Hoje fui “encontrada” no facebook por uma amiga do liceu.
Era a minha melhor amiga quando eu tinha 15 anos e no fim do 9° ano voltou p’ro Brasil de onde a Mãe era originária.
Voltei a vê-la quando tinha aí uns 18 ou 19 anos, talvez. Sei que foi logo a seguir a ter entrado para a Universidade.
Depois disso perdi-lhe completamente o rastro e acreditem que fiz um esforço incrível pra encontrar a Lu.
Corri seca e meca, falei com os amigos todos em comum e foi um vento que se lhe deu.
Nada.
Niclas.
Ninguém sabia de nada, nunca mais ninguém a tinha visto e houve alguém que me disse que se teria casado e que continuava no Brasil, um País pequenininho, assim maneirinho pra pesquisar, né?
No ano passado estive no Brasil na passagem d’ano e pela enésima vez vasculhei o facebook inteiro à procura dela e niclas. A esperança secreta dum: eu não acredito!! Encontrei-te aqui no fim do mundo!
Os filmes que eu faço são giros.
Hoje, do nada, através de outra amiga de infância: puffff!! Via Facebook, a melhor aplicação do mundo, carago!!! A minha melhor amiga de adolescência!! Tenho que lhe mandar uma Caderneta de Cromos caramba!
Colei!
Trabalho baseado no reaproveitamento de embalagens, essencialmente de plástico. Em conjunto com outros materiais, principalmente têxteis, são criados acessórios de uso quotidiano. São peças de produção artesanal o que faz de cada peça, uma peça única.
Todas feitas pela Patrícia Ferro Martins no blog dela: http://handmadeproducs.blogspot.com/
Eu vi-me à rasca pra escolher uma pra colocar aqui, por isso deixo-vos o albúm inteiro. São F-A-N-T-Á-S-T-I-C-A-S e mostram que em Portugal HÁ criatividade e excelentes artistas.
(PS: eu nunca vi a Patrícia nem mais gorda nem mais magra, nunca falei com ela e não sei a que soa o espirro dela.)
(PS2: é agradecer o link do blog à Tuxa que é uma máquina do google it 🙂 )
O Cromo
O Nuno Markl não é um cromo, é o O cromo.
No fim de semana passado fui a Lisboa.
No Domingo, na volta, sozinha sem a minha Petzi, aborrecida que nem uma ostra, passei na livraria do aeroporto e vejo o livro “Caderneta de Cromos”.
Lembrei-me duma amiga que pediu ao Pai pra lhe comprar os cromos na FNAC (enquanto há porque a edição é limitada) porque ela vive cá na Holanda, e de ter comentado o espanto do Pai por ela estar a pedir tal coisa, afinal de contas: são cromos!
Pra ela pedir ao Pai, tem de ser bom.
Na contra capa dizia: a enciclopédia definitiva sobre o que tanto nos deliciava nos anos 70 e 80.
Strauuuu!
Foi tiro certo ao meu coração de saudosista. Afinal vale a pena ter mais de 30 anos pá!
Quinze aéreos que custava o dito. Baratinho. Outro tiro certo.
E penso: isto é altamente pra um dia explicar ao meus filhos como é que isto era “no meu tempo”!
Abro e começo a ler uma história sobre os granizados Fá. Em plena livraria começo a rir. No autocarro (que deixa sempre os nossos turistas extasiados, como se estivessem a regressar de Cuba) continuei à gargalhada.
Mas o cúmulo foi, de repente, ouvir o meu vizinho do lado a rir. E não sorria docemente, gargalhava ao mesmo tempo que eu. Sim, ele estava a ler o livro por cima do meu ombro e ao mesmo tempo.
Fomos os dois a partilhar histórias de infância durante o vôo. Para não variar, não faço puto de ideia do nome do homem. Ri até me doer o estômago. Foi a viagem mais divertida que já fiz.
Todas as noites durante 4 dias li o livro antes de me deitar. Daquele livro vêm memórias e uma boa disposição e energia francamente boas.
Um amigo falou-me dos podcasts da Caderneta. Eu nem sabia o que era um podcast!
Hoje no iTunes vejo como recomendado (e grátis!) os podcasts da Caderneta de Cromos.
Foi um vê se te avias! Desatei a despejar o que podia para a oitava maravilha do mundo que é o meu iPod (ah comprinha abençoada caramba! Nunca dei tanto uso a uma engenhoca, nem ao telemóvel!).
Graças aos amigos, na viagem ao Luxemburgo, descobri que o meu carro permitia ligar o iPod ao rádio.Ultimamente tem sido um fartote de audiobooks e as minhas viagens nunca mais foram um tédio.
Hoje foi A descoberta: iPod carregado de “cromos”, ligado al coche e a bombar como se estivesse no trânsito matinal, e eu à gargalhada até casa.
Já ouviram o cromo da fotografia de passe? Em que o Markl confessa que lhe tiraram uma foto de passe fabulosa quando tinha 14 anos, foto essa de que as colegas diziam “até pareces giro na fotografia” e que passava horas em casa a “treinar a expressão” da foto, até que uma colega de manhã quando o viu na escola lhe pergunta: ouve lá, mas isso é sono ou tás drogado?!
Felicidade, total bliss, é o que é.
Há dias em que se acorda de cú pro ar e não vale a pena.
Deixei a Petzi em Portugal este fim de semana e a casa parece-me enorme e vazia.
Numa viagem “2 em 1” fui a Lisboa este sábado deixar a boneca e voltei no Domingo.
Fui e vim com o ataque de sinusite e a telha que lhe assiste.
Abracei A Amiga, jantei com os manos, saí à noite e verifiquei que os homens Portugueses são realmente baixinhos e vestem todos camisa branca para sair à noite.
Tive um sábado e um domingo que, all in all, foram excelentes.
Mas o frio constante que sinto, os olhos pesados, o fungar, a falta de cheiro e a falta da minha Petzi instalaram-se.
Só me anima o pensamento de que a minha cadelinha pode ficar grávida a qualquer momento e a minha casa vai ter peluchinhos assim, como os do vídeo. Todos meus. I just can’t wait!
Considerações políticas sobre os 23%
Pensar que um quarto (23 ou 25, 2% é peanuts) do valor acrescentado a um bem vai para os cofres do Estado e para o bolso limpo de tanto sacana corrupto é algo que me faz revolver as entranhas.
Eu sei que falo duma posição confortável porque não estou aí, mas ontem um amigo Holandês, farto de ouvir a Portuguesa de quem ficou “amiguinho” (not me, ah! Just FYI) a reclamar, deu-me com uma lista dos impostos que EU e ELE e OUTROS pagamos na Holanda que até me benzi.
Eu sei que isto é uma batelada por cá, mas tal como lhe disse, eu quando ando na cidade, noto as ruas todas asfaltadas de 2 em 2 anos, não há buracos, tá sempre tudo impecável, e bolas, estes tipos até reactores nucleares têm! Ou seja, vejo pra onde é que vão os meus impostos, ou pelo menos uma parte.
E até digo mais: eu estou-me borrifando pra Política local, mas sei que estes tipos também desperdiçam o meu dinheirinho a dar de comer aos Turcos e aos Marroquinos que se reproduzem que nem coelhos por convicções ideológicas e depois vão cobrar o rendimento mínimo por criancinha (&#$%$%#).
O certo é que, mesmo dando de comer a pançudos, e olhem que dão de comer a muitos! não dão só de comer a meia dúzia de fdps que decidem que um projecto de 8 milhões pode derrapar outros 8 milhõezitos, e pronto, não há problema, eu quando for pedir uma bica pago mais 23% ou então olha, abdico da dita! Afinal, a mim não me faz falta. A sério, fico mesmo mal disposta. Era uma faquinha nas unhas de cada um que metesse a mão no pote e uns rasgões nos pneus dos BMWs que iam ver!! Pronto, agora vou ali ao Luxemburgo onde o azeite Galo ainda custa 3 eurecos e pouco. Inté mais.
(Querida I., eu estava a escrever-te isto tudo num comentário, e depois pensei: nah, isto vai mesmo dar um post inteirinho que a I. merece, beijoquinhas)
Ah e tal, as viagens praí são muito caras: tótós!!
Compradinho hoje, há uns 10 minutos atrás, usando o maravilhoso www.momondo.pt e sabendo ser esperta e borrifar-me pros seguros que assim como assim não cobrem nada.
| NB: | Eenheidsprijs | Totaal | |
| Volwassene(n) | 1 | 142,00 € | 142,00 € |
| Uitgiftekosten | – | 20,00 € | 20,00 € |
| Totaal inclusief belastingen en toeslagen | 162,00 € | ||
Aqui têm o preço dum bilhete de avião de IDA e VOLTA, saída numa sexta-feira à noite de Amsterdão e volta no Domingo à tarde do Porto, tudo em voos directos, e pela TAP.
Vai buscar!
Agora se me dão licença, vou comprar o do Natal também por esta módica quantia.
Este é pra ir ao casamento do casal mais fixe e marado da História. Vou lá porque quero ter a certeza que a noiva desta vez não foge. Aquilo é como a run away bride, é preciso andar sempre em cima dela!
Nuno Nunes-Ferreira
O Nuno é um amigo suspenso no tempo. Suspenso num tempo que passamos em erasmus há mais de 12 anos.
Não conhecíamos ninguém, os nossos amigos habituais e família não estavam por perto, e fizemo-nos bons amigos não sabemos bem como, porque mais diferentes um do outro, é impossível.
Se não estivéssemos estado juntos em Espanha naquele ano, tenho a certeza absoluta que jamais nos teríamos conhecido.
You see, é que o Nuno é artista plástico e pintor.
Naquele tempo suspenso no tempo o Nuno contou-me que não queria ser arquitecto. O que ele queria mesmo era ser pintor!
Tás louco, pensei e disse.
E mostrou-me uma foto dum quadro que tinha exposto no ano anterior na Alemanha. E eu calei-me.
E foi.
E é.
O Nuno conseguiu ser aquilo que sempre quis e eu incho de alegria e de orgulho de cada vez que recebo um convite para uma exposição dele.
Incho o peito todo (e tou-me a borrifar se acham isto um lugar-comum) porque fico sempre muito feliz quando vejo que alguém de quem gosto muito sentir-se realizado. E eu gosto muito do meu amigo Nuno.
Em 2002 fui convidada pela primeira vez para ir a uma Vernissage. Nunca tinha ido a uma. Fui com a Maria e a Mafalda.
A Mafalda que adora arte ficou vidrada neste quadro.
Eu que não percebo corno de arte, perguntei ao Nuno discretamente o que queria dizer o dito. Frascos e copos é um retrato de Valladolid.
Ahhhhhhhh! Tá certo. Tá muito certo. E eu olhei com atenção e achei: este mocinho é um bocadinho tétrico, realmente há coisas que nunca mudam.
O certo mesmo é que nunca mais me esqueci do quadro, e um quadro que não se esquece só pode ser um bom quadro:
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| Frascos e fracos. Mixed media on canvas. 200×200 cm. 2001 |
Demos a volta à exposição toda e fiquei parada nestas outras duas peças.
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| Picture detail. I Want You. Mixed media on wood. 200×200 cm. 2001 |
Gostei tanto, mas tanto dos quadros que ainda hoje os descrevo e digo: um dia vou ter um destes na minha casa, vou pedir ao Nuno um só pra mim.
Como sou uma tesa e tenho muita lata, e sou uma completa inocente, e novamente, não percebo puto do mundo da arte, perguntei ao Nuno:
– Ouve lá, não me queres dar assim um destes quadros? É que eu gostei mesmo muito!
– Tás maluca! Esse quadro levou meses a fazer, é pra vender Sofia, achas que eu vivo de quê?
Mas fazemos o seguinte: no dia que te casares, se me convidares p’ro teu casamento, eu ofereço-te um quadro meu.
(Sofia fica branca, sem fala e pensa: tou lixada, nunca mais há quadro!)
É a este nível de detalhe meus amigos, a este nível, que o Nuno me conhece!
Não é pra todos.
Foi assim que, até hoje, quadro algum entrou em minha casa, e as perspectivas são de que jamais me venhas a oferecer um dos teus quadros. Graças a Deus, burro nunca foste. Tu sabias. Tu sabes!
Mas Nunito, tu põe-te fino, que eu casar não caso, mas ando a juntar pataquinhos p’ra te poder comprar um destes últimos que fizeste.
Lá chegaremos, sim?
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| Bucherverbrennung. Mixed media on canvas. 200×150 cm. 2003. |
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| Untitled. Mixed media on canvas. 150x135x12 cm. 2006. |
Parabéns Amigo.
Ah, se houvesse mais destas…
Coimbra seria um sítio cheio de malta muito mais feliz, e Lisboa também, e o Porto , e o Minho, e as Beiras, e todas as outras Universidades por esse Portugal afora.
Estas pessoas que acham que as notas são pra levar pra casa, qual troféu, e cujo prazer em diminuir os outros pra se elevar a eles mesmos é a última coca-cola do deserto, deviam ser todas, mas todas todas todas: afastadas.
Cara Dra. Elvira Gaspar, de si não tenho pena nenhuma. O seu método de avaliação é distorcido, prepotente e arrogante e não acrescenta em nada à sua (in) capacidade de ENSINAR alunos. Foi pra isso que lhe pagaram. Fosse eu que mandasse e obrigava-a a devolver o dinheirinho todo à Universidade e fazia-o distribuir por todos aqueles alunos que perderam o direito à Bolsa com que se sustentavam devido ao seu “critério de avaliação”.
No ionline.
Exactamente onde quero estar, como quero e onde sempre sonhei estar.
Hoje, enquanto preparava o jantar de hoje e o almoço de amanhã, ao som de Bossacucanova, com o sabor do Malbec Argentino nos lábios tive um déja vu.
Há muitos, mesmo muitos anos atrás sonhei ser assim: uma profissional (pensava ser consultora executiva, mas ao fim destes anos todos, ser Project Manager já me deixa feliz), no estrangeiro (ok, era mais NY, mas a Holanda serve (e muito!!) bem), com um cão (que na altura sonhava ser um Golden Retrevier, mas como sou alérgica, não deu, e Deus me livre trocar a minha Petzi- que tá ali feita parva a rosnar à bola debaixo do móvel da sala, ó Deus dai-me paciência), com um copo de vinho tinto, música de fundo de qualidade, numa casa grande (também era pra ser um Loft, mas como cá não há os que eu desejaria, esta casa é perfeita como é!), viajada (ok, não me estou a safar nada mal tendo em conta que não arranjei o gajo rico!) como i’ll faut, com bons e muito bons amigos, a minha família intacta, com saúde e bem perto (duas horas e meia de avião não é nada! De Lisboa a Braga são 4 horas de comboio, sim?); com saúde, inteirinha (nunca parti nem um braço nem uma perna sequer) e contentinha da vida.
Basicamente, foi só isto que sempre quis.
Hoje tive a certeza que, se morresse amanhã, já não ia nada insatisfeita.
It doesn’t get much better than this!
Da China
Pelos vistos há 300 Portugueses em Pequim e uns 100 em Xangai…
Comparados com os perto de 30 mil Portugueses na Holanda, achar que 300 é uma grande comunidade num País como a China, digo eu, é um bocadinho sensacionalista “a la jornalista”.
Aqui há um mês atrás, ao passar com a minha amiga Patrícia (que vive cá há 10 anos) na estação central de Den Haag, cruzamo-nos com outras duas Portuguesas que tal como nós, iam cheias de pressa. Ouvimos as 4 a língua comum e olhamo-nos por muitíssimo breves segundos, tal como faríamos num metro em Lisboa, apenas porque quase esbarramos umas nas outras. Seguimos em frente e não dissemos nada umas às outras pelo simples motivo de que: é banal.
Há pessoas que têm fascínio pela China, outros pelo Japão, há quem prefira a Austrália, ou os Estados Unidos, ou até a Índia, e os escolha como casa para viver.
O certo é que, embora me sinta bem num País que não é o meu, viver numa cultura tão diametralmente oposta à minha é algo de que me confesso incapaz.
China, Japão, Tailândia e Índia, não são pra mim.
Já de bom grado passaria 2 ou 3 anos nos EUA ou na Austrália, até pelo Brasil quisás.
Uma coisa é certa, tiro o chapéu ao empreendedorismo, dinamismo e flexibilidade dos Colegas Emigrantes na China. Mais aqui, no ionline.
Como dizia o rapaz que está à frente do The Star Tracker, e acho que com muita razão, os Portugueses continuam a ter nos genes a força e o sentido de aventura dos antepassados das naus que cruzaram oceanos nos Descobrimentos.





