Um dia ainda vou passar uns tempos aos States.
AMAVA fazer este em Lisboa:
Até o almocinho de fast food me sabia melhor:
Acho o pormenor da grávida e o do Yes we can, absolutamente genial! E o tipo do fim?!
Um dia ainda vou passar uns tempos aos States.
AMAVA fazer este em Lisboa:
Até o almocinho de fast food me sabia melhor:
Acho o pormenor da grávida e o do Yes we can, absolutamente genial! E o tipo do fim?!

Outra cena muito fixe do sítio p’ra onde vim viver é que tem uma casa de Sushi mesmo no prédio. ADORO Sushi!
É pena só estar aberta de manhã até à hora de almoço 🙁 É que a qualidade é tão boa que os holandeses dão cabo do stock e por volta das 16 já não há Sushi p’ra mais ninguém, por isso fecham o “tasco” às 17. Esta gente não sabe fazer negócio! Pffft!!!
PS: O gengibre e o wasabi juntos são um desentupidor de nariz fantástico!
P’ra quem continua a torcer o nariz a esta maravilha:
More benefits:
Sushi can also lower your overall cholesterol. The Food and Drug Administration recommends that you allow 2 servings of fish a day. The Omega-3 fats also help prevent mental illness and can help in keeping your blood sugar levels at a healthy range. The benefits of Sushi can also include helping with depression, helping boost the immune system and it can help include the fat necessary to your diet.
Sushi is also great for your heart. Why not eat a food that can improve your overall well being, help improve your mental state and keep your heart healthy. Sushi taste great and is very healthy for you. How can it get better than that? In the past 10 years sushi restaurants have been popping up all over the place so you have no excuse as to why you haven’t tried it and improve your health at the same time.

Mesmo por baixo da minha casa há um Coffee and Company. Tem os melhores cappucinos e uns muffins enormes e deliciosos, e resmas, paletes de gajos giros que trabalham nas empresas que têm os escritórios aqui no complexo.
Por um café tenho direito a uma hora de net. E como a KPN ainda não se dignou a activar a linha em minha casa, desço p’ra tomar um café enquanto trabalho agarrada ao portátil.
Ao meu lado estão 4 homens de negócios que, claramente, não têm qualquer noção do tipo de pessoas que aqui param. Estão há uma hora a ter uma reunião de trabalho e a falar em inglês em alto e bom som sobre todas as empresas que pretendem atacar…grandes empresas. “A Delta Lloyd é um bom prospecto porque está um pouco desorientada desde que acabou o Outsourcing com a IBM”. Burros. Tive vai não vai pra os chamar a atenção, qualquer coisa do género: os senhores não acham que era melhor discutirem a vossa estratégia numa sala de reuniões nos vossos escritórios? É que … enfim, da mesma forma que eu trabalho p’ra um fornecedor, os senhores podem encontrar outros que estão na mesma situação, e guess what, podem-vos agradecer a estratégia que têm e limpar-vos os negócios!
Depois pensei: nahhhh. Não são da minha empresa, que se lixe.
Burros.
Malta amiga, quando decidirem ter um almoço ou um jantar de negócios, ou até inovar e ter uma reunião fora do vosso local de trabalho, sejam inteligentes e procurem deixar as conversas confidenciais FORA do âmbito da conversa. É que já dizia o ditado: as paredes têm ouvidos.
Já agora, vale a pena pensar nisto.
PS1: Eu uso um protector de ecrán que faz com que as pessoas ao meu lado não consigam ler o dito cujo. Um película preta fininha que faz verdadeiros milagres.
PS2: Hoje vou p’ra Braga e volto na segunda. Mensagem aos Bracarenses, telefonem-me se quiserem tomar um cafezito.
PS3: Nelita, ainda não é desta que passo na tua terra p’ra te apertar as bochechas e às miúdas, mas eu juro que não me esqueci de vocês. Beijos.
DEPOIS NÃO DIGAM QUE EU NÃO AVISEI!!!
Venham daí meus bens!
5a feira, dia 29 de Outubro, às 21h30 começa a festa no Santiago Alquimista!
E como não queremos festejar sós e sabemos que não nos vão abandonar, contamos com todos para o grande “evento” que comemorará o lançamento do nosso primeiro disco e que promete ser animado – e acabar cedo, por ser dia de semana.
A fazer as honras, vamos ter o nosso amigo Miguel AJ, cantor e compositor d’ Os Azeitonas, também conhecido por Mendes
( www.myspace.com/omyspacedomendes).
O outro convidado especial é o ilustre Samuel Úria!
( www.myspace.com/samueluria )
Entretanto, podem ir adquirindo o disco nas casas da especialidade, como por exemplo em toda e qualquer Fnac ou, para os mais virtuais, em www.fnac.pt .
E os bilhetes? Os bilhetes podem ser comprados aqui (Ticketline.pt) ou ainda na Fnac, Worten, Agéncia Abreu,CC Dolce Vita Tejo, Megarede e El Corte Inglês.
E a quanto é que ficam? Ora, por um bilhete comprado antecipadamente despenderão a módica quantia de 8 euros (sem t-shirt) ou 11 euros (com t-shirt).
Os menos precavidos também são bem-vindos mas terão uma taxa acrescida de um euro, para aprenderem a não deixar tudo para a última hora do último dia.
Encontramo-nos então no Santiago Alquimista, se não for antes!
Saudades a todos,
João Só e Abandonados
www.myspace.com/joaoso e em joaoso.com
Há muitos anos que ouvia falar de Mia Couto mas nunca tinha lido nenhum livro deste Senhor. O modo como escreve envolve-nos como uma manta num sofá num dia de inverno. Sentimo-nos deliciados, confortáveis, sonhadores, transporta-nos. Nunca me tinha sentido assim a ler um livro, transportada para outras “paragens” sim, mas a sensação de estar a amar as frases e as palavras em si como se tivesse sido alcançada por um feitiço, nunca.
Por primeira vez marquei frases num romance, e vou partilha-las com vocês. Quem achar que é um spoiler pode deixar de ler daqui p’ra frente, sim? Obrigadinha.
“-Recordo um sossego que parece, sei lá, parece água.(…)
-Vou dizer uma coisa, nunca mais vou repetir: vocês não podem lembrar nem sonhar nada, meus filhos.
– Mas eu sonho, pai. E Nuntzi se lembra de tanta coisa.
– É tudo mentira. O que vocês sonham fui eu que criei nas vossas cabeças. Entendem?
– Entendo, pai.
– E os que vocês lembram sou eu que acendo nas vossas cabeças.(…)
– Esperas. É isso que a estrada traz. E são as esperas que fazem envelhecer. (…)
– Saudade é esperar que a farinha se refaça em grão.(…)
E entrou. O Tio Aproximado ficou pontapeando as pedras do átrio. A raiva é apenas um modo diverso de chorar. Conservei-me distante, fingindo que arrumava as ferramentas. Ninguém se deve aproximar de um homem que faz de conta que não chora.(…)
Quem quer a eternidade olha o céu, quem quer o momento olha a nuvem.(…)
– As mulheres são como as guerras, fazem os homens ficarem animais.(…)
E penso: a mulher não transporta água; ela traz os rios todos dentro.(…)
O silêncio é uma travessia. Há que ter bagagem para ousar essa viagem. Silvestre, naquele momento, estava vazio. E eu repleto de mágoa e suspeita. Como podia burilar um silêncio, com tanto zumbido na minha cabeça?(…)
Eis a lição que aprendi em Jerusalém:a vida não foi feita pra ser pouca e breve. E o mundo não foi feito para ter medida.(…)
O ensinamento era outro: as palavras podem ser o arco que liga a Morte e a Vida. É por isso que te escrevo. Não há morte, nesta carta. Mas há uma despedida que é um pequeno modo de morrer.(…)”
BRAGA
Pergunta frequente e para cuja resposta nem sempre tenho paciência. Hoje aqui explicada em vez única a quem me faz tal pergunta.
Eu sei que sou aquilo a que chamam uma pessoa bastante sociável, mas isso não significa que uma pessoa, mesmo que “sociável” seja capaz de se integrar em 3 tempos.
Andei 4 anos num colégio, mais 8 anos noutro colégio, fui aprendendo a fazer amizades longas e com o tempo. Em Braga, mesmo assim, nem sempre me senti integrada.
Quando fui para Coimbra fui enfiada num lar de freiras (no qual nunca me integrei) com mais 60 miúdas, conheci do melhor e do pior que pode existir do “bicho” que pode ser “uma mulher”, topo determinadas características a léguas e sou muitas vezes preconceituosa, mas também estilo Cavaco, nunca me engano e raramente tenho dúvidas nesse aspecto. Embora vivesse numa casa com 60 mulheres e tenha feito algumas amigas (muito poucas, diga-se de passagem, as que o são sabem quem são e onde estão 😉 ), só no final do meu segundo ano de faculdade/início do terceiro é que comecei a pertencer a um grupo sólido de amigos e a sentir-me integrada. Foi o primeiro grupo a que pertenci. You see, é que eu nunca fui muito de agrupamentos, de ter 4 ou 5 amigas coladas a mim e vice-versa, sempre gostei de poder falar com toda a gente, quando e onde me apetecesse. Nunca apreciei muito ser liderada ou andar em carneirada, sempre gostei de ser a Sofia e não a miúda baixinha do grupo da fulaninha de tal, ou a que costuma parar no Farol.
Portanto, levei mais de 2 anos p’ra sentir que pertencia a um grupo, grupo esse que respeitava e apreciava a tradição de Coimbra dentro dos limites que eu gostava e com que me identificava e faziamos juntos coisas muito giras que me fizeram amar os meus tempos de Coimbra e sentir-me ligada aquela cidade pra sempre. Hoje são a minha segunda família, tenho a minha “sobrinhada” (que com muita pena raramente vejo, mas de certeza que os Pais lhes falam na maluca da Tia Sofia que vive na Holanda) que já vai nuns..18? 19 miúdos? Perdi a conta! São lindos, têm Pais maravilhosos, têm Avós e Avôs fantásticos (sim, nós somos uns 20 e tal no grupo e conhecemos os Pais todos uns dos outros), e até têm um Bisavô Mirante!
Quando fiz erasmus conheci imensa gente, e senti-me integrada no grupo que me rodeava ao fim de 2 meses, mas estavamos todos fora de casa, ninguém tinha os seus melhores amigos por perto, é muito fácil conhecer pessoas e estabelecer relações fortes. Comecei a falar espanhol sem pronúncia ao fim de 1 mês, contudo, durante um ano inteiro, nunca senti que estivesse integrada em Valladolid, muito menos em Espanha. Passados 3 anos de ter terminado o meu erasmus comecei a fazer viagens de veleiro e na primeira viagem os meus companheiros de barcos eram quase todos Vallasolitanos e voltei de visita a Valladolid em Setembro de 2001. Foi a primeira vez que não me senti estrangeira, que nenhum gajo olhou pra mim num bar com olhos de: és estranja, és fácil, vou-te comer! Conhecia todos os recantos da cidade, sempre acompanhada pelos meus amigos fiz um fim de semana inteiro de vida espanhola, fiquei em casa deles, fui aos bares a que eles iam. Foi a primeira vez que me senti: integrada.
Mas levei uns..4 anos, até me “integrar”.
Quando fui viver p’ra Lisboa pensei: é Portugal, são portugueses, vai ser fácil. Já mudaste de cidade 2 vezes, Maria Sofia, a terceira é canja!
Não foi.
Levei CINCO anos p’ra me sentir integrada em Lisboa. Apaixonei-me pela cidade ao fim de um mês, mas levei muito e bom tempo a sentir-me “em casa”. Foi ao fim de 5 anos que fiz parte do primeiro grupo de lisboetas, até lá só conhecia os meus colegas do trabalho e amigos do norte e de Coimbra que estavam desterrados em Lisbon City como eu. Foi de repente, não fiz qualquer esforço, não mudei de pronúncia, continuo a trocar os “v” pelos “b” constantemente e falo como se tivesse uma batata na boca e digo montes de palavrões à mistura. Quisás, se calhar, passei a entender que não podia ir tomar café depois de jantar todos os dias como fazia em Coimbra ou em Braga, passei a entender que quando um Lisboeta te diz: “Jantar? Pode ser! Pra semana, né? Ok, depois combinamos.” NÃO QUER DIZER QUE TENHAM UM JANTAR COMBINADO NA PRÓXIMA SEMANA! Quer apenas dizer que és uma pessoa agradável, com quem o fulaninho gostaria de jantar algum dia, e se, pra semana, ele não tiver nada mais urgente ou mais preemente pra fazer, E SE te voltar a ver e voltar a sentir vontade de ir jantar contigo, ENTÃO, MAS SÓ ENTÃO, combina contigo jantar até naquela própria 5° feira em que se voltaram a ver. MAS não contes jantar antes das 9:30 ou 10 da noite. É que antes de jantar ele(a) tem que ir ao ginásio ou ao yoga, ou tomar café com o amigo(a) tal, vai a casa tomar um duche e SÓ DEPOIS é que vai ter contigo. E nada de ficares ofendido porque ele(a) trouxe com ele o amigo(a) com quem tava a tomar café, afinal é sempre mais uma pessoa que conheces, e se ele(a) o consideram uma pessoa engraçada ou gira, então tu muito possivelmente vais achar que o outro também o é. Além disso, o restaurante é grande, público, e vocês são só amigos, não há necessidade de jantar às luz das velas a dois, nãooooo é?
CERTO.
Eu já tentei contar isto muitas vezes à malta de Lisboa e todos, mas todos se riram e disseram: eh pa, eu sei, mas isso é normal, né?!
NÃO, não é normal. É normal quando se vive numa cidade grande, cheia de coisas p’ra fazer, com milhentas oportunidades e pessoas p’ra conhecer, como Lisboa 🙂
Eu aprendi a fazer este tipo de “combinações” também, e hoje em dia sou craque nelas! Vou tomar café com a Mafalda, trago-a comigo pro copo pré-dinner com o Nuno, o Hugo e o Paulo, acabamos a jantar todos juntos e depois do jantar dou um salto ao bar XPTO onde está a Cris.
HOJE, vivo na Holanda há ano e meio, conheço “uma tonelada” de pessoas, fiquei muito amiga de duas ou 3, quisás 4, e gosto muito dos restante, mas não significa que me sinta integrada, percebem? Como eu dizia no outro dia a uma amiga, o facto de eu (ela, todos) conhecer portugueses cá não significa que, lá porque vivo no cú do mundo, tenha de ser a melhor amiga de TODOS os Tugas que conheço cá! Posso ter afinidades com uns num determinado tema, posso ter afinidades com outros noutro tema, e há outros com quem não tenho afinidade nenhuma, que não sentem que tenham afinidade comigo, mas com quem convivo quando estamos em grupo e somos educados e simpáticos uns com os outros, (porque não?!), mas isso não faz deles meus amigos e vice-versa!
O facto de eu poder vir a ter mais amigos holandeses que portugueses não quer dizer que eu possa nessa altura sentir-me mais integrada, porque tal como com os portugueses, eu serei amiga dos holandeses com quem sinta afinidade, e isso meus caros, leva o tempo que levar, e se eu bem me conheço, pelo que acabo de descrever, levará uns 3 ou 4 anos, e eu nem sei se cá vou estar tanto tempo!
TEMPO, É PRECISO TER TEMPO. É PRECISO CALMA. É preciso que eu chegue e diga: que bom voltar a casa. No dia em que eu sair do avião e sentir METADE do que eu sinto quando chego à Portela quando vejo as palmeiras do aeroporto, nessa altura direi: começo-me a integrar. No dia em que eu chegar a Schiphol e sentir o MESMO que sinto quando chego a Lisboa: INTERNEM-ME. Mas não se esqueçam, nessa altura sentir-me-ei: integrada!
Esta música foi escrita a pensar numa amiga minha, e é o espírito dela inteiramente.
Tenho saudades da alegria e positivismo da Sofiazinha (outra Sofia).
Hoje entendo melhor esta música.
If you don’t wanna wait
You left me inside out
It’s too hard for me
There’s no easy way out
You don’t know and don’t ask how
That i’m gonna make it work again
You don’t know and don’t ask why
That i’m gonna make it once again
Refrao
If you give up now, whos gonna loose
Which one of us, is given up now of being free
And if you give up now, whos gonna loose
Which one of us, is given up now of being free
Distance from between us
That we can’t shake out
It’s cristal clear
But it ain’t gonna last
You don’t know and don’t ask why
That i’m trying to make it work
I’m trying to make it work
Refrao
Just look around and see
Who you really need
Who you really want
Refrao
Just look around and see
If you give up you won’t be free
You won’t be free yeah yeah
E foi no Domingo passado que 6 Princesas portuguesas se juntaram para a Odisseia do Rissol.
A casa foi gentilmente cedida pela Rainha. Às 14 horas lá estavamos, literalmente de rolo da massa em punho!
Estavamos preparadas para qualquer eventualidade!
Ora vamos lá explicar por partes como é que a malta fez a coisa.
1) Preparou-se o recheio de carne:
2) Preparou-se o recheio de camarão:
3) Água a ferver com uma noz de manteiga, sal e casca de limão:
4) Depois da água fervida atira-se lá p’ra dentro a farinha. Para cada chávena de água há que por uma chávena de farinha. Mexe-se bem mexido até ficar estilo cola de sapato e se conseguir retirar da panela sem esforço
5) Há que amassar a massa, que é como quem diz, dar-lhe porrada:
6) Esticar a massa com o rolo até ficar fininha:
7) Uma colher de sobremesa de recheio lá pra dentro e depois dobrar p’ra poder cortar em meia lua usando um copo:
8) Passar por ovo e depois por pão ralado:
9) Fritar em óleo beeeem quente:
10) Retirar quando estiverem douradinhos e servir acompanhado dum arroz de tomate a fugir (se eu cá tivesse grelos, era um arrozinho de grelos que nem vos digo, nem vos conto!)
(Esta é a amiga T. que fritou mais de 40 rissóis pra malta toda que veio a seguir)
VOILÁ!!!
E apresentam-se as 6 cozinheiras (e a Petzi “aspirador” que esteve lá a fazer a sua parte também e lambeu o chão todinho sempre que caía alguma migalha) cansadíssimas, rotas, e que só se devem voltar a meter em tamanha odisseia daqui a uns 10 anos.
Mas foi muito, muito fixe!
E como gosto de voos, lá vou eu mudar de casa outra vez. O motivo é simples. Recebi em casa uma carta da câmara municipal de Breukelen City a dizer que não posso ter esta casa como residência permanente, só posso cá viver se tiver outra casa na Holanda e vir a esta apendas de férias, p’ra pescar, andar de barco, enfim, a recreio. Esta é uma zona chamada Recreative. Eu já sabia, mas apanharam-me porque eu fui a única h(otaria)onesta que se registou na câmara quando p’ra cá veio viver…
Por outro lado também estou um bocadinho mais longe da civilização do que esperava, e sempre que o carro se avariou fiquei completamente “presa” em casa, só podia de cá sair se me viessem buscar…
Enfim, depois de ir a casa do Borges e babar literalmente com a casa que ele tem em Haia, fui visitar um apartamento do mesmo complexo, e cá vou eu mudar-me p’ra uma casinha nova a 10 minutos a pé da Estação Central de Den Haag, e a 15 minutos a pé das lojinhas todas, todas, todas. Também tenho parque de estacionamento por 77 euros por mês. No total acabo por pagar o mesmo que pago nesta casa agora, acreditam?
Amsterdão ainda foi uma hipótese, mas os preços são demasiado exorbitantes e eu tenho mais o que fazer ao dinheiro.
Nesta casa além disso não vou ter de pagar depósito nem dar um mês adiantado. Achei um pouco estranho mas explicaram-me que depende do rendimento. Como é gerida por um fundo de pensões (ADEUS SENHORIOS!! Yeah!!!), eles mantêm a coisa simples e só alugam a quem mostra rendimentos acima de um X e não pedem garantias. Mais pontinhos pra eles! E mais fixe pra mim que não tenho de ter dinheiro preso num senhorio.
Por isso agora, ao jeito de sitcom americana, fico com amigos a 1 minuto da minha casa, com campainha pronta e uma jola p’ra um filme de Domingo à tarde em magote.
Esta casa só tem UM único senão. Não vinha mobilada (excepto a cozinha), logo vou ter de comprar tudo novo, e mais o chão…sim, é que uma casa não mobilada na Holanda significa uma casa sem chão…juro que não entendo, mas sempre é melhor que na vizinha Alemanha onde uma casa não mobilada é sem cozinha!!!
Estas fotos são com a tralha da inquilina anterior (que até aparece de perfil na pelingrafia), e quando tiver a MINHA tralha lá posta ponho novas fotos da casita.
As minhas visitas podem ficar contentes, já não vão ter de alugar carro p’ra me visitar e Haia é uma cidade muito gira!
Aqui vão fotos!
Tenham lá paciência e torçam o pescoço porque as p* das fotos não havia meio de ficarem na horizontal aqui no post e depois de meia hora perdida à volta desta m* não me apetece continuar a insistir…
Mas a sala é ENORME, 40 m2 que até são demais só pra mim e pra boneca, mas com janelas de cima a baixo e vista pro jardim! Cheiinha de luz!
Quarto 1 (14m2!!):
Quarto 2 (13m2 e assim que eu me livrar da cangalhada TODA que a francesa lá tinha vai parecer um quarto a sério como o outro!):
Vera kolodzig, um sorriso ficava-lhe bem….
Hoje dizia-me um amigo que os portugueses são uns preconceituosos porque em Portugal não cabe na cabeça de ninguém estares num bar e meteres conversa com alguém, “se metes conversa com uma rapariga ela vai pensar que lhe queres saltar pra cueca, se falares com um gajo ele pensa que és panasca”.
Reflectindo sobre isto aquilo que se me apraz dizer sobre a lado feminino, é que a culpa é dos homens portugueses que gostam das enjoadinhas e criticam aquilo que considero como as fixes, por serem “muito independentes”. No outro dia dizia-me a Luna: as minhas amigas mais porreiras são aquelas que não têm namorado.
Não me entendam mal que eu cá de ressabiada tenho muito pouco ou quase nada, se não tenho namorado é porque não tenho vontade. Como me considero orgulhosamente uma gaja independente e gosto de homens e mulheres independentes, vou aqui em contraposição expor o que é uma Enjoadinha, seres que abomino:
A enjoadinha é regra geral uma gaja dependente.
Só conhece as amigas de há 500 mil anos pq nao confia em ninguém novo e depende delas até pra por as cuecas no estendal.
Só vê o namorado à frente, e caso ele a mande pastar, ou vá apenas sair com os amigos dele, o mundo dela ruiu, a vida é uma grande merda, a felicidade dela depende da companhia dele.
Os Pais continuam a dar-lhe de comer porque tadinha da menina, ela tá agora em inicio de vida, e o dinheiro que ganha é mesmo pra foder em roupas multicolores com bandoletes a condizer com o verniz, tadita, nao precisa neste estágio da vida de saber quanto custa um mês de água, luz e gás. Lá chegará a altura em que virá um otário, perdão, Menino pra tomar conta dela e fazê-la feliz.
As enjoadinhas estão depois casadas uma média de 6 meses e regra geral levam um grande chuto no cú e crescem e aparecem, fazem-lhe mulheres independentes e perdem as outras amigas enjoadas.
Nos piores dos casos, os maridos começam a encorná-las ao fim de 3 meses de casamento e elas calam-se…sim, porque senão ficam sem a luz da vida delas, que as encorna com outra, mas pronto, ele é a razão da felicidade dela! Vai lá ela abandonar tal princípio de vida por causa de um, vá, dois pequenos deslizes…
Quando já têm 3 filhos pendurados às saias e acham que o marido ganha o suficiente p’ra pensão divorciam-se e mudam-se p’ra casa da Mãe com os rebentos atrás e vivem às custas de todos.
Continuam de trombas, a vida é mesmo uma injustiça, que infeliz que eu sou, porque é que será que ninguém me ajuda?!
Posto isto, Maria Sofia la independente, a gaja que fala até com as pedras da calçada, pergunta: dizei-me ó homens Tugas, porque raio é que vocês insistem em cultivar as enjoadas?!?! Deixai-as morrer, sê-de generosos!