Dia 25 de Abril faz DOIS ANOS que cá estou. Como o tempo passa rápido…
Pelas alminhas, não me digam que mal se nota!
Diz aqui: Jamie Cullum, o famoso músico de jazz, pode muito bem ser pequeno, mas o seu talento fá-lo sexy. O seu 1,62m foi suficiente para conquistar a bela supermodelo Sophie Dahl, de 1, 80m
A mim parece-me que ela leva a criança pela mão. E ele fica ridículo.
Porque é que esta gente não se mete com outros do mesmo tamanho?!
Roubadíssimo, mas é que vale mesma a pena!
Gamadíssima à Teresa do A Gota de Ran Tan Plan.
Mas é demasiado bom pra não ser difundido aos quatros ventos!!
O regresso – Day 14 and 15
TREZE GRAUS! TRALALALALALA!!!
Eu muito contente e a Ceres e o Homer (podres de cansados) e sai-lhes um suspiro seguido de um: na Austrália estavam 27 graus.
Achei que eles estavam muito deprimidos e eu demasiado contente com o tempo e a liberdade de voltar a acordar às 11 da manhã ao fim de semana.
Além disso, como fiquei sem net ontem à noite e hoje tive que ir de propósito ao escritório, basicamente, não fiz a ponta dum corno de manhã, por isso, ah felicidade!
Continuei a viagem da dar conta das baixas todas, que tendo em conta que esta foi a minha primeira incursão com Mozart Manuel, não correu assim tão mal!
Vejamos:
1) caixa dos treats
2) tupperware
3) luvas (minhas)
4) luvas (da Dona)
5) isqueiro do fogão
O cão está de saúde, que eu saiba não comeu nada que não devia (fora um bocadinho de parede, mas ele já está habituado segundo diz a Dona, e pelos vistos, se o come, também o caga).
Transpira e respira saúde e saudadinhas, tadito do moço. E eu, estou a estranhar o silêncio e voltei à minha não-rotina.
E tudo está bem, quando acaba bem!
The end (for now) das aventuras de Petzi Maria e Mozart Manuel.
PS: E ainda ganhei uma t-shirt bué fixe e um porta-chaves UGS a combinar com o meu tamanho! Agora vou trabalhar senão tou lixada.
Abreijos!
Rádio Marginal
A minha rádio favorita de há uns bons 8 anos pra cá é a Marginal.
Sonho acordada com o meu rádio em alto e bom som enquanto percorro a Marginal de Lisboa e olho pro mar, com os carros a apitarem-me a avisar que tou quase dentro de água ou a malhar da falésia abaixo.
Imagino-me sentada no Noobai a ver o Tejo, ou no Miradouro da Graça a beber uma imperial.
Se fizer mesmo muita força consigo cheirar o rio e ouvir os meus amigos, sentir o sabor do bolo de chocolate ou do cheese cake ao mesmo tempo que os sinto alojarem-se nas ancas.
Ou sentada no À Margem, ou no Teatro Taborda.
Ou um fim de tarde no Imagens ao pé do Castelo de S. Jorge.
Gosto. Gosto muito, gosto tanto.
Tenho tantas saudades, sonho tanto com todos estes sítios e o coração bomba mais forte, e a alegria entra-me na alma e no corpo e só me apetece teletransportar-me pro solinho de fim de tarde. E telefonar à Mafalda e à Tininha e irmos jantar as 3 ao Pateo de Alfama e comer umas sardinhas assadas ao som dum fado castiço posto em CD pra turistas.
A minha antiga colega de casa e adorada Mana emprestada, a minha Mafaldinha, tem uma colecção de CDs invejável. Não tem um único CD que digamos: cliché, básico, normal, não gosto.
É tudo boa música. Desde clássica a jazz, a bossa-nova, rock, enfim, só tem música com qualidade superior. Nem eu sei bem como ela faz, acho que pura e simplesmente tem bom gosto.
Quando me mostrou a dita colecção ensinou-me a amar Lisboa, a aproveitar cada recanto, a conhecer os meus bares e restaurantes favoritos, a saber ser e estar em Lisboa.
Não gosto de Tecno, transe, acid, etc. Não gosto, nem vou gostar.
Mas gosto de Jazz, gosto de blues, gosto de bossa nova.
Por favor, se alguém me souber dizer onde posso cheirar um pouco deste ar aqui na Holanda, eu ficar-lhe-ei eternamente grata, quase tão grata como à Mafalda.
(E dizerem Bimhuis não vale).
Preciso de gostar de recantos na Holanda, em Amsterdão, em Den Haag. Preciso de encontrar o café de fim de tarde, a música que me entra na alma, que me faz sentir bem. Contem-me, digam-me, por favor, ensinem-me a amar cá estar.
Porque é que a KLM é melhor que a TAP
New baggage regulations
KLM and AIR FRANCE will implement the same global baggage concept for tickets issued on and after 28 March. You can check in one item of baggage with a maximum weight of 23 kilos free of charge when flying in Economy Class. A second baggage item costs € 55 for a one-way trip, payable at the airport during check in. If you know in advance that you will be flying with more than one suitcase, pay the fee when checking in via klm.nl and save 20 percent on the additional costs. Golf bags can be carried for free on KLM and AIR FRANCE flights. If you fly World Business Class you can check in up to three baggage items, eacht with a maximum weight of 23 kilos, free of charge worldwide. All information regarding the new baggage regulations will be available online from 28 March. More information.
(Quando voltei no Natal pela TAP paguei 150 euros de bagagem adicional por 10 kilos a mais. Vão roubar pro c*)
Note for US travellers
Due to the even tighter security checks on all flights to the United States, KLM is recommending that you come to Schiphol well in advance. Aim to check in three hours before your departure time and be available at the gate 1.5 hours before boarding. This is the best way to ensure that you and your flight are not delayed by the extra security. A second new measure is that you have to request an ESTA (Electronic System for Travel Authorization) at the latest 72 hours before your travel date. If you are flying to the US without this approval KLM will not be able to check in. ESTA authorization can be requested here.
Ser ou não ser, eis a questão – Day 12 and 13
Há uns bons 8 ou 9 anos atrás comprei um Grand Danois. O cãozinho só estava pronto a vir pra casa dali a 2 meses, por isso durante esse tempo publicitei a minha escolha aos meus amigos e fui gozada até à morte. Mandaram-me tiras de comics do cão a passear-me, falaram-me dos horários mortíferos de passeio matinal e nocturno, das destruições perpetradas pelo meu futuro bichinho (ão) de estimação, do tamanho dos dejectos do bicho que eu ia ter que apanhar do chão, enfim.
Eu não liguei a ninguém, teimosa como sou, trouxe o animal comigo pra casa. Ao fim de exactamente 5 dias tinha 6 vizinhos queixosos dos décibeis usados pelo cão pra uivar, ladrar, chorar, de tal forma que a minha Senhoria na altura me telefonou a pedir pra tirar o cão lá de casa. Sinceramente, ao fim de tantos anos, admito: foi um alívio. Ela estava mais triste que eu. Admiti que não estava preparada, por isso um dia voltaria a ter outro.
Por isso continuei afincada na ideia de ter um quatro patas pra me animar e pra eu mimar. Dali a uns anos entrou-me um cão pro carro enquanto eu falava ao telemóvel de porta aberta, instalou-se no banco traseiro e só saiu quando eu consegui levá-lo ao veterinário e descobri que: estava doente (exigia 200 euros mensais em medicamentos), que eu era alérgica a cães de pêlo curto, e que tinha donos, graças a Deus.
Como aprendi há muito a não ignorar os sinais que o Universo nos manda, quando voltei à ideia de comprar um cão optei por um Maltese porque é hipo-alergénico (tem pêlo comprido) e porque não ladra.
O certo é que me valeu a minha boa estrela e sorte e acabei por adoptar um bichinho que me assenta que nem uma luva.
As peripécias com o Mozart nestas duas semanas vieram confirmar que os meus amigos tinham todos razão. Por alguma coisa são meus amigos: eles conhecem-me.
Sabem que não sou pessoa de rotinas, que não sou dada a deixar de fazer o que mais adoro que é viajar, que não gosto de me levantar cedo, e que sou pequena e maníaca das limpezas (mas com preguiça a mais pra me levar ao zelo de limpar a casa todos os dias como a minha Mãe tão orgulhosamente gostaria). Que um cão com menos 10 kilos apenas que eu, mesmo muito bem educado como é o caso do Mozart, acaba sempre por me passear a mim em vez de eu a ele. Que sou despistadíssima e que acabaria sempre por deixar coisas ao seu alcance como foi o caso das luvas. Sabem que me chateia ter que planear o meu dia inteiro ao ponto de não poder fazer nada espontâneo porque tenho o cão à espera pra comer em casa.
A Petzi acorda às 11 da manhã, tem a capacidade de fazer as necessidades no sítio indicado como se fosse um gato, pode entrar em todos os restaurantes (fora em Portugal e no Mac Donalds), tem de ser lavada e penteada mas é como se fosse uma boneca, viaja comigo no avião e aguenta-se a mais de 5 kilómetros a pé de cada vez que vamos viajar as duas.
Os meus amigos, que sabem que adoro animais e descobriram que sou capaz de abdicar de muito por amor à minha cadelinha e que morro de saudades dela de cada vez que nos separamos.
E eu, depois de quase duas semanas com um cão a sério, acedo que eles tinham todos razão, e que por muito que eu adore o Mozart, nunca serei capaz de ter um Grand Danois. Sim, porque eu entendo os sinais do Universo.
E agora vou “coleccionar” Malteses. Esses são a minha luva.
PS: Amigos Ceres e Homer, este post não é sinónimo que eu não esteja disposta a voltar a tomar conta do Mozart SEMPRE que vocês precisarem! Eu não consigo é ter um Mozart só pra mim! 😉
Oração
Obrigada meu Deus por me dares Amigos tão fixes que me vêm raptar da lenga-lenga dos cães e do trabalho pra um jantar num sábado à noite. Inesperado, bem à Portuguesa, combinado uma hora antes, e soube-me pela vida!
Amén.
PS: Recomendamos vivamente o Little V em Den Haag como restaurante Vietnamita.
Reservem antes, está sempre cheio.
Dear Ceres – Day 11
Daqui fala a Petzi.
Tenho os dedos pequeninos, por isso teclo eu.
Estamos todos bem, e hoje não houve baixas, mas a minha Dona passou-se dos carretos. Começou a limpar às 11 e só parou às 2 e meia. Ela quis que tudo ficasse tão limpinho quanto estava quando tu nos deixaste a casa.
Ela diz que não sabe se na quarta continuará tudo assim tão resplandescente, mas vai tentar. É que tu passaste a ser a heroína dela em termos de limpeza, a Dona anda um cadito obcecada!
Fora isso, eu continuo a fazer a vida impossível ao Mozart, e tiro-lhe assim uns pedaços de pêlo sempre que ele me tenta morder!
Tu vais ver o que eu lhe vou fazer em Abril!!!!!
Estou sempre pronta pra vos lamber o narizinho, mas ao Mozart dá gosto é roubar-lhe os brinquedos!
E agora vou ali bater mais uma soneca que a Sofia tá a chamar por mim.
Muitas lambidelas!
Petzi
Nada é p’ra amanhã
Na minha casa nunca se diz: amanhã é dia.
A palavra de ordem é: JÁ.
Tanto Pai como Mãe têm pavio curto e paciência nula.
Tanto eu como o meu irmão fomos educados pra sermos:
– Independentes
– Autónomos
– Justos
– Alegres
– Despachados
– Desenrascados
Na minha casa tudo se faz no próprio dia e na própria hora. Não há amanhã. Há AGORA.
As decisões são rápidas. Nunca me deram tempo pra pensar duas vezes. Se hesitasse perdia o comboio. Por isso é que não tenho paciência pra indecisões que afectem as minhas actividades.
Na minha casa não há tempo p’ra descansar. Há tarefas. Só desde que o meu Pai se reformou é que passou a haver tempos “mortos” preenchidos de sonecas depois do almoço.
Todos nós somos capazes de fazer o que quer que seja no mínimo e mais curto espaço de tempo. Planeamos pouco. Executamos muito.
Todos somos executores. Todos somos mandões. Todos achamos que temos razão. Todos lutamos pelo nosso espaço dentro dum seio de 4 pessoas com personalidades muito fortes. Não deixamos que invadam o nosso espaço. Não gostamos de invasões. Todos somos críticos. Todos somos risonhos. Todos temos a mania que temos piada. Todos gostamos de ajudar. Todos somos MUITO sociáveis. A porta da nossa casa SEMPRE esteve aberta a toda a gente. A minha Mãe tem jeito pra Terceira Idade e eu pra canalha (miúdos, putos). O meu irmão e o meu Pai têm jeito pra toda a gente. Todos gostamos de fazer os outros felizes. Todos gostamos de coisas pragmáticas e práticas.
Todos nos admiramos uns aos outros, na minha casa.





