração por quem está à nossa frente.
Ser adulto é saber que não é pelo número de saídas à noite que se avalia se alguém ainda é “jovem” ou se virou “cota”. Eu não deixo de sair à noite no dia X porque não me sinta bem ou deslocada na discoteca. É porque aprecio outro tipo de momentos, cuja “vetusta” idade e privilégios associados ao mesmo (como saber usar o meu dinheiro pra fazer as coisas de que mais gosto como viajar) saboreio com diferente gosto.
É saber estar bem consigo próprio em cada idade e saber que é bom envelhecer, que é um privilégio.
Aprender com mais novos e mais velhos, aproveitar esta viagem que é a vida e que é uma dádiva que não se repete. É apaixonar-se pela VIDA, não apenas por um companheiro, mas por tudo o que nos rodeia, inclusive o dito companheiro.
A desculpa do “mas eu não quero crescer” p’ra mim não serve. O problema é daqueles que NÃO SABEM CRESCER. Eu sei, e tu? Sabes?

Saber dizer que não.


Porque ultimamente tenho “pregado” este discurso a muitas Amigas minhas.
Porque também eu sou péssima a dizer que não.
Porque tenho no entanto a capacidade de mandar muitas coisas às urtigas quando acho que o limite foi atingido.
Partilho este texto onde me revejo completamente, linha por linha!

Escrito por Martha Medeiros – Jornalista e escritora

“Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias..

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.

Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante”

BOM FIM DE SEMANA!

Elogio ao Amor


O MEC escreve como ninguém quando é preciso chamar os “bois pelos nomes”.
Aqui há dias tentei explicar a um amigo meu que tenho saudades de me apaixonar. Ele não percebeu. Eu expliquei novamente que tenho saudades a sério de ter um coração arrebatado, forte, sem controlo nem rédeas, que seja capaz de se deixar ir, só porque sim.
Ele não percebeu mesmo.
Chamou-me idealista, utópica, disse-me que vivia num mundo de faz de conta, e que a realidade não é assim. Que a vida é boa, mas não é um filme.
E eu continuei: gostava de me apaixonar à séria e que a paixão fosse recíproca. Só pra saber como é que é, a que é que sabe, como será ter alguém VERDADEIRAMENTE apaixonado por nós e vice-versa.
Eu sinto este amor, esta força, esta vontade de dar e de ser quando faço Candeia.
Já tava na hora de ter um Gaijo pro fazer, não?
Ele encolheu os ombros, sorriu e disse-me: boa sorte.

E no dia dos meus Anos o meu amigo António (que também faz Candeia e não só), postou este texto, e eu vi-o hoje, e se eu tivesse em Portugal tinha-lhe ido lá dar um abraço e um beijo repenicado naquela bochecha só por ser capaz de me entender. Sem ter de me explicar.

MEC: Elogio ao Amor

“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”

Miguel Esteves Cardoso in Expresso 2007

Provincianos ou Farmers?


Em Lisboa eu bufava, eu ficava azul às bolas se me diziam: vens da Província não é?
Era a mesma coisa que me porem um selo na testa de labrega. O sorriso desaparecia e dava sempre lugar a um: perdão? A CIDADE de Braga é Província? Eu trago algum cesto de roupa à cabeça ou trabalho lá na sua casa a esfregar tachos?
Se era um Cliente ou um Superior substituía por: eu pensava que esse termo tinha desaparecido…até porque nunca entendi bem a definição LISBOETA de Província….
No meu entendimento, com tanto filme dos anos 40, a pessoa da Província era aquela que vinha p’ra Lisboa servir os Senhores. Muito boa pessoa, mas vinda lá das berças. Ora usar esta expressão nos dias de hoje só pode ser um insulto, não tanto à minha pessoa, mas à minha cidade e a todos os que lá habitam. Eu amo Lisboa, mas viro uma verdadeira onça quando me vêem com a conversa de que Lisboa é Lisboa, o resto é paisagem.
É verem-me por as mãos nas anquinhas, rodar a baiana e sair da frente. Com muita, muita rapidez. Pra mim provinciano é aquele com uma mentalidade tacanha, de aldeia.
Quando fui viver pra Breukelen disse que tinha ido parar à Holanda rural, mas também que o sítio onde eu morava era uma espécie de Estoril cá do sítio, o que não deixa de ser verdade. As casas lindíssimas e senhoriais, 95% da população era holandesa e tinha bom aspecto. Havia efectivamente muitos pastos, muitas vacas, muitas ovelhas, muitos produtores de queijos mas todas pertencentes às grandes e bem bonitas quintas que ficavam ao lado da minha casa.
Aqui há uns tempos uma amiga minha brasileira disse a seguinte frase que para mim é um must: “A Holanda é uma Fazenda Hi-Tec.”

Ou seja, basicamente, podes tirar o holandês da Holanda Rural, mas não podes tirar o rural do Holandês. Tou a falar do meu antigo Senhorio. O Mocinho deve ter praí a minha idade, mais ano menos ano. Vive na Tailândia. Foi sempre muito simpático, até ao dia em que chego de férias em Junho e tenho um email seu de 3 linhas, curto e grosso, a comunicar-me que a varanda tinha inundado duas vezes porque EU NÃO A TINHA LIMPO, que a entrada da casa esta IMUNDA, que a minha cadela cagava na varanda DURANTE DIAS E EU NÃO LIMPAVA, que EU FAZIA BARULHO DE NOITE COM OS TACÕES e o detalhe: QUE OS VIZINHOS SE TINHAM QUEIXADO DE TUDO ISTO.
Ora eu fui à lua e vim em 3 tempos! Chamei pela puta da vizinha cínica do lado, ela sorriu muito, perguntou-me que tal as férias, eu fiz o sorriso mais amarelo que consegui, e ela lá me explicou que o tubo das águas que passa na minha varanda tinha inundado a dita, que tinha havido umas chuvas torrenciais durante duas semanas, que como eu não estava em casa e eles não tinham chave (era o que mais faltava!!!), que tinham tido de saltar pela varanda porque, coitadinhos dos vizinhos de baixo, tinham levado com a água toda. Continuando com o sorriso amarelo perguntei se já lhe tinha acontecido a mesma coisa, e ela responde que sim, que por isso é que tinham posto uma colherzinha ali mesmo ao pé do tubo porque impedia o filtro de acumular folhas e assim já não entupia.
Não sei se tão a ver que a merda do filtro tava obviamente limpo, assim como a varanda, tal como EU A TINHA DEIXADO. Foi tudo questão de por lá a puta da colher e que não chovesse torrencialmente, óbvio.
O resto é LÓGICO que não se aplicava, pelo que mandei um email ao meu senhorio a desancá-lo por ter acreditado nos vizinhos. Expliquei tintin por tintin, ele não pediu desculpas (os holandeses lá pedem desculpas?!), mas disse que ficava contente que estivesse tudo regularizado.
Um rapaz inteligente e novo, acreditar em tricas dos vizinhos, é algo que me transcende. Não consegui entender.
Até que fui devolver a casa e os Pais deles estavam lá pra verificar na entrega. Percebi finalmente donde vinham todas aquelas cortinas pirosas, os suportes de plástico azuis da casa de banho, aqueles móveis dos anos 80, aqueles sofás horrorosos azul eléctrico, percebi tudo tudo tudo quando vi os Pais do Mr. Wilco. Pareciam tirados daqueles filmes dos anos 80 americanos, do tipo que vão viver pra Flórida para aquelas casas que eles compram na velhice, onde depois usam camisas às flores o tempo todo e vestem como se tivessem parado no tempo. Cocoon!!
Eu entreguei a casa, fiz mais sorrisos amarelos quando a Senhora me perguntou com um sorriso ainda mais amarelo (ao ver que tava tudo guardado dentro dos móveis pra ela colocar de novo nos sítios. Sim, porque eu e a Ni escondemos todo e qualquer tareco que tava naquela casa, inclusivamente pratos e copos) se eu não gostava da decoração! (Are you f* kidding me?)
Há uma semana atrás recebi uma conta da companhia da electricidade completamente absurda referente aquela casa. Mandei-lhe um email a pedir pra rever o que se passava com a instalação eléctrica já que eu tinha uma factura equivalente a 5 famílias holandesas todas juntas. Ele respondeu que ia ver com o Pai, e que , ó, by the way, os Pais lhe tinham dito que eu não tinha entregue cartas muito importantes do Governo e que se não fosse a Mãe dele ter telefonado lá pro sítio e ter explicado tudo, teriam de ter pago as penalidades.
Como já lá não tou, e como sou escorpião e pra tal já tinha engolido “provincianismo” a mais (quem caralho é que aos 30 e muitos acredita e REPETE o que os Pais dizem de forma tão escarrapachada?!), escrevi, com cc da Senhora Mãe dele: não fazia ideia de que tinha cartas do Governo, até porque nenhuma delas era azul (é a cor das cartas dos impostos), e as da Câmara Municipal (CM é GOVERNO?! Deves achar que eu sou burra!) pensei que eram meramente informativas uma vez que EU já tinha pago os impostos.
Além disso, uma vez que a casa era OFICIALMENTE ALUGADA, não devia o Senhor pedir nos correios para dirigirem esse tipo de correio para casa dos seu Paizinhos?! Assim podia evitar situações destas, certo?
Mais um brilhante sorriso amarelo e um mental grande: Fuck you ó meu ganda postal, que continuas a ouvir vizinhos e tricas e ainda tens a veleidade de acreditar nos exageros da tua Mãezinha que só se quer mostrar como capaz de tomar conta da tua casa. É que estes Pais holandeses contrariamente aos normais, nota-se mesmo que querem o filho debaixo das saias. E tu, ó meu ganda burro, não és capaz de ver isso?! PROVINCIANO!!!!

Tão a ver aquela sensação depois dum orgasmo?

Aquela em que parece que o cérebro esvaziou, os músculos descomprimiram por completo, que nada neste mundo nos parece importante a não ser o prazer intenso que estamos a sentir?!

FOI ESSE O RESULTADO DUMA SESSÃO DE HAMMAM NA MINHA PESSOA!!!!

Tinha combinado com as Meninas que um dia destes íamos ao Zuiver (SPA) descomprimir de mudanças, trabalho, estudo, cargas de nervos, enfim, recauchutarmo-nos! O único senão é que nos SPAs aqui na Holanda a malta anda como Deus os pôs no mundo, assim em pelota, com o penduricalho a dar a dar, e o tufo sem depilação a cobrir as partes íntimas, numa partilha visual que nós perfeitamente dispensávamos.
Quer-se dizer, também não é tanto assim, a coisa é mais: os balneários são partilhados e mistos, sem qualquer tipo de portas ou sequer divisórias. Ou seja, enquanto eu lavo a pombinha, o amigo que está ao lado lava o badalo, tudo na maior, supostamente sem ninguém estar fixamente a reparar em ninguém.
Depois anda-se sempre de robe, excepto dentro do jacuzzi e das piscinas, onde tudo “se lava ao mesmo tempo”. Não consigo, confesso que não consigo. É partilha a mais.
E nos banhos turcos e saunas, neste SPA em questão, supostamente a malta tá de toalhinha à volta do corpo mas havia uma tendência grandinha pra a porem debaixo do rabo em vez de no sítio devido.

ADIANTE!! Aqui a Je falou com as Meninas, discutimos a temática, e achamos que conseguimos ainda safarmo-nos se fizéssemos uma massagem de hotstones e mais uns tratamentos faciais, garantindo assim que tínhamos a possibilidade de ver menos pilas por metro quadrado.
Eu optei por fazer uma sessão de Hammam em vez da limpeza de pele, até porque nunca tinha experimentado e não sabia muito bem do que se tratava, tinha lido que era exfoliação e passagem duns óleos e tal, pareceu-me bem, nada de transcendente…

Ora chegada ao SPA, depois do almocito com as Girls, mandam-me pra um sítio muito bonito, estilo este da imagem:

Mas em vez de ter apenas uma “mesa”, tinha 3. Umas ao lado das outras, separadas por umas bacias enormes lindíssimas cheias de água quentinha que é lançada em cima de nós durante a sessão com umas taças de prata.

Choque número 1: não ia estar sozinha.
Choque número 2: aparece-me um preto bom comó milho, só de toalha enrolada à cinta e comunica-me que é ele quem me vai dar o banho. Ia-me dando uma coisa. É um homem, e é jeitoso.
Choque número 3: tem de estar completamente nua.

Eu já não sabia onde me meter. Só pensava: raistaparta, só tu pra te meteres nestas merdas sem teres feito perguntas antes, e agora? Agora porra!!! Siga pra bingo, o senhor há-de ser um profissional, ai balha-me Deus Sofia, não é profissional nesse sentido, pronto. Ai Jesus, nas que eu me meto e agora é pra onde? Ah sim, deitar de barriga pra cima. Okok. Foda-se, ainda bem que tenho a depilação feita. Agora vou fechar os olhos que assim pode ser que não vendo o homem não me lembre da vergonha.

É nessa altura que o Senhor me põe uns panos de linho pra me tapar o peito e as partes baixas (não sei pra quê se ele e o resto da malta naquele sítio já tinha visto mais do que devia!) e começa a “regar-me” com as taças de água quentinha, e eu, de olhos fechados penso: isto é morninho…
E depois o rapaz pega na luva e trata de começar a fazer-me a exfoliação. Assim mais ou menos como nesta foto, só que o preto parecia tirado duma publicidade da CK e sem bigode piroso:

Nisto, virada de barriga pra baixo, o moço passa-me com uma toalha cheia de sabão, duma suavidade incrível, de cima a baixo, e mais água quentinha.

E nisto já eu tou a entrar em transe, e ele usa uma espécie de lenço que vai molhando constantemente numa das bacias e espremendo em cima de mim espuma o que dava mais ou menos este resultado:

E a seguir começou a fazer-me uma massagem, e foi então que eu “passei pra lá de Bagdad”!!

Perguntou-me se tava tudo bem e eu só lhe consegui balbuciar: “now I know what is like being treated like a Queen. Gosh, I envy Cleopatra.”

E entrei outra vez em transe. E depois acordaram-me, sentaram-me na dita mesita, e lavaram-me o cabelo enquanto me massajavam o couro cabeludo. E depois levei com várias taças de água quentinha pela cabeça e pelo corpo abaixo.
E muito contrariada, vesti o robe, e vim-me embora.
Fui ter com a Ni e a Lúcia que ficaram muito banzadas a olhar pra minha cara de felicidade, e tiveram sérios ataques de riso quando eu comecei não só a dizer, como a fazer asneiras como de não houvesse amanhã. Qual erva, qual space cake, qual alcool, qual carapuça! Eu ria, eu tava descontraída, eu tava nas nuvens, eu só pensava em sexo, eu só queria dormir, eu tava mais relaxada que nunca, todos os problemas e irritações desapareceram, eu só sonhava acordada e andava em estado de felicidade extrema, exactamente como ……….. QUANDO SE TEM UM ORGASMO!!

Ou seja, tou viciadíssima, a partir de agora, sempre que a carteira permitir, vou voltar ao SPA Zuiver e pedir que alguém me lave, “me tire as côdeas”, me massaje, me trate como uma princesa, e me lave essencialmente todo e qualquer negativismo, preocupação ou chatice que me ande a passar pela cabeça.

O melhor País p’ra se viver

Eu reclamo muito da Holanda, mas eh pa, reclamo como reclamava em Portugal de coisas que me chateiam. E em PT dizia: porra que o gajo é mesmo estúpido! É mesmo bronco!
E aqui digo: porra que o gajo é estúpido, dasse que é holandês!
O bronco costumava ser Português, portanto vai dar tudo ao mesmo sentido de orientação não pessoal, tamos entendidos?

Portanto, são as resmunguices normais do dia a dia. Por cá viver ganho no entanto (e muito) em termos profissionais e de qualidade de vida que aumentou exponencialmente. Mas o certo é que,
– tirando o facto do sol me entrar pela tromba adentro às 4 e meia da manhã no Verão e não dar o ar da sua graça até às 8 e meia da manhã no inverno, e me deixar completamente atravessada da mona e com vontade de me meter no primeiro avião,
– e algumas cenas que me dão vontade de dar uma grande carga de porrada aos holandeses em geral,

eu confesso que até se vive benzito nesta terra.

O tempo é uma merda, a comida é uma bosta (mas há restaurantes doutros países p’ra compensar, por ex, no outro dia experimentei um vietnamita e até lambi os dedinhos no fim!), os gajos não são muito bonitos (sim amigas, muito giros até aos 28/30 no máximo, a partir daí é vê-los ficar mais carecas que uma lâmpada. Luzidios no topo e coradinhos nas rosetas que têm em 90% dos casos e lhes dá um ar…vá, trigueiro!) e falta-lhes o charmezinho do nosso homem Tuga, e rais parta que são desengonçados que só visto. E ao fim de um mês os olhos azuis já são tão banais que já não impressionam, e dão convosco a dizer: loiros – é ali naquele cantinho e faz favor não se aproximar em demasia. Obrigadinha, agradecida.

Tudo isto porque saiu hoje um estudo onde dizem que é o SEXTO melhor País p’ra se viver…mas a Noruega vem em primeiro e eu não ia pra lá viver nem sob o efeito de xanax.
Enfim, pontos de vista.

Here:

An annual report by the United Nations has found that Norway has the highest standard of living for its citizens.

The BBC reported that the UN looked at life expectancy, literacy rates, school enrollment and country economies to make their decision. The country that came last was Niger, the landlocked West African nation. As the BBC noted:

Norway’s consistently high rating for desirable living standards, is, in large part, the result of the discovery of offshore oil and gas deposits in the late 1960s.

Niger, however, is a drought-prone country which has sometimes struggled to feed its people.

AFP reported that due to improvements in education, income levels and life expectancy, China moved up seven places on the list to rank as the 92nd most developed country. The Irish Times noted this was one of the few long term trends noticeable in the data.

Afghanistan was a new entry, having previously not been included due to a lack of reliable data, according to the AP. It entered the rankings second to last, just above Niger.

The top ten was as follows:

1. Norway
2. Australia
3. Iceland
4. Canada
5. Ireland
6. Netherlands
7. Sweden
8. France
9. Switzerland
10. Japan

The United States placed 13th.

Reacções ao “querido, mudei a casa” (pela 3° vez)

ÓBVIO que mandei as fotos que viram antes p’ra minha Malta toda por email para convencer os mais reticentes que eu realmente os posso receber cá em casa com todo o gosto e conforto.
E tive as reacções mais giras possíveis!
Ou seja, antes de vocês (alguns) poderem comentar, já os meus amigos e família (principalmente os Primos que são uns bacanos e uns castiços – sim, que isto de ter a piadinha sempre na ponta da língua é de Família. Tomaram vocês ter uma Famelga metade do porreira que a minha) mandaram as suas reacções e foram tão, mas tãoooo fixes, que, na esperança de que eles não me matem, vou publicar algumas delas, mas sem os nomes dos respectivos autores.
São tudo coisas de quem me conhece muito bem. O poder de observação, a atenção aos pormenores e detalhes foi soberba!!
(A bold estão os meus comentários e alguns “indibíduos” “identificados” dentro do que me apetece. A numeração dos Primos não tem nada a ver com preferências. É só pra verem que tenho bué da Primos e dos bons.)

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Gostei do pormenor do berbequim…a dar ar de trabalho árduo 😉

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(pela minha Broa e Colega de casa em Lisboa:)

Gosto do meu sofá-cama…

De resto também gostei da Nespresso

E sabes outra coisa com piada? As semelhanças de pequenos pormenores, tipo 2 tapetes na cozinha…

Muitas almofadas no sofá e o Santo António… também os há aí? LOLiiii….

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Primo 1:

Muito boa tarde,

Depois de esmiuçar as fotos enviadas, apetece-me fazer a distinção de 3 situações:

1º- Santo António no quarto. Uma figura mítica ou para o Saramago mais um f…………….

2º- Esfregona na casa de banho! Vermelha numa clara alusão à época fantástica que o Benfica de Jorge Jesus está a fazer.

3º- Garrafa de Safari! A meio mostrando uma sede infernal!!!!

Felicidades na nova casa!

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Confesso que a semelhança dessa cozinha com a tua de cá de Lisboa, é assustadora….

(acreditam que nunca tinham reparado?!)

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Já me baralhei… é a 3ª ou a 4ª casa ?

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Prima 2:

Mas ó prima!! tu trouxeste o IKEA em peso.

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Primo 3:

Muito acolhedora e com objectos familiares de uma loja portuguesa que também há na Suécia! (ou ao contrário?)
A Petzi é bonita ao contrário do teu vizinho que ficou com ar desconfiado na foto 3336!

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tenho de te confessar que invejo mesmo as janelas da tua sala e a do teu quarto 🙂 grandes como é bom pra entrar o solinho 🙂

(um dos motivos porque sempre quis viver na Holanda é por causa das janelas, acreditam?!)

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Prima 4 e Priminhos 5 e 6:

Acabamos de ver as fotos em família (três na mesma cama) e chegamos à conclusão de que:

Di – A casa é muito bonita!
Mãe – As vistas são espectaculares!
O pêlo da Petzi é bestial.
Di – O cachorro é bonito.
Tó- As grandes são da jaula do cão?
Mãe – O que tem dentro da gaiola que está na sala!? Bichos tipo porcos da índia????
As cores estão muito bem escolhidas, só faltamos quadros. A mobília é Ikea?
E o plasma? Não se vê TV nessa terra?
Di – Aquilo é um Lupi, é um cachorro.
Como a tourada está brava, fico por aqui.

(Meter o cão na gaiola? Cão que se preze patinha o chão da patroa e deita-se no sofá ou então não é da nossa família. Qualquer dia a cadela telefona para a comissão de protecção de menores, quero dizer, de animais a fazer queixa da dona.)

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Gostei muito da tua casa! Até tenho umas almofadas iguais ás tuas da sala! heheheheh

(É o que dá termos amigos com bom gosto!)

Obrigada a todos, sois um berdadeiro espectáculo!

Irritam-me as pessoas que:


– não têm sentido de humor.

– levam séculos a tomar uma decisão. SE a decisão me incluir a mim, claro, ou algum plano em comum. Senão é problema deles e deixo-os a falar sozinhos.

– enconados.

– só pensam em problemas e nunca em soluções.

– forretas.

– pessimistas.

– se vitimizam o tempo todo.

– são hipocondríacos. Detesto, não suporto.

– são demasiado entusiastas e tudo sem qualquer excepção lhe parece magnífico.

– me batem o coro, detesto.

– se queixam constantemente de alguma coisa.

– se queixam E não fazem nada pra mudar a situação.

– têem dificuldade em ver o lado positivo dos acontecimentos e da vida.

– me bajulam e me dão elogios o tempo todo. Soam sempre, mas sempre, a falso.

– são interesseira(o)s e pensam que eu não noto.

– me explicam as coisas como se eu fosse mesmo, mesmo muito burra.

– gostam de viajar em carneirada.

– não entendem o conceito de “amigo não empata amigo”.

– me tentam obrigar a fazer algo que não quero, recorrendo a chantagem emocional.

– são complicadinhas.

– são sonsas.

– não dizem o que pensam.

– que mandam bocas.

– acham que meia frase equivale à frase completa porque: para meio entendedor, meia palavra basta. As palavras são para ser usadas e gastas! Não tenho pretensão de mind reader, por isso don’t fuck my head and just spill it out!

Mesmo assim consigo ter amigos com algumas destas características e aturo-os assim como eles me aturam e corre tudo bem. Gosto mesmo muito deles, e estou com eles o tempo suficiente para conseguir ter prazer na companhia deles em vez de lhes saltar ao pescoço.

Não sou paciente, não sou politicamente correcta, e sou franca até à medula, doa a quem doer, e gosto muito de ser assim.

Tenho mau feitio?! Não. Tendo em conta que tudo isto me irrita e até sou uma gaja muito bem disposta e sorri-o 90% do tempo, acho que tenho é MUITO BOM FEITIO!!