@ Coffee and Company


Mesmo por baixo da minha casa há um Coffee and Company. Tem os melhores cappucinos e uns muffins enormes e deliciosos, e resmas, paletes de gajos giros que trabalham nas empresas que têm os escritórios aqui no complexo.
Por um café tenho direito a uma hora de net. E como a KPN ainda não se dignou a activar a linha em minha casa, desço p’ra tomar um café enquanto trabalho agarrada ao portátil.
Ao meu lado estão 4 homens de negócios que, claramente, não têm qualquer noção do tipo de pessoas que aqui param. Estão há uma hora a ter uma reunião de trabalho e a falar em inglês em alto e bom som sobre todas as empresas que pretendem atacar…grandes empresas. “A Delta Lloyd é um bom prospecto porque está um pouco desorientada desde que acabou o Outsourcing com a IBM”. Burros. Tive vai não vai pra os chamar a atenção, qualquer coisa do género: os senhores não acham que era melhor discutirem a vossa estratégia numa sala de reuniões nos vossos escritórios? É que … enfim, da mesma forma que eu trabalho p’ra um fornecedor, os senhores podem encontrar outros que estão na mesma situação, e guess what, podem-vos agradecer a estratégia que têm e limpar-vos os negócios!
Depois pensei: nahhhh. Não são da minha empresa, que se lixe.
Burros.
Malta amiga, quando decidirem ter um almoço ou um jantar de negócios, ou até inovar e ter uma reunião fora do vosso local de trabalho, sejam inteligentes e procurem deixar as conversas confidenciais FORA do âmbito da conversa. É que já dizia o ditado: as paredes têm ouvidos.
Já agora, vale a pena pensar nisto.

PS1: Eu uso um protector de ecrán que faz com que as pessoas ao meu lado não consigam ler o dito cujo. Um película preta fininha que faz verdadeiros milagres.
PS2: Hoje vou p’ra Braga e volto na segunda. Mensagem aos Bracarenses, telefonem-me se quiserem tomar um cafezito.
PS3: Nelita, ainda não é desta que passo na tua terra p’ra te apertar as bochechas e às miúdas, mas eu juro que não me esqueci de vocês. Beijos.

Mudar de casa, mudar de cidade, mudar de vida


A minha ausência por estas bandas deveu-se à minha mudança de casa anunciada aqui há uns tempos.
Quando decidi mudar, um dos factores que pesou na minha decisão, foi a proximidade de amigos e voltar à vida citadina deixando as vaquinhas de lado. Mesmo assim, nunca pensei que tudo fosse acontecer tão espontaneamente e de modo tão sublimemente perfeito.
Tudo começou com a compra dos móveis p’ra casa nova. Foi preciso ir ao IKEA carregar, ou melhor dito, alombar com os móveis das prateleiras até à caixa. Tarefa titânica quando se decide comprar uma cama de 180 x 200 e um quarto e uma sala inteiros. O meu novo vizinho Pedro veio em meu socorro numa sexta feira à tarde, se não fosse ele, ainda hoje estaria por lá a tentar captar a atenção de alguma alminha caridosa.
Nessa sexta entregaram os móveis e sábado foi dia de mudanças. Contratei uma empresa e num flash tudo apareceu na minha casa nova.
Mas é preciso montar os móveis p’ra ter onde guardar a tralha…a Patrícia e o filhote vivem a um quarteirão daqui. Levaram-me a almoçar a um sítio fantástico, mostraram-me onde estão as lojas de que preciso, trouxemos um aspirador novo debaixo do braço e deitamos mãos à obra.
Passado uma hora apareceu a Luna vinda de Leiden (que fica apenas a escassos 15 minutos de comboio de minha casa, graças a Deus!) e abancou ao pé dos parafusos e tábuas donde só arredou pé no dia seguinte depois do quarto todo montado, com paragem para uma (não) breve nova incursão pelo IKEA onde demonstrou que é uma rapariga muito mais paciente do que parece aos trolls que aparecem no seu blog. Foi um autêntico anjo, não é que queira aqui “denegrir” a imagem da minha querida amiga dada pelos seus tão “atenciosos” leitores, mas se não fosse a ajuda da Ana Luísa eu teria ficado literalmente perdida.
Segunda-feira foi dia de ir limpar a casa antiga e deixa-la pronta p’ra inspecção esta sexta. Trouxe de lá mais umas quantas tralhas que faltavam, fui ao supermercado abastecer e quando cheguei a casa tinha o vizinho Tiago à minha espera na garagem p’ra me ajudar a descarregar o estupor do carro que estava cheio até às orelhas. Depois de descarregar a cangalhada, foi hora de me ajudar a ligar a net. Ora bolas, a porra da KPN ainda não ligou o serviço na casa nova!Pera aí, liga-se ao vizinho Pedro e ele traz um telefone p’ra ver se a ligação tá em cima ou não, pera lá ó Pedrinho, vem também p’ra jantar e já agora traz uma faca que eu ainda não consegui encontrar a minha no meio das caixas! E somos três p’ra jantar!
Sai uma pasta com alho francês e bacon, e … opss…. ainda não tenho mesas e cadeiras…
No prob! Embrulha-se o tachinho em jornal p’ra manter tudo quentinho, vai-se até à porta ao lado, que é como quem diz, p’ra casa do vizinho Tiago.
Eh pa, e agora, ainda não tens net! Pega lá as chaves de minha casa diz o vizinho Pedro, e enquanto não tiveres net vais-te lá ligar ao mundo e mandar uns posts pro ar.
Ah! E já agora, amanhã vamos aos Pixies. Também tens bilhete? Pronto, então bora comigo e com a vizinha Cristina (uma miúda Grega, Grega Senhores! que fala tugolês como um papagaio e é uma verdadeira simpatia!!!) e bora apanhar o Quim, ver o concerto juntos, voltar no Boio, e já agora: amanhã há bola lá em casa, vamos mandar vir umas pizzas, começa às 8 e meia e toca a torcer (muito, temos de torcer mesmo muito…) pra Portugal ganhar a Malta.
Ó Cristina, sabias que a Sofia tem forno? A sério?! Boa, podemos fazer uns assados à maneira.
Oh yes, isto é realmente uma vida nova. Ou melhor, um retornar à vida!!
Eu que sempre gostei duma casa cheia de gente, eu que sempre tive uma casa com malta pra jantar, eu que sempre gostei de ajudar e que agradeço a Deus cada ajudinha que tenho, quanto mais TANTA ajuda! Eu que voltei a ter uma casa portuguesa, com certeza!
Caros Senhores e Senhoras, apresento-vos os melhores vizinhos de sempre que me conquistaram em apenas 3 dias.
A TODOS, mesmo a TODOS, o meu eterno obrigada por fazerem os meus primeiros dias em Den Haag uns dos melhores desde que aterrei na Holanda.
OBRIGADA (por ordem alfabética):
Ana Luísa,
Cristina,
Matthijs,
Patrícia,
Pedro,
e Tiago.

Hoje é dia de Pixies!!! Here comes your man…

Esta música faz-me lembrar a minha primeira saída à noite em Coimbra. As Caloirinhas juntaram-se pra ir até à Via Latina dançar até ao dia nascer, que é como quem diz, até às 4 da manhã que foi a hora que a freira nos deu como limite…
Nesse dia aconteceu uma cena caricata. A Via Latina tinha dois patamares, sendo que o de cima era basicamente um corredor à volta da pista. P’ra quem não conhece, a discoteca é minúscula.
Tava eu pendurada na balustrada, quando ao meu lado aparece uma miúda que vivia comigo e começa a gabar um “mecinho” de camisola vermelha que tava cá em baixo: eh pa, aquele gajo é giro. Não pera, aquele tipo é mesmo muito giro. É bom que se farta. Achas que ele também tá a olhar pra mim? O que é que achas?

– Eh pa, é engraçado sim, e sim, tá a olhar pra cá. Olha, tá a dizer adeus, hehehe, mas …….. pera lá….. eu conheço aquele rapaz….é o Adelino! Eh pa,ele também veio pra Coimbra! Que fixe! Anda daí que to apresento, ele tá a dizer Olá!

A cara dela ficou da cor da camisola dele. O Adelino era meu amigo desde os tempos do Colégio Paulo VI, ou seja, desde os 8 anos. Naquele dia EU fazia 18 anos 🙂

Está um dia fantástico!!

E Breukelen ainda respira Verão! E o sol brilha! E tenho cá malta a visitar-me! E já empacotei meia casa pras mudanças! E o trabalho corre lindamente! E a minha Petzi continua o máximo! E hoje a M. e o B. têm o seu jantar de aniversário e vou-lhes dar 3 beijocas repenicadas e o dia vai acabar em grande!
E eu SOU UMA PESSOA CHEIA DE SORTE!!!!!! Como me disse o Marquinho: sou uma pessoa feliz!





Então, já te sentes integrada?

BRAGA

Pergunta frequente e para cuja resposta nem sempre tenho paciência. Hoje aqui explicada em vez única a quem me faz tal pergunta.
Eu sei que sou aquilo a que chamam uma pessoa bastante sociável, mas isso não significa que uma pessoa, mesmo que “sociável” seja capaz de se integrar em 3 tempos.
Andei 4 anos num colégio, mais 8 anos noutro colégio, fui aprendendo a fazer amizades longas e com o tempo. Em Braga, mesmo assim, nem sempre me senti integrada.

COIMBRA

Quando fui para Coimbra fui enfiada num lar de freiras (no qual nunca me integrei) com mais 60 miúdas, conheci do melhor e do pior que pode existir do “bicho” que pode ser “uma mulher”, topo determinadas características a léguas e sou muitas vezes preconceituosa, mas também estilo Cavaco, nunca me engano e raramente tenho dúvidas nesse aspecto. Embora vivesse numa casa com 60 mulheres e tenha feito algumas amigas (muito poucas, diga-se de passagem, as que o são sabem quem são e onde estão 😉 ), só no final do meu segundo ano de faculdade/início do terceiro é que comecei a pertencer a um grupo sólido de amigos e a sentir-me integrada. Foi o primeiro grupo a que pertenci. You see, é que eu nunca fui muito de agrupamentos, de ter 4 ou 5 amigas coladas a mim e vice-versa, sempre gostei de poder falar com toda a gente, quando e onde me apetecesse. Nunca apreciei muito ser liderada ou andar em carneirada, sempre gostei de ser a Sofia e não a miúda baixinha do grupo da fulaninha de tal, ou a que costuma parar no Farol.
Portanto, levei mais de 2 anos p’ra sentir que pertencia a um grupo, grupo esse que respeitava e apreciava a tradição de Coimbra dentro dos limites que eu gostava e com que me identificava e faziamos juntos coisas muito giras que me fizeram amar os meus tempos de Coimbra e sentir-me ligada aquela cidade pra sempre. Hoje são a minha segunda família, tenho a minha “sobrinhada” (que com muita pena raramente vejo, mas de certeza que os Pais lhes falam na maluca da Tia Sofia que vive na Holanda) que já vai nuns..18? 19 miúdos? Perdi a conta! São lindos, têm Pais maravilhosos, têm Avós e Avôs fantásticos (sim, nós somos uns 20 e tal no grupo e conhecemos os Pais todos uns dos outros), e até têm um Bisavô Mirante!

VALLADOLID

Quando fiz erasmus conheci imensa gente, e senti-me integrada no grupo que me rodeava ao fim de 2 meses, mas estavamos todos fora de casa, ninguém tinha os seus melhores amigos por perto, é muito fácil conhecer pessoas e estabelecer relações fortes. Comecei a falar espanhol sem pronúncia ao fim de 1 mês, contudo, durante um ano inteiro, nunca senti que estivesse integrada em Valladolid, muito menos em Espanha. Passados 3 anos de ter terminado o meu erasmus comecei a fazer viagens de veleiro e na primeira viagem os meus companheiros de barcos eram quase todos Vallasolitanos e voltei de visita a Valladolid em Setembro de 2001. Foi a primeira vez que não me senti estrangeira, que nenhum gajo olhou pra mim num bar com olhos de: és estranja, és fácil, vou-te comer! Conhecia todos os recantos da cidade, sempre acompanhada pelos meus amigos fiz um fim de semana inteiro de vida espanhola, fiquei em casa deles, fui aos bares a que eles iam. Foi a primeira vez que me senti: integrada.
Mas levei uns..4 anos, até me “integrar”.

LISBOA

Quando fui viver p’ra Lisboa pensei: é Portugal, são portugueses, vai ser fácil. Já mudaste de cidade 2 vezes, Maria Sofia, a terceira é canja!
Não foi.
Levei CINCO anos p’ra me sentir integrada em Lisboa. Apaixonei-me pela cidade ao fim de um mês, mas levei muito e bom tempo a sentir-me “em casa”. Foi ao fim de 5 anos que fiz parte do primeiro grupo de lisboetas, até lá só conhecia os meus colegas do trabalho e amigos do norte e de Coimbra que estavam desterrados em Lisbon City como eu. Foi de repente, não fiz qualquer esforço, não mudei de pronúncia, continuo a trocar os “v” pelos “b” constantemente e falo como se tivesse uma batata na boca e digo montes de palavrões à mistura. Quisás, se calhar, passei a entender que não podia ir tomar café depois de jantar todos os dias como fazia em Coimbra ou em Braga, passei a entender que quando um Lisboeta te diz: “Jantar? Pode ser! Pra semana, né? Ok, depois combinamos.” NÃO QUER DIZER QUE TENHAM UM JANTAR COMBINADO NA PRÓXIMA SEMANA! Quer apenas dizer que és uma pessoa agradável, com quem o fulaninho gostaria de jantar algum dia, e se, pra semana, ele não tiver nada mais urgente ou mais preemente pra fazer, E SE te voltar a ver e voltar a sentir vontade de ir jantar contigo, ENTÃO, MAS SÓ ENTÃO, combina contigo jantar até naquela própria 5° feira em que se voltaram a ver. MAS não contes jantar antes das 9:30 ou 10 da noite. É que antes de jantar ele(a) tem que ir ao ginásio ou ao yoga, ou tomar café com o amigo(a) tal, vai a casa tomar um duche e SÓ DEPOIS é que vai ter contigo. E nada de ficares ofendido porque ele(a) trouxe com ele o amigo(a) com quem tava a tomar café, afinal é sempre mais uma pessoa que conheces, e se ele(a) o consideram uma pessoa engraçada ou gira, então tu muito possivelmente vais achar que o outro também o é. Além disso, o restaurante é grande, público, e vocês são só amigos, não há necessidade de jantar às luz das velas a dois, nãooooo é?
CERTO.
Eu já tentei contar isto muitas vezes à malta de Lisboa e todos, mas todos se riram e disseram: eh pa, eu sei, mas isso é normal, né?!
NÃO, não é normal. É normal quando se vive numa cidade grande, cheia de coisas p’ra fazer, com milhentas oportunidades e pessoas p’ra conhecer, como Lisboa 🙂
Eu aprendi a fazer este tipo de “combinações” também, e hoje em dia sou craque nelas! Vou tomar café com a Mafalda, trago-a comigo pro copo pré-dinner com o Nuno, o Hugo e o Paulo, acabamos a jantar todos juntos e depois do jantar dou um salto ao bar XPTO onde está a Cris.

HOLANDA 🙂

HOJE, vivo na Holanda há ano e meio, conheço “uma tonelada” de pessoas, fiquei muito amiga de duas ou 3, quisás 4, e gosto muito dos restante, mas não significa que me sinta integrada, percebem? Como eu dizia no outro dia a uma amiga, o facto de eu (ela, todos) conhecer portugueses cá não significa que, lá porque vivo no cú do mundo, tenha de ser a melhor amiga de TODOS os Tugas que conheço cá! Posso ter afinidades com uns num determinado tema, posso ter afinidades com outros noutro tema, e há outros com quem não tenho afinidade nenhuma, que não sentem que tenham afinidade comigo, mas com quem convivo quando estamos em grupo e somos educados e simpáticos uns com os outros, (porque não?!), mas isso não faz deles meus amigos e vice-versa!
O facto de eu poder vir a ter mais amigos holandeses que portugueses não quer dizer que eu possa nessa altura sentir-me mais integrada, porque tal como com os portugueses, eu serei amiga dos holandeses com quem sinta afinidade, e isso meus caros, leva o tempo que levar, e se eu bem me conheço, pelo que acabo de descrever, levará uns 3 ou 4 anos, e eu nem sei se cá vou estar tanto tempo!
TEMPO, É PRECISO TER TEMPO. É PRECISO CALMA. É preciso que eu chegue e diga: que bom voltar a casa. No dia em que eu sair do avião e sentir METADE do que eu sinto quando chego à Portela quando vejo as palmeiras do aeroporto, nessa altura direi: começo-me a integrar. No dia em que eu chegar a Schiphol e sentir o MESMO que sinto quando chego a Lisboa: INTERNEM-ME. Mas não se esqueçam, nessa altura sentir-me-ei: integrada!

Como fazer Rissóis for Dummies

E foi no Domingo passado que 6 Princesas portuguesas se juntaram para a Odisseia do Rissol.
A casa foi gentilmente cedida pela Rainha. Às 14 horas lá estavamos, literalmente de rolo da massa em punho!

Estavamos preparadas para qualquer eventualidade!

Ora vamos lá explicar por partes como é que a malta fez a coisa.

1) Preparou-se o recheio de carne:

2) Preparou-se o recheio de camarão:

3) Água a ferver com uma noz de manteiga, sal e casca de limão:

4) Depois da água fervida atira-se lá p’ra dentro a farinha. Para cada chávena de água há que por uma chávena de farinha. Mexe-se bem mexido até ficar estilo cola de sapato e se conseguir retirar da panela sem esforço

5) Há que amassar a massa, que é como quem diz, dar-lhe porrada:

6) Esticar a massa com o rolo até ficar fininha:

7) Uma colher de sobremesa de recheio lá pra dentro e depois dobrar p’ra poder cortar em meia lua usando um copo:

8) Passar por ovo e depois por pão ralado:

9) Fritar em óleo beeeem quente:

10) Retirar quando estiverem douradinhos e servir acompanhado dum arroz de tomate a fugir (se eu cá tivesse grelos, era um arrozinho de grelos que nem vos digo, nem vos conto!)


(Esta é a amiga T. que fritou mais de 40 rissóis pra malta toda que veio a seguir)


VOILÁ!!!

E apresentam-se as 6 cozinheiras (e a Petzi “aspirador” que esteve lá a fazer a sua parte também e lambeu o chão todinho sempre que caía alguma migalha) cansadíssimas, rotas, e que só se devem voltar a meter em tamanha odisseia daqui a uns 10 anos.

Mas foi muito, muito fixe!

Nieuw Ensemble

Tá aqui palavrinha que vou passar a analisar com mais detalhe quando aceitar convites para concertos…
Ora então a amorosa amiga DRei esteve a ver o programa cultural para o mês de Setembro e viu um concerto na Bimhuis que se chamava Nova Música Brasileira e propôs ao pessoal para quem quisesse ir. Eu, na esperança de apanhar um concerto acústico de Bossa Nova, disse imediatamente que sim, e a DRei comprou os bilhetes.
Combinamos jantar antes no restaurante/bar da Bimhuis (o sítio é lindíssimo, a comida é razoável, mas caaaaara comó caraças p’ro tipo de refeição que é, aviso.) e como o amigo Taborda vive logo ao lado dei-lhe uma apitadela p’ra se juntar a nós. Quando acabamos de jantar desafiei o moço p’ra vir conosco ao concerto e lá fomos os 3…começamos a ver gente muito…alternativa. Sentamo-nos. Vimos um palco preparado para uma orquestra e um saco de plástico pendurado num microfone…medo, muito medo. Estavamos numa sessão de NOVA música que é como que diz EXPERIMENTAL!
Foram duas horas de pim, pon, tau, pling, clink, tung, tsau, trau, pum, quim, tong, drau, pifff … SETE “compositores” brasileiros que entraram num concurso para novas composições e que ficaram nos primeiros sete lugares. Tivemos direito a 7 apresentações dos compositores em vídeo, feitas por eles mesmos (spooky!), a um tipo a dar-lhe no berimbau com a mesma emoção com que tocaria uma guitarra portuguesa só com uma corda, a um concerto com sacos plásticos e folhas de cartolina a roçar uma na outra ao som da (excelente, há que dizê-lo) violoncelista, dum contra-baixo, mais saxofone, violinos e piano, e uma data de instrumentos clássicos que não vou enumerar. Das sete gostei do último andamento do primeiro compositor, e de uma que não era tão deprimente como as outras e que já não me lembro bem se foi o terceiro ou o quarto a apresentar-se.
Não me pirei no intervalo por respeito à DRei que foi um amor em convidar-me e que não sabia também o que lhe esperava, e porque fui eu quem arrastou o amigo Taborda e não o ia deixar lá plantado, não é?!
Mas pronto, deu pra eu soltar umas boas gargalhadas com amigos e poder agora dizer em alto e bom som: amigos, gostos não se discutem, compreendo que gostem destas coisas, mas isto é MUITO À FRENTE pra ignorante Maria Sofia.
Nieuw Ensemble ever more!!!

Comentário do Taborda ao concerto: A foto ficou ao mesmo nivel do concerto…mas valeu pela experiencia! 🙂
Pra mim, foi divertido a mesma, e descobri um spot com uma ganda salada!

Have fun, we do too!!

PS: Querida mana Mafaldinha, lembrei-me imenso de ti o concerto todo! Acho que é o tipo de situação em que te vejo apanhar-me com um brilhante convite teu p’ra algo que acabaste de descobrir não sei aonde … Mas sabendo que eu sou assim um cadito p’ro…atrasadita nestas coisas…acabarias por me dizer antes do concerto: Sofs, olha que isto se calhar é um bocadinho puxado p’ra ti! :)) Tenho saudades tuas amiga!

Mudança pra Haia – Den Haag

E como gosto de voos, lá vou eu mudar de casa outra vez. O motivo é simples. Recebi em casa uma carta da câmara municipal de Breukelen City a dizer que não posso ter esta casa como residência permanente, só posso cá viver se tiver outra casa na Holanda e vir a esta apendas de férias, p’ra pescar, andar de barco, enfim, a recreio. Esta é uma zona chamada Recreative. Eu já sabia, mas apanharam-me porque eu fui a única h(otaria)onesta que se registou na câmara quando p’ra cá veio viver…
Por outro lado também estou um bocadinho mais longe da civilização do que esperava, e sempre que o carro se avariou fiquei completamente “presa” em casa, só podia de cá sair se me viessem buscar…
Enfim, depois de ir a casa do Borges e babar literalmente com a casa que ele tem em Haia, fui visitar um apartamento do mesmo complexo, e cá vou eu mudar-me p’ra uma casinha nova a 10 minutos a pé da Estação Central de Den Haag, e a 15 minutos a pé das lojinhas todas, todas, todas. Também tenho parque de estacionamento por 77 euros por mês. No total acabo por pagar o mesmo que pago nesta casa agora, acreditam?
Amsterdão ainda foi uma hipótese, mas os preços são demasiado exorbitantes e eu tenho mais o que fazer ao dinheiro.
Nesta casa além disso não vou ter de pagar depósito nem dar um mês adiantado. Achei um pouco estranho mas explicaram-me que depende do rendimento. Como é gerida por um fundo de pensões (ADEUS SENHORIOS!! Yeah!!!), eles mantêm a coisa simples e só alugam a quem mostra rendimentos acima de um X e não pedem garantias. Mais pontinhos pra eles! E mais fixe pra mim que não tenho de ter dinheiro preso num senhorio.
Por isso agora, ao jeito de sitcom americana, fico com amigos a 1 minuto da minha casa, com campainha pronta e uma jola p’ra um filme de Domingo à tarde em magote.
Esta casa só tem UM único senão. Não vinha mobilada (excepto a cozinha), logo vou ter de comprar tudo novo, e mais o chão…sim, é que uma casa não mobilada na Holanda significa uma casa sem chão…juro que não entendo, mas sempre é melhor que na vizinha Alemanha onde uma casa não mobilada é sem cozinha!!!
Estas fotos são com a tralha da inquilina anterior (que até aparece de perfil na pelingrafia), e quando tiver a MINHA tralha lá posta ponho novas fotos da casita.
As minhas visitas podem ficar contentes, já não vão ter de alugar carro p’ra me visitar e Haia é uma cidade muito gira!
Aqui vão fotos!

Arrumos:

Sala:

Tenham lá paciência e torçam o pescoço porque as p* das fotos não havia meio de ficarem na horizontal aqui no post e depois de meia hora perdida à volta desta m* não me apetece continuar a insistir…
Mas a sala é ENORME, 40 m2 que até são demais só pra mim e pra boneca, mas com janelas de cima a baixo e vista pro jardim! Cheiinha de luz!


Cozinha:

Quarto 1 (14m2!!):


Quarto 2 (13m2 e assim que eu me livrar da cangalhada TODA que a francesa lá tinha vai parecer um quarto a sério como o outro!):