“É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada”
( William Shakespeare )
Coisa que de vez em quando os Escorpiões se esquecem… Vá, seja charmosa.
“É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada”
( William Shakespeare )
Coisa que de vez em quando os Escorpiões se esquecem… Vá, seja charmosa.
“Homens são como vinho e todos começam como uvas. Cabe as mulheres,
pisoteá-los pacientemente e mantê-los no escuro até que amadureçam e
se tornem uma boa companhia pro jantar. ” – Vinícius de Morais
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Os Homens
Os homens bons são feios.
Os homens bonitos não são bons.
Os homens bonitos e bons são gays.
Os homens bonitos, bons e heterossexuais estão casados.
Os homens que não são bonitos, mas que são bons, não tem dinheiro.
Os homens que não são bonitos, mas que são bons e com dinheiro, pensam
que só lhe querem roubar o dinheiro.
Os homens bonitos, que não são bons e são heterossexuais, não acham a
maioria das mulheres suficientemente bonitas.
Os homens que acham a maioria das mulheres suficientemente bonitas,
que são heterossexuais, bons e têm dinheiro, são cobardes.
Os homens que são bonitos, bons, têm dinheiro e graças a Deus são
heterossexuais, são tímidos e nunca dão o primeiro passo.
Os homens que nunca dão o primeiro passo, automaticamente perdem o
interesse elas o fazem.
– Vinícius de Morais

Outra cena muito fixe do sítio p’ra onde vim viver é que tem uma casa de Sushi mesmo no prédio. ADORO Sushi!
É pena só estar aberta de manhã até à hora de almoço 🙁 É que a qualidade é tão boa que os holandeses dão cabo do stock e por volta das 16 já não há Sushi p’ra mais ninguém, por isso fecham o “tasco” às 17. Esta gente não sabe fazer negócio! Pffft!!!
PS: O gengibre e o wasabi juntos são um desentupidor de nariz fantástico!
P’ra quem continua a torcer o nariz a esta maravilha:
More benefits:
Sushi can also lower your overall cholesterol. The Food and Drug Administration recommends that you allow 2 servings of fish a day. The Omega-3 fats also help prevent mental illness and can help in keeping your blood sugar levels at a healthy range. The benefits of Sushi can also include helping with depression, helping boost the immune system and it can help include the fat necessary to your diet.
Sushi is also great for your heart. Why not eat a food that can improve your overall well being, help improve your mental state and keep your heart healthy. Sushi taste great and is very healthy for you. How can it get better than that? In the past 10 years sushi restaurants have been popping up all over the place so you have no excuse as to why you haven’t tried it and improve your health at the same time.

Mesmo por baixo da minha casa há um Coffee and Company. Tem os melhores cappucinos e uns muffins enormes e deliciosos, e resmas, paletes de gajos giros que trabalham nas empresas que têm os escritórios aqui no complexo.
Por um café tenho direito a uma hora de net. E como a KPN ainda não se dignou a activar a linha em minha casa, desço p’ra tomar um café enquanto trabalho agarrada ao portátil.
Ao meu lado estão 4 homens de negócios que, claramente, não têm qualquer noção do tipo de pessoas que aqui param. Estão há uma hora a ter uma reunião de trabalho e a falar em inglês em alto e bom som sobre todas as empresas que pretendem atacar…grandes empresas. “A Delta Lloyd é um bom prospecto porque está um pouco desorientada desde que acabou o Outsourcing com a IBM”. Burros. Tive vai não vai pra os chamar a atenção, qualquer coisa do género: os senhores não acham que era melhor discutirem a vossa estratégia numa sala de reuniões nos vossos escritórios? É que … enfim, da mesma forma que eu trabalho p’ra um fornecedor, os senhores podem encontrar outros que estão na mesma situação, e guess what, podem-vos agradecer a estratégia que têm e limpar-vos os negócios!
Depois pensei: nahhhh. Não são da minha empresa, que se lixe.
Burros.
Malta amiga, quando decidirem ter um almoço ou um jantar de negócios, ou até inovar e ter uma reunião fora do vosso local de trabalho, sejam inteligentes e procurem deixar as conversas confidenciais FORA do âmbito da conversa. É que já dizia o ditado: as paredes têm ouvidos.
Já agora, vale a pena pensar nisto.
PS1: Eu uso um protector de ecrán que faz com que as pessoas ao meu lado não consigam ler o dito cujo. Um película preta fininha que faz verdadeiros milagres.
PS2: Hoje vou p’ra Braga e volto na segunda. Mensagem aos Bracarenses, telefonem-me se quiserem tomar um cafezito.
PS3: Nelita, ainda não é desta que passo na tua terra p’ra te apertar as bochechas e às miúdas, mas eu juro que não me esqueci de vocês. Beijos.
Há dias em que a telha é monumental e não tem explicação. Ou até tem…
Dizem que as duas situações classificadas como mais stressantes são preparação dum casamento e/ou mudança de casa.
Quando se é educada por uma super-mulher p’ra sermos nós mesmas uma delas, acaba-se a: trabalhar que nem uma louca, mudar de casa, estudar pra CISM, fazer cursos na Bélgica, visitar a família em Portugal, tentar manter a vida social com concertos, jantares de aniversário, jantares com amigos que (e tão bem!) me recebem na nova cidade, e mais um sem número de infinitas tarefas associadas ao dia-a-dia.
Com a ajuda dos novos e amorosos vizinhos e dos amigos (se começar a enumerar não consigo acabar, mas esta menina, e esta outra recém adquirida moça têm sido autênticas bençãos) a minha mudança foi bastante suportada e facilitada.
Mesmo assim, tou cansada. Tou muito cansada. Positivamente estourada e uma real pilha de nervos, sem paciência pra nada nem pra ninguém, tudo me irrita, tudo me chateia, a todos irrito, a todos chateio. As piadas saem fracas e só me apetece dar porrada em meio mundo, principalmente nos filhos da puta dos gajos da KPN que ainda não me vieram instalar a net na MINHA casa. Tou há um mês à espera, tou que deito fumo pelas ventas.
Por isso vendi o meu bilhete dos Massive Attack a uma loira muito gira que vai muito bem acompanhada com mais malta e vou ficar em casa a descansar, quinta-feira vou levar “porrada” numa massagem quiroprática que me vai saber pela vida, e sexta meto-me num avião e vou passar uns dias com o Papá e a Mamã e só volto dia 2 de Novembro.
By the way, mudei de chefe, ou melhor, a minha chefe resolveu arranjar uma outra chefe intermédia só pra Holanda e vou saber pela primeira vez o que é que significa ter um Manager Holandês…nada como experimentar Chefes de todos os tipos e feitios. Já vou no 14° em 10 anos, se não me enganei nas contas. Ao fim de tanto tempo, tanto me faz, sinceramente. Com quanto que me deixem trabalhar à minha vontade, o resto é história.
É assim que os dias voam e que eu acabo por adiar um post, e mais outro, e mais outro.
A casa tá quase pronta, já só faltam: cortinas, uma mesa de sala de jantar e cadeiras, luzes no tecto (ando “iluminada” a candeeiros) e ponho fotografias outro dia porque hoje não tou praí virada.
Hoje apetece-me resmungar e dizer que a minha Mãe bem pode estar orgulhosa da filha que realmente é bem capaz de ser super-mulher, e que hoje compreendo melhor os dias de telha e cansaço dela. E ainda eu não tenho filhos e marido, senão acho que os tinha atirado pela janela.
P’ra rematar, uma música que me traz muitas recordações e que me lembra mais uma vez que eu sou capaz de muita coisa, que sou forte, que sou capaz de fazer 1000 miles, mas que não quero, exactamente porque sou uma super-mulher e não preciso “dele” p’ra nada. Antes só, que mal acompanhada. Já lá vão muitos anos. Mesmo.

A minha ausência por estas bandas deveu-se à minha mudança de casa anunciada aqui há uns tempos.
Quando decidi mudar, um dos factores que pesou na minha decisão, foi a proximidade de amigos e voltar à vida citadina deixando as vaquinhas de lado. Mesmo assim, nunca pensei que tudo fosse acontecer tão espontaneamente e de modo tão sublimemente perfeito.
Tudo começou com a compra dos móveis p’ra casa nova. Foi preciso ir ao IKEA carregar, ou melhor dito, alombar com os móveis das prateleiras até à caixa. Tarefa titânica quando se decide comprar uma cama de 180 x 200 e um quarto e uma sala inteiros. O meu novo vizinho Pedro veio em meu socorro numa sexta feira à tarde, se não fosse ele, ainda hoje estaria por lá a tentar captar a atenção de alguma alminha caridosa.
Nessa sexta entregaram os móveis e sábado foi dia de mudanças. Contratei uma empresa e num flash tudo apareceu na minha casa nova.
Mas é preciso montar os móveis p’ra ter onde guardar a tralha…a Patrícia e o filhote vivem a um quarteirão daqui. Levaram-me a almoçar a um sítio fantástico, mostraram-me onde estão as lojas de que preciso, trouxemos um aspirador novo debaixo do braço e deitamos mãos à obra.
Passado uma hora apareceu a Luna vinda de Leiden (que fica apenas a escassos 15 minutos de comboio de minha casa, graças a Deus!) e abancou ao pé dos parafusos e tábuas donde só arredou pé no dia seguinte depois do quarto todo montado, com paragem para uma (não) breve nova incursão pelo IKEA onde demonstrou que é uma rapariga muito mais paciente do que parece aos trolls que aparecem no seu blog. Foi um autêntico anjo, não é que queira aqui “denegrir” a imagem da minha querida amiga dada pelos seus tão “atenciosos” leitores, mas se não fosse a ajuda da Ana Luísa eu teria ficado literalmente perdida.
Segunda-feira foi dia de ir limpar a casa antiga e deixa-la pronta p’ra inspecção esta sexta. Trouxe de lá mais umas quantas tralhas que faltavam, fui ao supermercado abastecer e quando cheguei a casa tinha o vizinho Tiago à minha espera na garagem p’ra me ajudar a descarregar o estupor do carro que estava cheio até às orelhas. Depois de descarregar a cangalhada, foi hora de me ajudar a ligar a net. Ora bolas, a porra da KPN ainda não ligou o serviço na casa nova!Pera aí, liga-se ao vizinho Pedro e ele traz um telefone p’ra ver se a ligação tá em cima ou não, pera lá ó Pedrinho, vem também p’ra jantar e já agora traz uma faca que eu ainda não consegui encontrar a minha no meio das caixas! E somos três p’ra jantar!
Sai uma pasta com alho francês e bacon, e … opss…. ainda não tenho mesas e cadeiras…
No prob! Embrulha-se o tachinho em jornal p’ra manter tudo quentinho, vai-se até à porta ao lado, que é como quem diz, p’ra casa do vizinho Tiago.
Eh pa, e agora, ainda não tens net! Pega lá as chaves de minha casa diz o vizinho Pedro, e enquanto não tiveres net vais-te lá ligar ao mundo e mandar uns posts pro ar.
Ah! E já agora, amanhã vamos aos Pixies. Também tens bilhete? Pronto, então bora comigo e com a vizinha Cristina (uma miúda Grega, Grega Senhores! que fala tugolês como um papagaio e é uma verdadeira simpatia!!!) e bora apanhar o Quim, ver o concerto juntos, voltar no Boio, e já agora: amanhã há bola lá em casa, vamos mandar vir umas pizzas, começa às 8 e meia e toca a torcer (muito, temos de torcer mesmo muito…) pra Portugal ganhar a Malta.
Ó Cristina, sabias que a Sofia tem forno? A sério?! Boa, podemos fazer uns assados à maneira.
Oh yes, isto é realmente uma vida nova. Ou melhor, um retornar à vida!!
Eu que sempre gostei duma casa cheia de gente, eu que sempre tive uma casa com malta pra jantar, eu que sempre gostei de ajudar e que agradeço a Deus cada ajudinha que tenho, quanto mais TANTA ajuda! Eu que voltei a ter uma casa portuguesa, com certeza!
Caros Senhores e Senhoras, apresento-vos os melhores vizinhos de sempre que me conquistaram em apenas 3 dias.
A TODOS, mesmo a TODOS, o meu eterno obrigada por fazerem os meus primeiros dias em Den Haag uns dos melhores desde que aterrei na Holanda.
OBRIGADA (por ordem alfabética):
Ana Luísa,
Cristina,
Matthijs,
Patrícia,
Pedro,
e Tiago.
E Breukelen ainda respira Verão! E o sol brilha! E tenho cá malta a visitar-me! E já empacotei meia casa pras mudanças! E o trabalho corre lindamente! E a minha Petzi continua o máximo! E hoje a M. e o B. têm o seu jantar de aniversário e vou-lhes dar 3 beijocas repenicadas e o dia vai acabar em grande!
E eu SOU UMA PESSOA CHEIA DE SORTE!!!!!! Como me disse o Marquinho: sou uma pessoa feliz!
Eu ainda acabo a viver nos EUA, acreditem.
MANIFESTO DE OBAMA PARA OS ALUNOS
Publicado em 09 de Setembro de 2009
O presidente falou ontem aos alunos da América
Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.
Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.
A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: “Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro…”
Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.
Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.
No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.
E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.
Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.
Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores – suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores – quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.
No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.
E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.
Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.
Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem – se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.
Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.
Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.
Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.
Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida – o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família – não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.
A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.
E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.
Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais – centenas de horas a mais – que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.
E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.
A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.
É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.
Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar – que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.
No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: “Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido.”
Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam – temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.
Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.
Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem – um pai, um avô ou um professor ou treinador – e peçam-lhe que vos ajude.
E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram – nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.
A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.
É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.
Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?
As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.
Depois digo-vos como é que a minha Manager fez p’ra me pedir p’ra ser menos…latina com as palavras mais politicamente correctas e encorajadoras (isto tá bem escrito??) que já ouvi. É sempre uma delícia, até já me habituei a ouvir apenas elogios! Bem nice!