The way we were

A Rititi escreveu e eu fiquei curiosa. Já conheci a música, mas não o filme e tive uma tarde deliciosa:
– com um Robert Redford que justificou os suspiros todos que ouvi a minha Mãe dar em seu dia;
– com diálogos que me fizeram tremer na verdade das palavras e explicação do porquê de ser possível um homem apaixonar-se pela mulher imperfeita;
– com um início em que se vê claramente que ele não está apaixonado por aquela miúda cheia de extremos e opostos, e com um final em que ele está e continuará perdidamente apaixonado por ela, porque a aprendeu a amar.

Aliás, eu diria que ela lhe ensina o que é amar, amar alguém incondicionalmente.
Há uma altura no filme (minuto 2:30 do excerto em baixo) em que ele lhe diz:

“Quando amas viras surda, burra e cega”.

Eu nunca tive uma causa ou um ídolo pelo qual ficasse surda, burra e cega. Mas quando me apaixonei aqui há uns anos, quando me apaixonei a sério, fui surda, burra e cega. Todos nós já o fomos, e abençoados aqueles que o são.

Muito bom filme, mesmo muito bom.

Melhor explicação que esta, só o post da Rititi.

Pimba das Mulheres

Eu aprendi a dançar nos bailes da aldeia com os meus primos. As bandas tocavam de tudo, até porque Monção é uma cidade “bem do progressista”, com toda a música que passa em Espanha (de qualidade) a chegar antes de chegar ao resto de Portugal.
Mas claro, também passava o Pimba (que na altura nem era Pimba ainda mas música ligeira portuguesa, ou música pirosa como dizia do alto da minha adolescência!)
E como dizem os meus primos, aprendi a dançar “a varrer”, que é como quem diz, eu e a minha prima, bracinhos esticados pra cima e pra baixo sem praticamente sair do sítio! Saudadinhas Prima Cátia? Melhor só quando a Mané nos pagava um tango (cerveja com groselha) p’ras duas a meias!
Eu curtia tanto quando a minha Mãe me deixava ficar em Monção na Senhora das Dores…
Enfim, adiante, o certo é que, mesmo gostando de boa música, ainda hoje quando estou muuuito bem disposta e com BONS amigos, aqueles mesmo mesmo fixes, numa noite de copos, curto umas pimbalhadas bem dispostas e danço, e abano o rabinho, e danço mais com a malta e ai de quem me tire da pista de baile! Pior só se me tirarem a jola das mãos! É estalo certo!
Esta é a minha vertente mais animada caramba, e sim, gosto, e não sei as letras mas com pena, e um dia hei-de ir a um concerto do Toni Carreira só por causa do ambiente que deve ser o máximo!
E quem disser que não curte um bom bailarico de vez em quando: é hipócrita!!!
Bora dançar malta, que hoje é sexta!

Ideias muito fixes!

A Rainha Balzaquiana teve uma ideia genial. Fazer rissóis em barda e em vez de se matar sozinha a fazê-los e engordar 15 kilos a comê-los (até porque como ela disse e bem, rissóis ou se faz em muita quantidade, ou não se faz!) convidou 12 amigas p’ra ir até casa dela fazer em dose industrial e depois cada uma leva o seu quinhão p’ra casa.
Adorei a ideia, e Domingo à tarde, com a chuva a bater na janela, lá estaremos!

Foto gamada descaradamente e sem qualquer tipo de autorização, com desde já mil agradecimentos ao autor porque me conseguiu efectivamente dar fome e mais vontade de fazer rissóis!

Ya, tive que mudar o título, só dava em treta de anónimos

…contrariamente à semana passada, hoje fazem uns maravilhosos 27 graus!
Se calhar é disso, e estou extremamente bem disposta. Há amigos que hoje até podem dizer que estive irritantemente bem disposta 🙂
O certo é que hoje à conversa ao telefone com um dos meus melhores amigos disse algo que o espantou, que é: não sinto necessidade de ter um namorado.
Não é de hoje, vem desde o dia em que passei a ser vegetariana. Não sinto vontade de ter alguém com quem partilhar o jantar que não sejam os meus amigos, não sinto a casa menos cheia por chegar e ter a minha Petzi só pra mim, não há tarefa na qual sinta necessidade de ter um namorado a ajudar-me, quando muito peço ajuda a um amigo homem p’ra me ajudar a carregar uns móveis mais pesados, mas 3 ou 4 miúdas conseguem fazê-lo também. Sinto-me bem quando tenho a cama só pra mim e me espalho inteira pra dormir como mais gosto, em cruz de barriga p’ra baixo. Gosto muito do meu fim de tarde na minha varanda com a minha cervejinha gelada e uma pizza, novamente, melhor só quando acompanhada por amigos. Gosto de marcar as minhas viagens p’ra quando me dá na real gana e com quem me dá na vena, e um amigo ou uma amiga é mais que suficiente. Partilho o que me vai na alma com os meus Pais e com as minhas “manas” e com os excelentes amigos que acumulo como tijolos e que no seu conjunto fazem o porto seguro de que preciso.
Porque é que eu tenho de sentir necessidade dum gajo? P’ra um jantar romântico? P’ra uma viagem XPTO que se espera que seja romântica por ser num resort paradisíaco? Mas senhores, se eu sou mais feliz numa mesa com 4 pessoas de quem gosto e umas boas gargalhadas, se eu nem gosto de resorts e abomino a pança pro ar na praia…
Vejo as comédias românticas e penso: que giro. O “quero apaixonar-me” nem me passa pela cabeça!
Enfim, eu gosto, e gosto MUITO de ser solteira, desta vida em que o meu compromisso é comigo, com a minha cadela que me preenche os dias e me lambe a cara quando acordo, com os meus amigos que não param de surpreender-me pela positiva, com as minhas viagens e Candeia que faço com tanto amor, gosto, gosto de mudar de casa como quem muda de camisa só porque gostei mais do apartamento, gosto da minha liberdade para mudar de País quando me apetece e de me sentir bem com as minhas decisões.
Digam-me, tentem até convencer-me se vos apetecer, a estar com um homem.
Não estou anti-gajos, não é isso, mas se tenho uma vida tãoooo fixe assim, se ainda não encontrei um homem que me acompanhe e que goste do que eu gosto, que seja boa onda, interessante, amigo, porreiro, divertido, que me faça rir e sentir-me de bem com o mundo, porque hei-de eu ir à procura ou sequer estar atenta apenas p’ra ter um “Gaijo”?

A minha sanidade mental

Quando se sai de Portugal com 35 graus e se chega à Holanda com 18, manter a sanidade mental torna-se por vezes complicado. Deixar os amigos “pra trás” e voltar ao desterro custa. A minha sanidade mental é mantida à custa de muitas chamadas pra Portugal, muitos emails trocados, muitos chats…
A todos, todos os que me aturam, o meu mais sincero obrigada. Vocês nem sabem como me ajudam a superar aqueles dias em que me pergunto porque raio estou eu tão longe? Será que vale tudo a pena? Como estão vocês? Sei que querem trocar comigo porque acham que a minha vida deve ser mais divertida (e muitas vezes há que dizer que até é…), mas será que entendem o que é estar tão longe de todos vocês, num País onde não entendo a língua, tão longe dos meus Pais que não caminham pra novos, tão longe….?
Só posso ter um sim como resposta quando alguém me aguenta uma hora de chat (sim Guiducha, é pra ti) ou uma hora de telefone (sim Dina, é pra ti) a tentar falar de outras coisas que não sejam o tempo ou as tropelias da Petzi.
Eu olho pra trás e não me arrependo de nada, fazia tudo outra vez de novo, não sou de second thoughts, mas há dias em que o sol não brilha, que os amigos de cá estão (quase) todos fora, e eu reclamo nem sei bem do quê e fico com vontade de estar mais perto. Nada de me recomendar Espanha que pra lá não vou viver nem depois de morta!
Depois olho pra minha vida cá e gosto. Gosto das pessoas que me rodeiam, das amizades que fiz e faço, das pessoas novas que conheço, da minha casa nova (vou-me mudar pra Haia – Den Haag), gosto dos meus colegas no emprego que são umas jóias, até gosto da minha Manager de cabelo oleoso. O sol é que podia ser um cadito mais forte, ser um bocadinho mais quente…a viagem Lisboa-Amsterdão podia ser um bocadinho mais barata…
E no meio destes desabafos faço o exercício mental e penso e digo: ainda não está na hora de voltar.

Recordações de Verão

Quando era miúda fazia férias em Vila Praia de Âncora, essa bela localidade com praias bonitas e familiares e a vizinha Caminha onde a noite fazia estremecer o Minho com pessoas bonitas e bons bares e discotecas. Era o sítio perfeito para adolescentes.
Fiz bons amigos nessa altura, alguns que ainda hoje conservo. Num dos verões apareceu um menino de Lisboa todo pintas, de cabelo comprido, bem vestido, cheirosinho e com um carro que como dizia o meu irmão, era um Opel Corsa com chasis de Ferrari porque o beto tinha substituído tudo o que podia no carro para que fosse uma bomba e não um mero Opel Corsa. Era amigo dos meus primos, e todos os dias faziamos em conjunto o mesmo ritual: de manhã ficavamos por Âncora ou íamos p’ra praia de Afife, almoço em casa com a família que tinha ido à praça buscar peixinho, café nos Verdes Lírios até às 3, praia em Moledo até às 4 e pico, hora em que se levantava (e ainda hoje levanta) uma ventania monumental e fugiamos para a Marginal p’ro momento gelado e lanche. Banhoca em casa, jantarinho, café novamente nos Verdes Lírios e um copo até à uma em Caminha. Quando os Pais dos Primos permitiam e nos conseguíamos livrar do melga do irmão mais novo da minha Prima (que por sinal casou ontem já com 28 anos..tive que deixar de lhe chamar atilho/empecilho, uma pena! Pshhhhh O tempo passa…), esticavamo-nos um bocadinho até ao Alfândega ou à Indústria em Cerveira onde outro Primo tinha a exploração dum dos bares da Disco. Tenho saudades deste ritmo bom, mas já não tenho 17 anos, não é? Pshhh…o tempo passa…
E há um dia em que voltamos de carro com o beto, e eu vim sozinha no carro com o artista e ele põe uma música que mal se conhecia em altos berros no carro, com as colunas a fazer bater o coração, e…nada, o beijo não saiu (na altura ele tinha namorada e as coisas pareciam todas extremamente complicadas como sempre parecem quando somos adolescentes), mas o momento ficou como um dos mais giros da minha adolescência. Ainda hoje me lembro dele quando ouço Hedonism dos Skunk Anansie

Só voltei a ver o dito beto 5 anos mais tarde quando me mudei p’ra Lisboa. Zangamo-nos e não nos falamos durante 7 anos. Assim teria continuado não fosse o caso do dito cujo me aparecer como Cliente num dos meus Projectos na IBM. Quando o projecto acabou deixamos de nos falar outra vez, mas sempre que ouço esta música sou incapaz de não me lembrar da minha adolescência.

A teoria das Enjoadinhas

Vera kolodzig, um sorriso ficava-lhe bem….

Hoje dizia-me um amigo que os portugueses são uns preconceituosos porque em Portugal não cabe na cabeça de ninguém estares num bar e meteres conversa com alguém, “se metes conversa com uma rapariga ela vai pensar que lhe queres saltar pra cueca, se falares com um gajo ele pensa que és panasca”.
Reflectindo sobre isto aquilo que se me apraz dizer sobre a lado feminino, é que a culpa é dos homens portugueses que gostam das enjoadinhas e criticam aquilo que considero como as fixes, por serem “muito independentes”. No outro dia dizia-me a Luna: as minhas amigas mais porreiras são aquelas que não têm namorado.
Não me entendam mal que eu cá de ressabiada tenho muito pouco ou quase nada, se não tenho namorado é porque não tenho vontade. Como me considero orgulhosamente uma gaja independente e gosto de homens e mulheres independentes, vou aqui em contraposição expor o que é uma Enjoadinha, seres que abomino:
A enjoadinha é regra geral uma gaja dependente.
Só conhece as amigas de há 500 mil anos pq nao confia em ninguém novo e depende delas até pra por as cuecas no estendal.
Só vê o namorado à frente, e caso ele a mande pastar, ou vá apenas sair com os amigos dele, o mundo dela ruiu, a vida é uma grande merda, a felicidade dela depende da companhia dele.
Os Pais continuam a dar-lhe de comer porque tadinha da menina, ela tá agora em inicio de vida, e o dinheiro que ganha é mesmo pra foder em roupas multicolores com bandoletes a condizer com o verniz, tadita, nao precisa neste estágio da vida de saber quanto custa um mês de água, luz e gás. Lá chegará a altura em que virá um otário, perdão, Menino pra tomar conta dela e fazê-la feliz.
As enjoadinhas estão depois casadas uma média de 6 meses e regra geral levam um grande chuto no cú e crescem e aparecem, fazem-lhe mulheres independentes e perdem as outras amigas enjoadas.
Nos piores dos casos, os maridos começam a encorná-las ao fim de 3 meses de casamento e elas calam-se…sim, porque senão ficam sem a luz da vida delas, que as encorna com outra, mas pronto, ele é a razão da felicidade dela! Vai lá ela abandonar tal princípio de vida por causa de um, vá, dois pequenos deslizes…
Quando já têm 3 filhos pendurados às saias e acham que o marido ganha o suficiente p’ra pensão divorciam-se e mudam-se p’ra casa da Mãe com os rebentos atrás e vivem às custas de todos.
Continuam de trombas, a vida é mesmo uma injustiça, que infeliz que eu sou, porque é que será que ninguém me ajuda?!

Posto isto, Maria Sofia la independente, a gaja que fala até com as pedras da calçada, pergunta: dizei-me ó homens Tugas, porque raio é que vocês insistem em cultivar as enjoadas?!?! Deixai-as morrer, sê-de generosos!

Mi Laurita


Conheci a Laura numa das minhas viagens anuais de veleiro. Em 2003 na Grécia. Só falamos os últimos dois dias e trocamos umas músicas e gargalhadas. Convidei-a para vir até Lisboa quando quisesse e em Novembro a Laura achou que precisava dumas férias e eu também e percorremos o País de Lisboa até Viana do Castelo no meu carro. Mal nos conhecíamos, metermo-nos numa viagem as duas sozinhas foi uma missão kamikaze: ou nos davamos realmente bem ou acabavamos sem nos poder ver nem com molho de tomate.
Até hoje não sabemos como, mas demo-nos tremendamente bem, mais propriamente como irmãs e os meus Pais deram a sua contribuiçãozinha ao entupir a Laura de comida e mimos. Juntas percorremos o Porto a pé e cheiramos avidamente os livros na belíssima Bertrand, comemos o melhor arroz de pato de sempre em Coimbra, aproveitamos o frio de inverno das praias de Afife e Moledo. E juntas começamos uma amizade que dura há 6 anos, com muitas idas e voltas a Barcelona e a Lisboa, muitos emails e telefonemas de horas e uma resistência abismal à distância que se nos impõe.
Quando fiz 30 anos estava depridíssima. Falamos ao telefone comigo a chorar baba e ranho, que era um horror fazer 30 e a moça com toda a paciência lá me explicou que é o melhor que pode acontecer a uma mulher, que é uma marca histórica e que ela ia tratar de tudo p’ra que eu tivesse o aniversário mais inesquecível de sempre.
No dia 15 de Novembro acordei ao som da campainha e quando abro a porta esperava-me um monumental e fabuloso ramo de flores encomendado por ela, pelo Iñaki e pelo Xavi. Felicidades desde Barcelona! Nos vemos el viernes!
Ah pois é, eles não só me mandaram um ramo como se meteram num avião e vieram passar o fim de semana comigo! No Domingo vieram os meus Pais e as minhas “manas” lá a casa e tive direito a almoço opíparo feito pela minha Mãezinha, a um bolo delicioso, 30 velas e os Parabéns em duas línguas. Os doidos ainda me ofereceram como presente de anos um bilhete de avião p’ra Barcelona com a única condição de ter que ser usado nos 6 meses seguintes. E foi assim que fui navegar pela Costa Brava com mais 7 catalães em Março e conheci Cap de Creu que ainda hoje me aparece em sonhos.
Como prenda de anos dela, o seu Xavi ofereceu-lhe um fim de semana em Amsterdão para visitar “la Sofi” e matar saudades. Já não nos viamos desde Fevereiro de 2007, mas como sempre, foi como se tivesse sido ontem, com a tosca a arreliar-me constantemente porque é irritantemente orientada e em 2 horas conhecia melhor as ruas de Amsterdão que eu! (o que também não é difícil diga-se de passagem, que o Andorinha vem de eu ser uma desnorteada de todo)
Reparem bem que o presente dela não foi propriamente a vinda a Amsterdão, mas sim uma visita à Sofia! Eu já sabia há mais de um mês porque ajudei o Xavi a escolher um hotel e combinei tudo à socapa com ele (que é o melhor namorado do mundo! Um amor!) e desde o primeiro momento que nem queria acreditar que esta alminha bendita tivesse como presente voltar a ver-me. Quem fez anos, ela ou eu?! Pra cúmulo trouxeram o sol com eles e teve um tempo bestial!
No mesmo fim de semana chegou a Inma e o Franciú, e os 5 passeamos por uma Amsterdão ensolarada só pra nós, e confesso que não podia caber mais em mim de contente por ter cá as duas e o Xavi, de tal forma que não houve um minuto em que o sorriso estive-se a meio gás na minha cara, de lateral a lateral esteve sempre rasgado, com aquela felicidade cá dentro que só dá vontade de manter em alta, sempre lá em cima … senti-me em casa.
Enfim, com amigos assim, que mais posso eu pedir a Deus?
Sou uma sortuda, tenho mais sorte que juízo!
Y a mi Laurita le quiero mucho mucho mucho!! Y a ti también Xavi, qué eres un sol!!!
Qué lástima que Barcelona no esté un pelin más cerca…

Não podemos dar sangue se temos múltiplos parceiros, relações não protegidas, fazemos sexo oral e anal.

O Instituto Português de Sangue vai ficar vazio por esta ordem estúpida de ideias.
Supostamente, se tivemos múltiplos parceiros, relações não protegidas, fazemos sexo oral e anal, então estamos num grupo de risco.
Este Senhor deve ter uma vida sexual extremamente aborrecida, coitada da mulher dele.
Supostamente esta é uma notícia para a comunidade gay, mas se lerem o resto da entrevista verão que se adapata a todos.
Notícia aqui