Finalmente viemos ao Out Jazz!!

Hoje de manhã fui ao Marginal sem carros.

Apanhei um escaldão na tromba que foi um consolo e o nível de humidade era tão alto que quase me deu um badagaio a meio da aula de Sh’bam do Vivafit de Paco de Arcos ( o facto das instrutoras terem um endurance inacreditável pro calor que fazia fica pra outra conversa!).

Mas foi giro, e uma manhã muito bem passada com a Fernandes.

Cheguei a casa às duas e chovia e trovejava. Depois dum bom banho e dum almocinho, refastelei-me no sofá a ler um livro e passado 10 minutos estava aborrecida como uma pescada. Não porque o livro fosse desinteressante, mas porque não me apetecia estar em casa, mas também não tinha combinado nada com ninguém e já eram quase 4 da tarde, quem é que eu ia desencaminhar a esta hora?
Decidi meter-me no carro e ir passear com os canídeos. Fui pra Expo, ainda lá não tinha ido desde que regressei.
Pelo caminho mandei vir comigo mesma por não ter ido a um único Outjazz este ano. E tanta vontade que eu tinha!
Mas tinha acabado dia 15…mea culpa.

Quase a chegar lembrei-me de ligar à Garota e ir ver a Margarida, a terceira filha mais sortuda do mundo de um dos meus casais favoritos, ficava ali mesmo ao pé. Estavam em casa!
Primeiro fui dar uma volta a pé com os estarolas, marquei uma hora de relógio.
Fui pela margem até ao fundo da Expo. No regresso lembrei-me de vir por dentro e…chaaaaram! O Meo Out Jazz!!!
Afinal ainda não acabou! Só acaba no fim do mês e durante Setembro é na Expo!
Ganda pinta!
Sentei-me com eles, rebentadinhos de cansaco e calor depois de 45 minutos de passeata, e comecaram as fotos e os mimos.
É tão engracado ver toda a gente a sorrir pra mim quando os vêem, farto-me de receber elogios à alvura dos elementos (e eu acho que eles estão um nojo), eles recebem mimos de toda a gente, vem tudo dizer olá e pedir pra fazer umas featas e eu: com certeza!
Foram os senhores da Lipton, depois os senhores da Meo, foi uma festa, toda a gente lhes quis tirar fotos.
E eu toda contente ao som de bom jazz e a pensar, afinal já não foi uma seca de tarde!
Dali dei um salto pra ver a Margarida, coisa mais pequenina oh pa, e tive direito a pegar na bomboquinha ao colo e tudo! Ainda vi a mana Sofia e o mano Vicente (estão tão grandes, God!) e mostrei-lhes os estarolas, brincaram todos, foi um fim de tarde supimpa!
De regresso a casa fui convidada pra jantar com a minha outra familia favorita de todos os tempos e brincar com a Clarinha e a Ritinha. Deixei os bombocas em casa, atravessei a rua e acabei o domingo em família.

Quem diria que afinal ia ter um domingo tão fixe?

Os cabrões que vandalizaram este banco, queriam as mãozinhas pintadas de vermelho durante 15 dias! Palermas!

De Santa Apolónia à Ribeira das Naus

Eu não gosto de fazer exercício, nunca gostei. E a razão é simples: não sou boa a fazê-lo, nunca fui.
Mas descobri que posso conhecer sítios novos a correr, devagarinho, às vezes a andar.
E se não corro por falta de qualquer tipo de espírito competitivo, até comigo mesma, gosto de conhecer sítios novos e quando vou de férias é um prazer explorar recantos calmos das cidades a correr. Porque não fazer o mesmo em Lisboa?
Então no sábado passado calcei os ténis, vesti o equipamento e fui até Santa Apolónia, estacionei o bólide, e comecei a percorrer o passeio marítimo (pode-se chamar assim?) e fui correndo e andando. Fiz 8 kilómetros (ida e volta!) e andei a maior parte do tempo, não se iludam), e fiz o reconhecimento duma zona nova da cidade onde até hoje só tinha passado de carro. Levei hora e meia, mas cheguei a casa radiante e com a ideia ainda mais vincada, que Lisboa é a cidade mais bonita do mundo, e que há excelentes motivos pra estarmos todos muito orgulhosos dela.
No regresso tirei imensas fotos, que partilho na esperanca de convencer aqueles que ainda não nos visitaram, a fazê-lo. E na esperanca de que aqueles que cá vivem facam o mesmo que eu, e sejam turistas na vossa própria cidade.
Este sábado vou correr pra outro lado da cidade, espero pra semana postar fotos igualmente bonitas.

Bricolage e DIY

Ontem estava a falar sobre a minha mudanca de casa e comecei a contar as coisas que aprendi a fazer sozinha desde que vivo na Holanda e que em Portugal jamais me atreveria, e … quase cai de costas:
– furar paredes de betao
– pendurar quadros e cortinas
– pintar uma parede (nunca mais, custa horrores!)
– mudar de casa e empacotar as tralhas todas
– plantar cenas no jardim
– montar mobília sozinha
…….
Enfim, todo um processo de aprendizagem que me faz ser ainda mais válida, como dizem os Espanhóis 😀

São 15:42 em Portugal Continental

São 16:42 na Holanda. E eu já fechei o tasco laboral, não sem antes ter sido elogiada pelas minhas chefias pelo excelente desempenho profissional. Estou mesmo muito muito satisfeita.
Radiante é a palavra.
Isto de trabalhar remotamente pela primeira vez na vida, tem muito que se lhe diga.
Eu já trabalhava a partir de casa imenso tempo na Holanda, mas estava a 5 minutos de carro do escritório, qualquer coisa, estava à distância de uma chamada e um pulo.
Aqui estou sozinha, não sem rede, mas muito mais isolada, e se “o bicho pega”, preciso de lançar mão de outros skills que não impliquem um face to face continuado. Tenho de melhorar obrigatoriamente os meus “communication skills” como dizia a minha antiga chefe Belga, e confesso que pra mim, nortenha, disparada, com a língua mais pronta que o cérebro, que tenho sempre o coração na boca, nem sempre é fácil.
Mas aparentemente, estou no bom caminho. E que mo digam, é uma benção e dá-me uma paz de espírito incrível.
Comecei às 7 e meia Portuguesas, mas despachei o trabalho todo, e ainda almocei pelo caminho, meia hora, à Holandesa, em frente ao computador, mas não comi sandes 😉
E agora vem cá uma amiga lanchar, e ao fim do dia aparece a João pra jantar e darmos um pulinho ao Teatro, vamos ver o Tribos com o António Fagundes, can’t wait!

“A história de “Tribos” centra-se em Billy (Bruno Fagundes), que nasceu surdo no seio de uma família sem deficiências auditivas. Foi criado dentro de um casulo e soube adaptar-se ao comportamento pouco convencional da sua família. Mas quando Billy conhece Sylvia (Arieta Correia), uma jovem mulher prestes a ficar surda, contacta com uma nova realidade. Este será o ponto de viragem que o colocará, assim como ao público, perante a dúvida do que realmente significa o sentimento de pertença.O espetáculo é uma premiada comédia da autoria da inglesa Nina Raine, que “promete criar uma inusitada relação com a plateia – entreter, provocar e ao mesmo tempo entregar um extraordinário momento ao público”, pode ler-se na sinopse. A peça estreou em Londres, em 2010, com um elenco anglo-saxónico e, em 2012, venceu o New York Drama Critics Circle para melhor peça estrangeira.Com encenação de Ulysses Cruz, “Tribos” vai estar em cena em Lisboa de 10 a 28 de setembro, de quarta a sábado às 21h30 e aos domingos às 17h. Nos dias 3 e 4 de outubro apresenta-se no Coliseu do Porto, à 21h30. Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais e custam entre 12,50 e 27,50 euros.”

E este fim de semana quero dar um pulo ao Mercado da Ribeira pra fazer umas compras na praça, passar na Ribeira das Naus a pé, e ainda se calhar ir até ao bairro das Estacas ver mais um espectáculo do Teatro Maria Matos ver o Bailem!

Não sei se consigo fazer isto tudo, até porque se prevê que chova a rodos, mas opções não faltam, e foi por ter estas opções que regressei, por isso há que sugar tudinho até ao tutano!
Agora vou ali passear os bonecos e começar o meu fim de semana a sério.
Gotta love my life…. I sure know I do!

Sábias palavras

É que é mesmo isto, sem tirar nem pôr!

http://p3.publico.pt/actualidade/politica/13042/eu-jovem-emigrante-nao-sou-arma-de-arremesso-politico

Talvez descubram que grande parte de nós decidiu emigrar por vontade própria, por ambição, por espírito aventureiro e curioso, ou por sentir que o percurso da sua missão neste mundo passa por essa etapa de enriquecimento pessoal. Talvez sintamos que teremos mais valor a acrescentar a Portugal quando um dia voltarmos com mais conhecimento, experiências e competências.Não tenham pena de nós que tivemos o discernimento, a coragem e a capacidade de seguir os nossos sonhos e emigrar. Não tenham pena de nós que somos do tipo de português que faz mais do que se queixar e que luta pelo que quer.E não julgue um qualquer político aí em Portugal que pode proclamar em meu nome que eu fui obrigado a emigrar por culpa deste ou daquele outro.

Estou há dois dias em Amesterdão…

…e estou cheia de saudades das minhas bolas de pêlo.

Obrigada à fotógrafa que me ofereceu esta foto da minha princesa Petzi.

E ontem quase venho pro escritório a nado, o edifício do escritório inundou no rés-do-chão e houve gente a fazer da rua uma piscina e a boiar em colchões de ar.

À tarde o sol brilhou como se não se tivesse derramado todo em lágrimas durante 12 horas seguidas. E eu aproveitei pra perder o autocarro e suar que nem uma parva dentro das roupas quentes escolhidas durante o dilúvio da manhã. Apanhei o seguinte, só foi uma hora de espera, não há stress.

E é isto. Ando a contar os dias pra voltar a Lisboa para as 500 mil cenas que tenho pra fazer debaixo do sol, como o Out Jazz, conhecer os novos spots no Intendente e o Mercado da Ribeira, fazer parte dum grupo de leitura (finalmente!), correr pra meia maratona do Banif com a Fernandes, levar os meus cães pra um curso de obediência pra ver se faço deles estrelas da TV, ou então vá, que aprendam a ir buscar-me um café logo de manhã, coisas assim, coisas que me apetecem fazer, na minha língua, no meu País, com as minhas pessoas.

Acho que a frase é: Holanda, perdoa-me, enjoei de ti. Estou, sou, sempre fui, apaixonada por Lisboa.

Tenho o cérebro feito em……

fanicos 🙂
Tenho andado ausente, não por falta de assunto, mas por falta óbvia de tempo.
Estou a fechar um projecto que me tomou os últimos 9 meses, e se tudo correr bem, hoje “fecho a loja” e vou tirar um dia pra me recompor de 14 horas de trabalho consecutivas diárias na última semana. Tenho o cérebro feito em … caca, vá.
Mas apesar do cansaço, não podia estar mais satisfeita com a minha vida actual, e continuo em altas e a transbordar de felicidade por todos os poros da minha pessoa.

Primeiro porque a minha casa parece o metro em hora de ponta, que é uma coisa que me apraz enormemente, é raro o dia em que janto sozinha, acho que desde que cheguei isso deve ter acontecido umas 3 ou 4 vezes. A casa fica no centro da cidade e é muito perto do trabalho de imensos amigos meus, e reforcemos que são os meus melhores amigos há muitos anos. Há sempre alguém que passa à porta e que sabe que eu cá vivo e decide tocar à campainha pra me desafiar pra uns caracóis ao fim dia, ou pra me dar um beijinho, ou pra almoçar, ou pra ajudar, ou pura e simplesmente porque passou e decidiu dar duas de treta.
E às vezes vêm mais que um, e somos 8 e vamos jantar ao tasco no fundo da rua enquanto vemos a bola e mandamos um caneco abaixo. Pra mim estes momentos são o sinónimo de felicidade em estado puro, nada me deixa mais feliz que receber pessoas em casa e sentir que as pessoas se sentem bem dentro destas 4 paredes.

Segundo porque finalmente a minha mobília chegou neste domingo, e por isso já consigo sentar mais de duas pessoas à mesa! E voltei a ter televisão e sofá, e por isso agora já posso ver coisas como esta maravilha da natureza que foi ver um gajo com cara de papalvo a fazer um barbacue dentro de um Chevrolet antigo no Travel channel e ter assuntos, sei lá, pra falar com as pessoas, escrever no blog, coisas master, certo?
Agora só me falta arrumar as coisas e montar os móveis, que a minha casa parece um armazém, mas tudo se resolve, é só ter um tempinho….tipo hoje?

Terceiro, porque o puto do projecto está finalmente acabado e os meus chefes deram-me finalmente a oportunidade de fazer algo que é da minha vontade e que há uns 3 anos que desejo por em prática, e acho que vai ser um processo de aprendizagem extraordinário, tudo feito remotamente, debaixo do sol de Lisboa e do calorzinho que se expande na minha varanda.

Quarto, já conheço os vizinhos todos, os senhores dos cafés e das lojas aqui ao pé, já toda a gente sabe quem é o Bitoque (é o maior e o mais gordo, por isso distinguem-no, além disso toda a gente adora o nome) e os meus bonecos são mimados por toda a gente que passa por eles na rua, até quando estou a malhar caracóis na esplanada. E eu já conheço o senhor Sebastião, o Senhor João, a Dona Otília e a Dona Fátima, e já sei onde é que há o melhor frango no churrasco e o melhor café, e sinto-me……como nunca me senti na Holanda….. sinto-me EM CASA.

Agora vou ali montar um sofá e uma mesa e já venho, sim? Quando tiver pronto eu faço outro “Querido mudei a casa” 🙂